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AGRONEGÓCIO

Brasil endurece controle sanitário para evitar bloqueio de exportações de carne à UE

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O Ministério da Agricultura iniciou a aplicação de novos procedimentos de inspeção na produção de carnes e derivados para adequar o setor às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos. A medida, detalhada em ofício do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), torna obrigatória a comprovação documental de que nenhum insumo proibido foi utilizado ao longo de todo o ciclo de vida dos animais destinados ao bloco europeu.

As normas entram em vigor para a certificação de cargas a partir de 3 de setembro. A partir desta data, a emissão do certificado sanitário internacional será exclusiva para produtos que atestem conformidade total com a legislação europeia, que veda o uso de uma série de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções humanas.

O impacto econômico é significativo. No caso da carne bovina, a necessidade de rastreabilidade completa e segregação dos animais deve suspender a maior parte das vendas ao mercado europeu por, pelo menos, dois anos — tempo necessário para que o gado nascido sob os novos protocolos de controle chegue ao abate. A estimativa de impacto nas exportações chega a cerca de R$ 5,21 bilhões anuais.

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Para as cadeias de aves, ovos, mel e aquicultura, a expectativa é de adaptação mais rápida devido ao ciclo de vida mais curto dos animais. Nesses setores, as novas diretrizes obrigam os produtores a qualificar e monitorar rigorosamente os fabricantes de ração, garantindo que insumos proibidos não sejam integrados à dieta dos animais.

A fiscalização brasileira será ampliada. O Ministério da Agricultura orientou que os auditores fiscais verifiquem não apenas os documentos, mas a efetividade dos controles internos dos frigoríficos. Em casos de suspeita fundamentada de uso de substâncias proibidas, as unidades serão obrigadas a bloquear os lotes e fornecer a rastreabilidade detalhada de toda a cadeia produtiva, do nascimento do animal até o abate.

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Sobre o Reino Unido, que sinalizou a intenção de seguir diretrizes similares às europeias, o ofício esclarece que, no momento, não há exigências adicionais de certificação. Os controles atuais permanecem vigentes enquanto se aguarda uma manifestação conclusiva das autoridades britânicas.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul após irregularidade das chuvas na safra 2025/26

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A colheita da soja da safra 2025/26 foi concluída no Rio Grande do Sul, encerrando um ciclo marcado pela forte irregularidade das chuvas e por perdas significativas de produtividade. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, restam apenas áreas pontuais de soja de segunda safra, sem representatividade estatística para o resultado estadual.

Os dados consolidados mostram que o desempenho das lavouras ficou abaixo das expectativas iniciais, refletindo os impactos do déficit hídrico registrado em diferentes momentos do ciclo produtivo.

Produtividade estadual fica quase 15% abaixo da estimativa inicial

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior à projeção inicial de 3.180 quilos por hectare, divulgada antes do início do plantio.

A área cultivada com a oleaginosa no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul entre os principais produtores nacionais de soja.

Segundo o levantamento, a redução da produtividade está diretamente relacionada à distribuição irregular das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. Enquanto algumas regiões receberam precipitações suficientes para manter o potencial produtivo, outras enfrentaram longos períodos de estiagem justamente nas fases mais sensíveis da lavoura, comprometendo o enchimento de grãos e o rendimento final.

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Chuvas irregulares provocaram grandes diferenças entre regiões

A Emater destaca que a variabilidade climática resultou em diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e até mesmo entre propriedades vizinhas.

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Esse comportamento evidencia como a distribuição das chuvas, mais do que o volume total precipitado, foi determinante para o desempenho das lavouras na safra.

Região de Ijuí registra contrastes no rendimento das lavouras

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi totalmente finalizada, confirmando a forte disparidade entre os municípios.

Os menores rendimentos foram registrados em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde a escassez de chuvas durante os períodos críticos do desenvolvimento da soja limitou significativamente o potencial produtivo.

Em contrapartida, o município de Santa Bárbara do Sul apresentou um dos melhores desempenhos da região, alcançando produtividade média superior a 3.600 quilos por hectare, favorecido por condições climáticas mais adequadas ao longo do ciclo.

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Clima reforça desafios para a produção gaúcha

O encerramento da colheita confirma mais uma safra em que o comportamento climático foi determinante para os resultados da soja no Rio Grande do Sul.

As diferenças observadas entre as regiões reforçam a vulnerabilidade da produção agrícola aos eventos climáticos extremos e evidenciam a importância de estratégias de manejo, planejamento e tecnologias capazes de reduzir os impactos da variabilidade das chuvas sobre a produtividade das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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