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Café dispara nas bolsas internacionais e mercado testa novo fôlego com avanço da safra no Brasil

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O mercado do café iniciou esta quarta-feira (22) com forte valorização nas bolsas internacionais, ampliando o movimento de recuperação observado nas últimas sessões. O cenário reforça a volatilidade dos preços e mantém o Brasil como principal referência na formação das cotações globais.

Café arábica e robusta sobem com força nas bolsas

Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica abriram em alta expressiva. O contrato maio/26 foi cotado a 299,50 cents por libra-peso, com avanço de 1.050 pontos. O julho/26 registrou 288,70 cents/lb, alta de 605 pontos. Já o setembro/26 operou a 277,30 cents/lb, com valorização de 525 pontos, enquanto o dezembro/26 atingiu 269,80 cents/lb, subindo 540 pontos.

Na ICE Europa, o café robusta também apresentou ganhos consistentes. O contrato maio/26 foi negociado a US$ 3.570 por tonelada, com alta de 113 pontos. O julho/26 alcançou US$ 3.444 por tonelada, avanço de 105 pontos. O setembro/26 foi cotado a US$ 3.361 por tonelada, com valorização de 98 pontos, e o novembro/26 chegou a US$ 3.285 por tonelada, alta de 91 pontos.

Ajustes técnicos e incertezas na oferta sustentam alta

O movimento positivo nas bolsas está ligado a um ambiente ainda instável no mercado global. Após quedas recentes, os preços passam por ajustes técnicos, enquanto persistem incertezas em relação à oferta mundial de café.

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Mesmo com a safra brasileira entrando no radar, o fluxo de produto ainda não é suficiente para pressionar de forma contínua as cotações internacionais, sustentando o viés de recuperação no curto prazo.

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Avanço da safra no Brasil influencia decisões

No Brasil, o cenário é mais complexo. A colheita começa a ganhar ritmo, mas o comportamento do produtor segue como fator decisivo para o mercado.

Muitos cafeicultores adotam postura cautelosa na comercialização, avaliando não apenas os preços nas bolsas internacionais, mas também as margens e os custos de produção. Essa estratégia tem limitado um avanço mais consistente nos negócios, mesmo diante das recentes altas.

Mercado físico segue seletivo

No mercado físico brasileiro, o ritmo de negociações permanece moderado. Apesar do interesse comprador, a postura mais conservadora dos produtores reduz a liquidez e mantém as operações seletivas.

Esse comportamento reforça a dependência do mercado em relação às decisões dentro da porteira, especialmente em um momento de forte oscilação nos preços.

Clima e volatilidade seguem no radar

O clima continua sendo um fator determinante para o mercado. As condições meteorológicas influenciam diretamente o desenvolvimento da safra e as expectativas de produção, podendo provocar novos movimentos nos preços.

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Analistas destacam que o café vive um período de elevada volatilidade, com possibilidade de oscilações bruscas em curto espaço de tempo, exigindo maior atenção na tomada de decisão.

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Mercado abre janela de oportunidade, mas com riscos

A valorização registrada na abertura desta quarta-feira indica a formação de possíveis oportunidades de comercialização. No entanto, o avanço da safra brasileira e a instabilidade do mercado internacional seguem como fatores de risco para as próximas semanas.

Diante desse cenário, produtores e agentes do setor devem manter estratégia cautelosa, acompanhando de perto o comportamento das bolsas e as condições de oferta e demanda global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso do Sul expande produção de etanol de milho e atrai novos investimentos industriais

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Produção de etanol de milho cresce quase 34% em MS

O Mato Grosso do Sul reforçou sua posição estratégica no setor de bioenergia ao registrar crescimento expressivo na produção de etanol de milho. Na safra 2025/2026, o estado produziu 2,128 bilhões de litros, volume que representa 20,92% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O desempenho mantém o estado como segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso, e confirma a consolidação da região Centro-Sul como principal polo de expansão do biocombustível.

Em relação à safra anterior, houve crescimento de 33,9%, impulsionado principalmente pela ampliação da capacidade industrial e pela maior integração com a produção agrícola.

Etanol hidratado lidera produção no estado

Do total produzido em Mato Grosso do Sul:

  • 73,11% correspondem ao etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível
  • 26,89% são de etanol anidro, destinado à mistura com a gasolina

O milho já responde por 43,21% de todo o biocombustível produzido no estado, considerando também a produção a partir da cana-de-açúcar, o que evidencia a crescente relevância do grão na matriz energética local.

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Nova usina em Jaraguari impulsiona expansão industrial

O avanço do setor ganha novo impulso com a instalação de uma usina no município de Jaraguari. O projeto da Usina de Etanol de Amido Pioneiras recebeu Licença de Instalação recentemente e prevê investimento de R$ 300 milhões.

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A unidade terá capacidade para processar 500 toneladas diárias de milho ou sorgo, com produção estimada de até 200 mil metros cúbicos de etanol por ano.

A nova planta se soma às usinas já em operação em Sidrolândia, Dourados e Maracaju, ampliando a base industrial do estado.

Investimentos fortalecem economia e atraem novos negócios

Além de aumentar a produção, o empreendimento deve gerar empregos, fortalecer a infraestrutura local e atrair novos investimentos para a região.

A instalação da usina também está associada a melhorias logísticas e organização industrial, incluindo projetos de pavimentação e acesso, que contribuem para a eficiência da cadeia produtiva.

Autoridades estaduais destacam que a agilidade no licenciamento ambiental e o ambiente favorável aos negócios têm sido fatores decisivos para atrair novos projetos ao estado.

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Integração entre agro e energia sustenta avanço

A expansão do etanol de milho ocorre paralelamente à diversificação do uso da terra em Mato Grosso do Sul:

  • A soja ocupa mais de 4,6 milhões de hectares
  • Áreas de eucalipto somam cerca de 1,9 milhão de hectares
  • As pastagens representam aproximadamente 46% do território
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Esse cenário indica forte potencial de intensificação produtiva e reforça um modelo baseado na integração entre agricultura, indústria e energia.

Mato Grosso do Sul se consolida como polo de bioenergia

Com escala agrícola, infraestrutura em expansão e políticas de incentivo, Mato Grosso do Sul avança na estratégia de agregar valor à produção de grãos e ampliar sua competitividade no mercado de energias renováveis.

O crescimento do etanol de milho consolida o estado como um dos principais protagonistas da bioenergia no Brasil, com perspectivas positivas para novos investimentos e expansão da produção nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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