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Focus eleva previsão da inflação para 2026 e mercado passa a projetar Selic em 14%

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As projeções do mercado financeiro para a economia brasileira voltaram a apresentar deterioração, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central por meio do Boletim Focus. As estimativas para a inflação em 2026 foram novamente elevadas, enquanto a expectativa para a taxa Selic ao final do próximo ano avançou para 14%, reforçando o cenário de juros elevados por um período mais prolongado.

A nova pesquisa revela que as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central aumentaram de 5,30% para 5,33% a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. O percentual segue bem acima da meta oficial de inflação, fixada em 3,0%.

Inflação continua distante da meta

Além da alta na projeção do IPCA, os analistas mantiveram em 5,0% a expectativa para os preços administrados em 2026, grupo que inclui tarifas públicas e preços regulados pelo governo.

Já a estimativa para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), importante referência para contratos e reajustes, recuou ligeiramente de 6,22% para 6,15%.

Para 2027, o mercado também revisou para cima a expectativa inflacionária. A projeção do IPCA passou de 4,10% para 4,15%, permanecendo acima da meta estabelecida para o período.

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Os preços administrados para 2027 tiveram ajuste de 3,81% para 3,85%, enquanto a previsão para o IGP-M avançou de 4,04% para 4,08%.

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Mercado melhora expectativa para o PIB

Em relação ao crescimento econômico, o mercado financeiro elevou de 1,96% para 1,98% a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026.

Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 1,70%.

Apesar da leve melhora nas projeções do mercado, o Banco Central mantém uma visão mais cautelosa. No Relatório de Política Monetária mais recente, a autoridade monetária estima expansão de 1,6% para a economia brasileira em 2026.

Selic deve permanecer elevada

O principal destaque do levantamento foi a revisão para cima da expectativa para a taxa básica de juros.

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A projeção para a Selic ao final de 2026 subiu de 13,75% para 14,00%, aproximando-se ainda mais do atual patamar de 14,25% ao ano. Na prática, o mercado passou a prever apenas um corte residual de 0,25 ponto percentual até o encerramento do próximo ano.

A mudança também evidencia uma forte revisão das expectativas ao longo das últimas semanas. Há um mês, a projeção para a Selic em 2026 era de apenas 13,25%.

Para 2027, a expectativa permaneceu em 12,00%, indicando que os agentes econômicos continuam enxergando um processo lento de flexibilização monetária.

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Dólar segue acima de R$ 5,20 nas projeções

No mercado cambial, as estimativas permaneceram praticamente estáveis.

A projeção para o dólar ao final de 2026 foi mantida em R$ 5,20. Já a previsão para 2027 avançou de R$ 5,25 para R$ 5,27 por dólar.

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O cenário reforça a percepção de que a moeda norte-americana deverá permanecer em patamares elevados nos próximos anos, fator que segue influenciando diretamente os custos de produção, as exportações do agronegócio e a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Impactos para o agronegócio

A combinação de inflação acima da meta, juros elevados e câmbio sustentado acima de R$ 5,20 continua sendo um dos principais fatores monitorados pelo setor agropecuário. Enquanto o dólar mais forte favorece as exportações brasileiras, o ambiente de juros altos mantém pressionados os custos de crédito, investimentos e financiamento da produção rural.

Com a Selic permanecendo em níveis historicamente elevados, produtores, cooperativas e empresas do agronegócio devem seguir atentos à evolução da política monetária e das expectativas econômicas ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%

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Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira

A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.

No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.

Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche

Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.

A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.

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O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.

Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido

Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.

A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.

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Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.

Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.

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Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja

O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.

Entre os diferenciais observados estão:

  • Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
  • Dose única, simplificando o protocolo sanitário
  • Redução de mão de obra e custos operacionais

O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.

Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo

A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.

Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.

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Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.

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Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização

O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.

Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.

Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.

Perspectiva para o setor

Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.

A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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