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Ata do Copom reforça juros altos por mais tempo e eleva preocupação com inflação no Brasil

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A divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe novos elementos para o mercado financeiro e reforçou a percepção de que os juros deverão permanecer elevados por um período mais prolongado. A avaliação é da economista Bruna Centeno, sócia e advisor da Blue3 Investimentos, que destaca uma mudança importante na comunicação do Banco Central em relação ao cenário inflacionário.

Após a reunião realizada na semana passada, investidores demonstraram insatisfação com o comunicado inicial do Copom, considerado pouco claro sobre os próximos passos da política monetária. No entanto, a ata divulgada nesta terça-feira apresentou sinais mais explícitos sobre a preocupação da autoridade monetária com a inflação e ajudou a redefinir as expectativas do mercado.

Banco Central vê inflação mais persistente

Segundo a economista, um dos principais pontos do documento foi a indicação de que o Banco Central observa um balanço de riscos mais desafiador para a inflação, acompanhado de uma deterioração adicional das expectativas inflacionárias.

A ata destaca que esse cenário pode exigir uma política monetária mais restritiva e mantida por mais tempo, com o objetivo de assegurar a convergência da inflação para a meta estabelecida.

O documento também revisou as projeções para os próximos anos. A estimativa de inflação para o final de 2027 foi elevada para 3,7%, permanecendo acima da meta contínua de 3%. Além disso, o Banco Central projeta que o retorno ao centro da meta só deverá ocorrer no primeiro trimestre de 2028.

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Mercado passa a precificar manutenção dos juros elevados

A nova leitura do Copom levou investidores a revisarem suas projeções para a taxa básica de juros. Embora a ata não indique necessariamente novas altas da Selic, o mercado passou a considerar mais provável uma manutenção dos juros em níveis elevados por um período maior do que o previsto anteriormente.

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Esse movimento tende a impactar diretamente os contratos de juros futuros, que devem incorporar o tom mais cauteloso adotado pelo Banco Central diante das pressões inflacionárias.

Para Bruna Centeno, a mensagem transmitida pela autoridade monetária foi mais firme em relação ao combate à inflação, reduzindo parte das dúvidas que surgiram após o comunicado da semana passada.

Economia resiliente aumenta desafio para a política monetária

Outro aspecto destacado na ata é a avaliação de que a inflação continua sendo pressionada pela força da demanda interna. O Banco Central reconhece que a atividade econômica brasileira segue resiliente, mesmo diante do atual patamar elevado dos juros.

Indicadores recentes, como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), reforçam esse diagnóstico ao apontarem crescimento acima do esperado em diversos setores da economia.

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Esse ambiente de aquecimento econômico dificulta o trabalho da autoridade monetária no controle dos preços, uma vez que a demanda continua sustentando pressões inflacionárias em diferentes segmentos.

Perspectiva para o mercado financeiro

A leitura predominante entre analistas é que a ata do Copom trouxe uma sinalização mais dura do que a observada no comunicado oficial da reunião. Com isso, aumenta a expectativa de que o Banco Central mantenha uma postura conservadora nos próximos meses, priorizando o controle da inflação mesmo diante dos impactos sobre a atividade econômica.

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Para o mercado financeiro, a principal consequência imediata é a consolidação de um cenário de juros elevados por mais tempo, com reflexos sobre crédito, investimentos, câmbio e decisões de consumo e produção em diversos setores da economia.

O posicionamento reforça a estratégia da autoridade monetária de garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que isso exija uma política monetária restritiva por um horizonte mais longo do que o inicialmente esperado pelos agentes econômicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Barretos retoma liderança do agronegócio paulista em 2025 impulsionada pela alta do boi gordo

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A valorização da carne bovina devolveu à regional de Barretos a liderança do agronegócio paulista em 2025. Com um Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 10,2 bilhões, a região voltou a ocupar a primeira colocação no ranking estadual, posição que já havia alcançado em 2022 e 2023.

Os dados fazem parte do levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O estudo analisa o desempenho das 40 regionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), abrangendo os 645 municípios paulistas.

Dez principais regionais concentram mais de 42% da produção estadual

As dez regionais com maior Valor da Produção Agropecuária movimentaram, juntas, R$ 73,62 bilhões em 2025, o equivalente a 42,2% de toda a riqueza gerada pelo agronegócio paulista.

