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Café: chuvas atrasam colheita no Brasil, sustentam preços internacionais e reduzem ritmo de negócios no mercado físico

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O mercado brasileiro de café deve registrar uma quinta-feira (2) de negociações limitadas, refletindo a combinação entre a leve queda do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), a estabilidade do dólar e a postura mais cautelosa dos produtores. Após a forte valorização observada na sessão anterior, muitos vendedores optam por aguardar novas referências de preços antes de ampliar a oferta.

Enquanto isso, o mercado internacional segue atento ao avanço da colheita brasileira, que continua enfrentando atrasos provocados pelas chuvas nas principais regiões produtoras. O excesso de umidade tem dificultado a colheita, a secagem e o beneficiamento dos grãos, aumentando as preocupações com a qualidade da safra e reduzindo temporariamente a oferta disponível.

Mercado físico perde liquidez após forte alta

Na quarta-feira (1º), o mercado físico brasileiro acompanhou a expressiva valorização registrada nas bolsas internacionais. Apesar da elevação dos preços, o ritmo dos negócios foi mais lento, já que os compradores ajustaram suas ofertas em intensidade inferior aos ganhos observados nas bolsas, reduzindo a liquidez das negociações.

No Sul de Minas, o café arábica bebida boa, com 15% de catação, safra nova, passou a ser negociado entre R$ 1.790 e R$ 1.795 por saca, contra os R$ 1.600 a R$ 1.650 registrados anteriormente.

No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura alcançou valores entre R$ 1.800 e R$ 1.805 por saca, superando os preços anteriores, que variavam entre R$ 1.620 e R$ 1.720.

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Já na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica tipo rio 7 foi negociado entre R$ 1.330 e R$ 1.335 por saca, acima da faixa anterior de R$ 1.240 a R$ 1.250.

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No Espírito Santo, o café conilon também apresentou valorização. O tipo 7 foi cotado entre R$ 1.080 e R$ 1.085 por saca, enquanto o tipo 7/8 ficou entre R$ 1.070 e R$ 1.075, ambos acima dos preços praticados na sessão anterior.

Chuvas no Brasil sustentam mercado internacional

Depois da disparada registrada na quarta-feira, os contratos futuros do café iniciaram esta quinta-feira com comportamento misto nas bolsas internacionais.

Na ICE Futures US, o contrato setembro/2026 do arábica era negociado a 308,85 cents de dólar por libra-peso, em leve queda após a realização de lucros. O vencimento dezembro/2026 também recuava, sendo cotado a 294,55 cents por libra-peso.

Já na ICE Europe, em Londres, o robusta manteve o movimento positivo. O contrato setembro/2026 avançava para US$ 3.823 por tonelada, enquanto o vencimento novembro/2026 era negociado a US$ 3.782 por tonelada, ambos registrando ganhos.

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Apesar do ajuste técnico observado no arábica, o cenário permanece sustentado pelos problemas climáticos no Brasil. As chuvas continuam atrasando a colheita em importantes regiões produtoras, limitando a oferta imediata e elevando as preocupações com possíveis impactos na qualidade dos grãos.

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Estoques certificados seguem em queda

Outro fator que mantém sustentação aos preços internacionais é a redução contínua dos estoques certificados da ICE.

Na posição de 1º de julho de 2026, os estoques certificados somavam 375.079 sacas de 60 quilos, queda de 2.386 sacas em relação ao dia anterior. O movimento reforça a percepção de aperto na oferta disponível para entrega no curto prazo.

Mercado acompanha colheita, clima e atuação dos fundos

Além das condições climáticas no Brasil, operadores seguem monitorando a atuação dos fundos de investimento e as perspectivas para a oferta global.

Segundo analistas de mercado, a evolução da colheita brasileira continuará sendo o principal fator de influência sobre as cotações nas próximas semanas. Qualquer novo atraso causado pelo clima ou indicativos de perdas na qualidade da safra poderá manter o viés de sustentação dos preços internacionais.

