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POLÍTICA NACIONAL

Davi destaca compromisso e espírito público na votação do fim da escala 6×1

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou nesta quarta-feira (14), em Plenário, os benefícios do fim da escala de trabalho 6×1 para milhões de brasileiros.

Ao anunciar a votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e estabelece dois dias de descanso semanais (PEC 221/2019), o senador ressaltou a importância de avaliar os impactos da mudança sobre trabalhadores, empregadores e diferentes setores da economia.

— À primeira vista, pode parecer uma mudança sutil. Mas, para quem acorda cedo, pega ônibus lotado, cumpre sua jornada e volta para casa no fim do dia, essa mudança é gigantesca — afirmou.

Segundo Davi, um dia a mais de descanso representa mais tempo para convivência familiar, cuidados com a saúde e lazer. Ele ponderou, no entanto, que uma mudança dessa dimensão exige diálogo e responsabilidade.

— É natural que existam posições diferentes. É legítimo que haja dúvidas e preocupações. Cabe ao Senado oferecer espaço para esse debate e decidir com serenidade.

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O presidente do Senado também lembrou que havia assumido o compromisso de pautar a proposta após as eleições, para que os parlamentares pudessem decidir sem as pressões da disputa eleitoral. Ao confirmar a votação, Davi ressaltou que a decisão cabe ao Plenário. 

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— Cada senador e cada senadora recebeu da população a responsabilidade de representar seu estado e o povo brasileiro. Cada um votará com a sua consciência, com o seu coração e com o seu livre-arbítrio.

Ele disse ainda confiar que os parlamentares cumprirão seu dever com responsabilidade, pensando no que é melhor para o país.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

POLÍTICA NACIONAL

Projeto amplia proteção a pesquisadoras durante a licença-maternidade

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Pesquisadoras gestantes ou adotantes poderão ter os prazos de bolsas, editais e projetos de pesquisa suspensos durante a licença-maternidade, sem prejuízo na avaliação de produtividade ou na participação em novos financiamentos públicos. É o que prevê projeto de lei da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que recebeu parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

O PL 646/2026, que aguarda votação na  Comissão de Educação (CE), determina a suspensão automática dos prazos de bolsas, editais e projetos financiados com recursos públicos federais durante o período da licença-maternidade. O tempo de afastamento será acrescido ao prazo originalmente concedido.

O texto também proíbe que o período de licença seja considerado negativamente em avaliações de produtividade, mérito acadêmico, desempenho em projetos, pontuação curricular ou critérios de elegibilidade para novos editais de fomento. Além disso, veda a adoção de critérios que prejudiquem, direta ou indiretamente, pesquisadoras em razão de gestação, parto, adoção ou licença-maternidade.

Na justificativa do projeto, Soraya afirma que a ausência de uma legislação federal gera insegurança jurídica e prejudica a permanência das mulheres na ciência: “Proteger a maternidade na ciência não é conferir um privilégio, mas sim reconhecer e mitigar uma barreira sistêmica.”

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Segundo a autora, embora algumas agências de fomento já tenham normas internas para prorrogar bolsas, a falta de regras nacionais produz diferenças entre instituições e regiões.

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Ela argumenta que a proposta não cria novos benefícios financeiros nem exige recursos adicionais, limitando-se a estabelecer garantias administrativas para evitar prejuízos às pesquisadoras.

O projeto também determina que as agências federais de fomento e demais órgãos financiadores adaptem seus regulamentos às novas regras no prazo de 180 dias após a eventual publicação da lei.

Substitutivo

Relatora da matéria, Mara Gabrilli apresentou um substitutivo que mantém o conteúdo da proposta, mas incorpora as mudanças à Lei 13.536, de 2017, que já trata da prorrogação de bolsas concedidas por agências federais de fomento em casos relacionados à maternidade e à paternidade.

Para a senadora, reunir as regras em uma única lei evita sobreposição de normas e oferece maior segurança jurídica para pesquisadoras e instituições.

No parecer, Mara também destaca que a proposta está alinhada às evidências produzidas pelo movimento Parent in Science, que apontam a maternidade como um dos fatores de evasão e de sub-representação de mulheres nos níveis mais altos da carreira científica. O Parent in Science foi criado em 2016 no Brasil para apoiar pesquisadoras que são mães.

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Segundo a relatora, a iniciativa não deve produzir impactos orçamentários significativos.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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