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POLÍTICA NACIONAL

CCS debate segurança de jornalistas e analisa projetos sobre comunicação

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O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional deve realizar duas reuniões na segunda-feira (6). Pela manhã, às 9h30, promove uma audiência pública interativa sobre a segurança dos profissionais de comunicação durante a cobertura das eleições. À tarde, a partir das 14h, o conselho se reúne em sessão ordinária para analisar relatórios sobre projetos em tramitação no Congresso relacionados à comunicação social, ambiente digital e liberdade de imprensa. 

A audiência pública vai reunir especialistas e representantes de organizações voltadas à liberdade de expressão e à defesa dos direitos dos jornalistas, entre eles a secretária-executiva do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores da Secretaria Nacional de Justiça, Cintia Sogayar, e o diretor do escritório da Repórteres sem Fronteiras para a América Latina, Artur Romeu. 

Na reunião ordinária, um dos principais itens em discussão é o relatório sobre o Projeto de Lei (PL) 2.331/2022, que regulamenta os serviços de vídeo sob demanda (VoD), conhecidos como plataformas de streaming. De autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e retornou ao Senado para análise final.  

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O relatório examina medidas para reduzir a assimetria tributária e regulatória entre as plataformas digitais e o setor audiovisual brasileiro, além de discutir formas de financiamento da produção nacional, proteção da propriedade intelectual e incentivo ao conteúdo brasileiro. O documento também sugere a criação de uma comissão temática para acompanhar a regulamentação do audiovisual digital. 

Outros temas 

Os conselheiros também devem analisar o relatório sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 67/2023, do senador Rogério Marinho (PL-RN), que proíbe a responsabilização de veículos de comunicação por declarações ilícitas feitas por entrevistados.   

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A reunião ainda prevê a análise do relatório sobre o PL 1.424/2026, da deputada Tábata Amaral (PSB-SP), que propõe a adoção da definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) na legislação brasileira. Outro item é o relatório do PL 4.675/2025, encaminhado pelo governo federal, que regulamenta a atuação econômica das big techs. 

Também consta na pauta a proposta de realização de uma audiência pública em agosto para discutir os impactos do PL 2.338/2023 na comunicação social. De autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), a proposta institui o marco legal da inteligência artificial. 

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CCS 

O CCS é um órgão auxiliar do Congresso Nacional responsável pela elaboração de estudos, pareceres e recomendações sobre temas relacionados à comunicação social. Presidido pela conselheira Patrícia Blanco, o conselho é composto por representantes da sociedade civil, das empresas de comunicação e de categorias profissionais, como jornalistas, cineastas e outros segmentos ligados ao setor.

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

POLÍTICA NACIONAL

Projeto fixa em R$ 2,50 o preço mínimo do litro de leite pago ao produtor

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O Projeto de Lei 913/26 fixa em R$ 2,50 por litro o preço mínimo inicial do leite pago ao produtor rural. A proposta também estabelece critérios técnicos para definir esse valor e garantir maior estabilidade à cadeia produtiva.

O texto, em análise na Câmara dos Deputados, determina que o custo médio de produção por litro será a principal referência para a política de garantia de preços do Ministério da Agricultura e Pecuária.

A pasta deverá consultar, com pelo menos 30 dias de antecedência, órgãos técnicos e entidades representativas do setor.

A regra será incluída no Decreto-Lei 79/66, que trata da política de garantia de preços mínimos dos produtos agropecuários.

“O objetivo é aprimorar os critérios para definição do preço mínimo do leite, garantindo segurança econômica ao produtor rural e estabilidade à cadeia produtiva”, afirma o autor da proposta, deputado Cobalchini (MDB-SC).

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Segundo dados do Centro de Inteligência do Leite, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o preço líquido médio pago ao produtor foi de R$ 2,51 por litro em 2025. Nos últimos dez anos, o valor médio real variou entre R$ 2,20, em 2017, e R$ 2,76, em 2022.

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Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcelo Oliveira

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Fonte: Câmara dos Deputados

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