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Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.

Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.

Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.

A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.

“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.

Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.

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Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras

Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)

O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.

Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.

Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.

Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.

Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:

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  • US$ 850,786 milhões em receita
  • 129,685 mil toneladas embarcadas
  • Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 44,0% na receita média diária
  • Crescimento de 19,6% no volume exportado
  • Aumento de 20,4% no preço médio

Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.

Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo

O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango mantém estabilidade no Brasil com exportações fortes e equilíbrio na oferta interna

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Mercado de frango opera com estabilidade e sinaliza equilíbrio no curto prazo

O mercado brasileiro de carne de frango registrou estabilidade nos preços ao longo da semana, tanto no atacado quanto no frango vivo. Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere possibilidade de novos reajustes no curtíssimo prazo, embora o cenário atual seja de maior equilíbrio entre oferta e demanda.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, as exportações seguem em bom desempenho ao longo do ano, mesmo em um ambiente global mais desafiador. Além disso, a manutenção do status sanitário favorável, com o Brasil livre de Influenza Aviária em granjas comerciais, contribui para a sustentação dos embarques internacionais.

Outro fator positivo apontado é o custo da nutrição animal, que segue controlado nesta temporada, favorecendo a rentabilidade do setor. No entanto, o mercado atacadista já apresenta menor expectativa de reajustes na segunda quinzena do mês, com tendência de acomodação dos preços.

Oferta ajustada e atenção ao risco sanitário

O setor avícola trabalha com expectativa de redução nos alojamentos nos próximos meses, o que pode contribuir para um melhor equilíbrio da oferta no restante da temporada. Esse ajuste é visto como fundamental para a sustentação das margens da cadeia produtiva.

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Ao mesmo tempo, o mercado segue atento ao cenário internacional da Influenza Aviária, que exige medidas rigorosas de biosseguridade e pode abrir oportunidades comerciais em casos de restrição de oferta em outros países.

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Preços internos do frango seguem sem alterações

Segundo levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes de frango congelado no atacado de São Paulo permaneceram estáveis ao longo da semana. O quilo do peito seguiu em R$ 8,50, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11,00. Na distribuição, os valores ficaram em R$ 8,70, R$ 7,10 e R$ 11,25, respectivamente.

Nos cortes resfriados, também não houve variação nas cotações. No atacado, o peito permaneceu em R$ 8,60, a coxa em R$ 7,00 e a asa em R$ 11,10. Na distribuição, os preços seguiram em R$ 8,80, R$ 7,20 e R$ 11,35.

O levantamento mensal da consultoria nas principais praças do país aponta estabilidade no quilo vivo do frango. Em São Paulo, o valor segue em R$ 5,20.

Nas integrações, os preços também não apresentaram mudanças: Rio Grande do Sul e Santa Catarina em R$ 4,75, oeste do Paraná em R$ 4,60. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul permanece em R$ 5,30, Goiás e Minas Gerais em R$ 5,40, e o Distrito Federal em R$ 5,30. No Norte e Nordeste, Ceará registra R$ 6,80, Pernambuco R$ 7,00 e Pará R$ 7,20.

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Exportações de carne de frango avançam fortemente em junho

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas mantêm forte desempenho em junho de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam receita de US$ 452,344 milhões nos primeiros nove dias úteis do mês.

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A média diária foi de US$ 50,260 milhões, com embarques de 226,983 mil toneladas no período, equivalente a 25,220 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.992,90.

Na comparação com junho de 2025, o setor registrou crescimento expressivo de 78,9% na receita média diária e alta de 61,2% no volume embarcado. O preço médio também avançou 10,9%, reforçando o bom momento das exportações brasileiras de carne de frango no mercado internacional.

Perspectivas para o setor avícola

O cenário para os próximos dias indica manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno, com possíveis ajustes pontuais nos preços dependendo do ritmo dos alojamentos e da demanda doméstica. No comércio exterior, a tendência segue positiva, sustentada pela competitividade do Brasil e pela firme demanda global por proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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