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Café arábica e robusta caem na abertura da semana com foco em colheita no Brasil e clima global

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O mercado internacional do café iniciou a semana em território negativo nesta segunda-feira (22), com queda nos preços do Café arábica e do Café robusta nas principais bolsas globais. O movimento reflete a combinação entre o avanço da colheita no Brasil e o monitoramento contínuo dos impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño.

Arábica recua na Bolsa de Nova York

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o café arábica registrou desvalorização ao longo da manhã. Os contratos futuros acompanharam o fluxo de oferta e as expectativas para a safra brasileira.

  • Julho/26: 274,05 cents/lbp (-105 pontos)
  • Setembro/26: 265,20 cents/lbp (-260 pontos)
  • Dezembro/26: 254,90 cents/lbp (-300 pontos)

O desempenho reforça a pressão vinda do aumento da disponibilidade do produto no mercado físico, com a colheita avançando nas principais regiões produtoras do Brasil.

Robusta também opera em queda em Londres

Em Londres, o robusta seguiu a mesma tendência de baixa. O mercado reagiu ao cenário de oferta global e às condições climáticas ainda incertas em países produtores.

  • Julho/26: US$ 3.567/tonelada (-73 pontos)
  • Setembro/26: US$ 3.517/tonelada (-75 pontos)
  • Novembro/26: US$ 3.470/tonelada (-85 pontos)
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Clima segue como fator de atenção no mercado global

Apesar do avanço da colheita brasileira, o mercado permanece atento às condições climáticas, especialmente aos efeitos do El Niño. O fenômeno pode provocar irregularidades no regime de chuvas e temperaturas, afetando diretamente o desenvolvimento das lavouras em importantes regiões produtoras.

Essas incertezas climáticas continuam sendo um dos principais fatores de sustentação de volatilidade no mercado internacional do café.

Colheita no Brasil e expectativa de safra limitam altas

No Brasil, o ritmo de colheita segue avançando, o que contribui para maior oferta no curto prazo. Ao mesmo tempo, a expectativa de uma produção mais robusta em 2026 atua como limitador para movimentos mais consistentes de alta nas bolsas internacionais.

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Perspectivas para o mercado

Com a colheita brasileira em andamento e o clima ainda no centro das atenções, o mercado de café deve permanecer sensível a novas atualizações sobre oferta, produtividade e condições das lavouras nas próximas semanas, mantendo o cenário de volatilidade no radar dos investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%

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Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira

A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.

No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.

Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche

Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.

A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.

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O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.

Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido

Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.

A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.

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Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.

Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.

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Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja

O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.

Entre os diferenciais observados estão:

  • Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
  • Dose única, simplificando o protocolo sanitário
  • Redução de mão de obra e custos operacionais

O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.

Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo

A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.

Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.

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Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.

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Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização

O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.

Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.

Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.

Perspectiva para o setor

Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.

A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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