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AGRONEGÓCIO

Carne suína ganha espaço no consumo brasileiro impulsionada por qualidade, nutrição e modernização da cadeia produtiva

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A carne suína vem consolidando sua presença na mesa dos brasileiros, impulsionada pela evolução da cadeia produtiva, pelo avanço tecnológico no campo e pela crescente valorização de seu perfil nutricional. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita atingiu aproximadamente 19,1 quilos por habitante em 2025, um crescimento de 19% nos últimos cinco anos.

O desempenho também é sustentado por uma produção nacional superior a 5,5 milhões de toneladas por ano e por exportações que alcançaram cerca de 1,51 milhão de toneladas no último período, reforçando o papel estratégico da suinocultura no agronegócio brasileiro.

Cadeia produtiva moderna sustenta qualidade da carne suína

Por trás da expansão do consumo está uma cadeia produtiva altamente tecnificada e integrada, que combina genética, nutrição de precisão, sanidade, ambiência e bem-estar animal.

Segundo a médica-veterinária Amanda Daniel, coordenadora técnica da unidade de Suinocultura da MSD Saúde Animal, a qualidade da carne suína atual é resultado direto da evolução do setor.

“A qualidade da carne suína que chega à mesa do consumidor é resultado de uma cadeia produtiva altamente complexa e integrada, na qual manejos sanitários, estratégias nutricionais, melhoramento genético, ambiência e bem-estar animal atuam de forma sinérgica. No Brasil, essa cadeia é considerada uma das mais modernas do mundo”, afirma.

A profissional destaca ainda que os avanços contínuos em tecnologia e manejo têm sido determinantes para elevar os padrões de qualidade e competitividade da proteína suína brasileira.

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Percepção do consumidor evolui com avanço da ciência

Historicamente, o consumo de carne suína no Brasil enfrentou barreiras relacionadas a mitos sobre seu perfil nutricional. No entanto, a modernização da produção e o maior acesso à informação têm contribuído para a mudança desse cenário.

De acordo com Amanda Daniel, antigas percepções associadas à gordura e ao colesterol vêm sendo gradualmente superadas.

“Essas associações ainda persistem em parte do imaginário coletivo, mas vêm sendo desconstruídas com o avanço da ciência e da produção moderna”, destaca.

Atualmente, a carne suína apresenta cortes mais magros, melhor padronização e maior controle sanitário, resultado direto do melhoramento genético e da adoção de práticas de nutrição e manejo de precisão.

Inspeção rigorosa garante segurança alimentar

Outro ponto fundamental para a consolidação da proteína suína é o rigoroso sistema de inspeção sanitária adotado no Brasil.

Toda a carne suína comercializada passa por fiscalização oficial veterinária, garantindo padrões de qualidade e segurança alimentar ao consumidor.

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Segundo Ísis Pasian, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o controle é rigoroso em todas as etapas do processo.

“Durante o abate, cada animal e carcaça são avaliados. Caso seja identificado qualquer problema de saúde ou lesão que comprometa o consumo, a carne pode ser parcialmente condenada ou totalmente descartada”, explica.

Esse sistema contribui diretamente para a confiança do consumidor e para a reputação da carne suína brasileira nos mercados interno e externo.

Versatilidade amplia presença da carne suína no dia a dia

Além da qualidade nutricional, a versatilidade é um dos principais fatores que explicam o crescimento do consumo da carne suína no Brasil.

Com uma ampla variedade de cortes e diferentes formas de preparo, a proteína passou a ocupar espaço de destaque nas refeições do dia a dia e em pratos mais elaborados.

Para Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o produto atende diferentes perfis de consumo e ocasiões.

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“A carne suína é uma proteína extremamente versátil, que atende às mais diversas ocasiões de consumo. Hoje temos cortes mais magros, práticos e também opções especiais que agregam sabor e sofisticação às refeições”, afirma.

O executivo destaca ainda o valor nutricional da proteína, que é fonte de proteínas de alta qualidade, vitaminas do complexo B e minerais essenciais para a saúde.

Semana Nacional da Carne Suína reforça promoção do setor

Em junho, a cadeia produtiva realizou a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), iniciativa organizada pela ABCS com apoio de empresas do setor, como a MSD Saúde Animal.

A ação teve como objetivo ampliar o consumo da proteína, valorizar os diferentes cortes e reforçar a comunicação sobre qualidade, segurança e benefícios nutricionais da carne suína.

Com o avanço da produção, o fortalecimento das exportações e a mudança de percepção do consumidor, a carne suína se consolida como uma das proteínas mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

No Piauí, Governo do Brasil lança aplicativo para modernizar o monitoramento pesqueiro

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Em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) lança o protótipo do aplicativo PesqBR, nesta quinta-feira (02), em Luís Correia, a 349 km de Teresina (PI). A ferramenta foi desenvolvida para ampliar a geração de dados confiáveis sobre a atividade pesqueira.

O aplicativo permite que as informações da pesca sejam inseridas diretamente pelo celular. Vai contribuir com a reconstrução da estatística pesqueira, de modo que os dados possam refletir a realidade da vida dos pescadores e pescadoras artesanais. Além da entrega do protótipo a ser testado pelos pescadores do Piauí, também foram entregues a versão web do sistema, que será usada pelas colônias dos pescadores de cada município e computadores. O projeto ainda prevê a capacitação das colônias e dos pescadores para que possam usar o aplicativo para automonitoramento.

“O setor não pode ficar invisível. São das mãos das mulheres e dos homens trabalhadores que a gente coloca alimento de qualidade na nossa mesa”, declarou o ministro Edipo Araujo.

A secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Dória, explicou os benefícios para os pescadores e pescadoras. Esses registros poderão servir como um dos comprovantes da atividade pesqueira no Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), facilitando a comprovação da atividade profissional e reduzindo a burocracia. “O próprio pescador passa a registrar sua produção, fortalecendo sua autonomia e contribuindo para um sistema mais moderno e transparente”, declarou.

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Sobre o módulo específico para as colônias, Carolina esclareceu que “esses dados fortalecem a capacidade de planejamento das colônias e oferecem informações concretas para dialogar com prefeituras, governos estaduais, instituições financeiras e parceiros. Com dados confiáveis, fica muito mais fácil demonstrar a importância econômica da pesca local e buscar investimentos, como infraestrutura de beneficiamento, câmaras frigoríficas, equipamentos, projetos de comercialização, acesso ao crédito e outras iniciativas que fortaleçam a atividade pesqueira”.

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Inicialmente, o protótipo será usado por 14.932 pescadores e pescadoras profissionais registrados, em 5 municípios piauienses: Luís Correia (6.574), Esperantina (761), Ilha Grande (3.223), São João do Piauí (177) e Buriti dos Lopes (4.197). A ideia é que o projeto seja expandido gradualmente para outras áreas do país, até se tornar o sistema oficial nacional para a coleta de dados da pesca. No Piauí, Luís Correia é o município com maior extensão de litoral, cerca de 46 km, mais da metade da área litorânea de todo o estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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