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No encerramento da quarta-feira, o contrato setembro/2026 do café arábica fechou cotado a 309,90 cents de dólar por libra-peso, com alta de 13,45 cents, equivalente a 4,5%, atingindo o maior nível dos últimos cinco meses. O contrato dezembro/2026 encerrou a 294,85 cents, também com valorização de 4,5%, confirmando a forte recuperação do mercado diante das incertezas sobre a oferta brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produtividade do milho supera 360 sacas por hectare e reforça importância do manejo integrado no campo

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Agricultura de alta performance amplia os tetos produtivos do milho no Brasil

A safra de verão 2025/26 trouxe novos indicadores do potencial produtivo do milho brasileiro. Dados do GETAP (Grupo Tático para Aumento da Produtividade) revelam que áreas conduzidas com manejo integrado alcançaram produtividades superiores a 360 sacas por hectare, desempenho que representa aproximadamente três vezes a média nacional, atualmente estimada entre 110 e 120 sacas por hectare.

Os resultados reforçam uma tendência crescente na agricultura brasileira: os maiores ganhos de produtividade estão sendo obtidos por sistemas que integram diferentes tecnologias e práticas agronômicas, em vez da adoção de soluções isoladas.

Entre os destaques do levantamento estão o Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (PR), que atingiu 362,82 sacas por hectare, e a Agro Mallon, de Canoinhas (SC), com 360,55 sacas por hectare. Ambas as propriedades utilizaram soluções nutricionais da ICL dentro de programas completos de manejo agrícola.

Manejo integrado se consolida como diferencial para altas produtividades

Os resultados evidenciam que a busca por maiores rendimentos depende cada vez mais de uma estratégia integrada de produção.

A construção da fertilidade do solo ao longo de várias safras, o equilíbrio nutricional, a escolha adequada dos híbridos, o manejo fitossanitário eficiente e o monitoramento constante das lavouras passaram a atuar de forma complementar na obtenção de elevados tetos produtivos.

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Nesse cenário, a nutrição das plantas assume papel estratégico ao favorecer processos fisiológicos, aumentar a eficiência metabólica, fortalecer a sanidade das lavouras e ampliar o aproveitamento do potencial genético dos híbridos.

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Segundo João Pascoalino, gerente de Serviços Digitais da ICL e responsável pela parceria com o GETAP, a agricultura brasileira vive uma mudança estrutural em seu modelo produtivo.

De acordo com o especialista, durante décadas a evolução do setor foi impulsionada principalmente pelo avanço da genética, da mecanização e dos insumos. Agora, o diferencial competitivo está na capacidade de integrar informações sobre solo, planta, nutrição e tomada de decisão em sistemas altamente tecnificados.

Diferença entre média nacional e elite produtiva ainda é grande

Para Pascoalino, o desempenho das áreas de alta performance demonstra que existe um amplo potencial produtivo ainda não explorado na agricultura brasileira.

Na avaliação do especialista, a diferença entre a produtividade média nacional e os melhores resultados obtidos no campo não está relacionada apenas ao potencial genético das cultivares, mas principalmente à forma como os sistemas agrícolas são conduzidos.

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Esse cenário evidencia que estratégias baseadas em planejamento agronômico, uso inteligente de tecnologias e decisões orientadas por indicadores técnicos podem reduzir significativamente esse intervalo de produtividade.

GETAP reforça evolução técnica das lavouras brasileiras

Além de reconhecer os melhores resultados individuais, o GETAP vem se consolidando como um importante indicador da evolução tecnológica da produção agrícola nacional.

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Os dados obtidos em diferentes regiões produtoras mostram que ainda existe espaço para ganhos expressivos de produtividade quando o manejo passa a ser conduzido de forma integrada e orientada por critérios técnicos.

Nas áreas participantes, as soluções nutricionais da ICL foram incorporadas a programas completos de manejo, contribuindo para maior eficiência no aproveitamento dos nutrientes, equilíbrio fisiológico das plantas e maior estabilidade produtiva, inclusive sob condições climáticas desafiadoras.

Nova revolução da produtividade depende da integração entre tecnologia e conhecimento

Os resultados da safra 2025/26 reforçam que a próxima etapa da evolução da cultura do milho deverá ser impulsionada pela integração entre diferentes ferramentas de manejo.

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Mais do que a adoção de uma tecnologia específica, o avanço da produtividade passa pela combinação entre construção da fertilidade do solo, manejo nutricional, genética, sanidade vegetal, monitoramento constante e agricultura baseada em dados.

Com produtividades superiores a 360 sacas por hectare sendo alcançadas em diferentes regiões do país, o milho brasileiro demonstra que a agricultura de alta performance já é uma realidade e aponta o caminho para sistemas produtivos cada vez mais eficientes, resilientes e sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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