Após Barretos, o ranking é formado por:

  • São José do Rio Preto – R$ 9,6 bilhões;
  • São João da Boa Vista – R$ 8,1 bilhões;
  • Franca;
  • Itapetininga;
  • Presidente Prudente;
  • Itapeva;
  • Jaboticabal;
  • Ourinhos;
  • General Salgado.

Segundo o levantamento, as oscilações nos preços das principais commodities agrícolas alteraram significativamente a distribuição regional da renda no campo durante o último ano.

Alta do boi gordo impulsiona pecuária e fortalece novas regiões

O principal fator por trás da mudança no ranking foi a expressiva valorização da carne bovina. Em 2025, os preços recebidos pelos pecuaristas cresceram, em média, 17,9% em todo o estado.

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Esse movimento fortaleceu regiões tradicionalmente ligadas à pecuária de corte e elevou sua participação na economia agropecuária paulista.

Um dos destaques foi a regional de General Salgado, que avançou da 17ª para a 10ª posição no ranking estadual. Na região, os produtos de origem animal responderam por 49,8% de toda a receita agropecuária.

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A regional de Ourinhos também ganhou espaço e passou a integrar o grupo das dez maiores economias do agronegócio paulista.

Queda da cana e da laranja reduz participação de polos tradicionais

Enquanto a pecuária avançou, culturas voltadas à indústria perderam competitividade em função da redução dos preços.

A desvalorização da cana-de-açúcar e da laranja destinada ao processamento industrial diminuiu o faturamento de importantes polos agrícolas, fazendo com que as regionais de Araraquara e Avaré deixassem o grupo das dez maiores do estado.

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Produtos para indústria continuam liderando o VPA paulista

Apesar da queda de preços em algumas cadeias, os produtos destinados à indústria continuam sendo o principal grupo econômico do agronegócio paulista.

Em 2025, esse segmento movimentou R$ 79,8 bilhões, correspondendo a 45,8% do Valor da Produção Agropecuária estadual.

Os principais produtos foram:

  • Cana-de-açúcar: R$ 53,8 bilhões;
  • Laranja para indústria: R$ 13,2 bilhões;
  • Café beneficiado: R$ 10,4 bilhões.

Na sequência aparecem os produtos de origem animal, responsáveis por R$ 54 bilhões, ou 31,3% do VPA paulista.

Dentro desse grupo, a carne bovina lidera com R$ 25,3 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 14,6 bilhões. Juntas, ambas representam 72,9% do valor gerado pelos produtos animais.

Soja e milho sustentam grupo de grãos e fibras

O grupo de grãos e fibras respondeu por 9,4% do Valor da Produção Agropecuária do estado.

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A soja liderou o segmento com R$ 8,8 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 4 bilhões, e pelo amendoim, com R$ 2 bilhões. Os três produtos representam mais de 90% do faturamento desse grupo.

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Cana permanece como principal cultura do agronegócio paulista

Mesmo com a redução dos preços, a cana-de-açúcar segue sendo o produto de maior peso econômico do estado.

A cultura representa 30,8% de todo o Valor da Produção Agropecuária paulista e lidera o faturamento em 17 regionais da CATI, entre elas Ribeirão Preto, Barretos, São José do Rio Preto, Araçatuba, Limeira, Piracicaba, Jaboticabal e Presidente Prudente.

Já os produtos de origem animal ocupam a primeira posição em 13 regionais, enquanto os grãos e fibras lideram apenas em Itapeva e Avaré.

No Vale do Ribeira, a regional de Registro tem nas frutas frescas seu principal motor econômico, com destaque para a banana, responsável por 84% do VPA regional.

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As olerícolas lideram o faturamento nas regionais de Santos, Mogi das Cruzes e Sorocaba.

Produção florestal mantém relevância regional

Os produtos florestais representam 1,7% do Valor da Produção Agropecuária paulista.

O eucalipto movimentou R$ 2,9 bilhões em 2025 e figura entre os cinco principais produtos em sete regionais da CATI — Jaú, Bauru, Piracicaba, Sorocaba, Bragança Paulista, Pindamonhangaba e Mogi Mirim — concentrando cerca de 74% da produção estadual.

O levantamento evidencia que as oscilações de mercado seguem redefinindo a geografia econômica do agronegócio paulista. Em 2025, a forte valorização da pecuária de corte foi decisiva para recolocar Barretos na liderança estadual e reforçar a importância do segmento animal na geração de renda para o campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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