AGRONEGÓCIO
Cafeicultura brasileira enfrenta desafios climáticos e aposta em tecnologia para manter liderança global
Brasil mantém protagonismo global na produção de café
O Brasil segue como principal referência mundial na produção de café, mesmo diante de um cenário desafiador. A cafeicultura nacional passa por transformações impulsionadas por mudanças climáticas, avanço tecnológico e novas estratégias de manejo no campo.
O tema foi destaque durante o painel “Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2025/2026 e 2026/2027”, realizado no Workshop Mercado e Exportação de Café, dentro da Fenicafé.
Especialistas apontam necessidade de adaptação no setor cafeeiro
Reunindo especialistas de importantes regiões produtoras — Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mogiana, Espírito Santo e Noroeste de Minas —, o debate trouxe um diagnóstico claro: o Brasil segue forte na produção de café, mas precisa se adaptar para manter competitividade no mercado global.
Mudanças climáticas aumentam riscos para produtores
As alterações no clima têm sido um dos principais desafios enfrentados pelos cafeicultores. No Sul de Minas, o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas já impactam diretamente a produção.
Segundo o engenheiro agrônomo Régis Ricco, “secas mais longas e temperaturas mais altas colocam a cafeicultura de sequeiro em condição de alto risco”.
Na região da Mogiana, após períodos de quebra de safra, há sinais de recuperação gradual. De acordo com Bruno Maciel, a melhora no pegamento das floradas indica avanço, embora ainda abaixo do potencial histórico.
Já no Cerrado Mineiro, os efeitos climáticos têm pressionado custos e rentabilidade. “Frio intenso, déficit hídrico e chuvas constantes interferem diretamente na produção”, afirma Flávio Bambini.
Irrigação e tecnologia impulsionam produtividade no campo
Diante desse cenário, a adoção de irrigação e tecnologias agrícolas tem se tornado essencial para garantir estabilidade produtiva.
No Noroeste de Minas, onde as lavouras são totalmente irrigadas, os resultados têm sido positivos. Segundo Eduardo Botelho de Bastos, a prática garante produtividade, qualidade e crescimento sustentável.
No Espírito Santo, referência na produção de café canéfora, o avanço tecnológico também sustenta o crescimento. “O estado lidera a produção nacional com ganhos consistentes de produtividade”, destaca Inorbert Melo.
Além disso, o uso de sensores, manejo eficiente do solo e novas cultivares contribuem para aumentar a eficiência e reduzir riscos no campo.
Diferenças regionais exigem estratégias específicas
A diversidade das regiões produtoras brasileiras exige abordagens distintas de manejo.
Nas Montanhas do Espírito Santo, o relevo acidentado dificulta a mecanização e aumenta a dependência de mão de obra. “O desafio é grande devido à limitação de mecanização e à necessidade de colheita manual”, explica César Abel Krohling.
No Cerrado Mineiro, o foco tem sido a evolução do modelo produtivo, com adoção de práticas mais sustentáveis e regenerativas. Segundo Bambini, há um reposicionamento da atividade rumo a uma cafeicultura mais estratégica.
Perspectivas para as safras 2025/2026 e 2026/2027 são positivas
Apesar dos desafios climáticos, as perspectivas para as próximas safras são consideradas positivas. A recuperação produtiva em diversas regiões, aliada à renovação de lavouras e ao uso de tecnologias, deve impulsionar o crescimento do setor.
Ainda assim, especialistas reforçam a importância do planejamento. “O produtor precisa tomar decisões baseadas em dados e investir em tecnologia para reduzir riscos”, ressalta Ricco.
Liderança global depende de inovação e sustentabilidade
O consenso entre os especialistas é de que o Brasil continuará sendo o principal player global do café. No entanto, a manutenção dessa posição dependerá da capacidade de adaptação às novas condições climáticas e às exigências do mercado internacional.
A integração entre ciência, tecnologia, gestão e sustentabilidade será determinante para o futuro da cafeicultura brasileira.
A Fenicafé segue até o dia 16 de abril, no Parque Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro, consolidando-se como um dos principais fóruns de discussão do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Frísia anuncia novo entreposto em Pium (TO) com investimento de R$ 100 milhões e expansão da capacidade logística no agronegócio
A Frísia Cooperativa Agroindustrial anunciou a construção de um novo entreposto no município de Pium, no estado do Tocantins, como parte de sua estratégia de expansão e fortalecimento das operações na região. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 100 milhões e reforça a atuação da cooperativa em uma das áreas agrícolas mais dinâmicas do país.
A iniciativa ocorre no ano em que a cooperativa celebra dez anos de presença no Tocantins, marcando um novo ciclo de expansão e consolidação no estado.
Geração de empregos e impacto econômico regional
A nova unidade deve gerar cerca de 20 empregos diretos após o início das operações, além de mobilizar mais de 200 trabalhadores durante a fase de construção.
A obra está prevista para começar em junho de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028.
Segundo a cooperativa, o empreendimento deve contribuir para o desenvolvimento econômico regional, ampliando o suporte à cadeia produtiva agrícola e fortalecendo a logística de escoamento da produção.
Estrutura terá alta capacidade de armazenagem e beneficiamento de grãos
O entreposto foi projetado para acompanhar o crescimento da produção agrícola na região e oferecer maior eficiência operacional aos cooperados.
Entre as principais características da nova unidade estão:
- Capacidade de recepção de até 600 toneladas de grãos por hora
- Linha de beneficiamento com capacidade de 240 toneladas por hora
- Armazenagem total de 42 mil toneladas de grãos
- Estrutura dedicada também ao armazenamento de insumos agrícolas
Decisão estratégica baseada em estudos de potencial produtivo
A escolha de Pium para receber o investimento foi baseada em análises estratégicas realizadas ao longo de três anos, considerando o avanço da produção agrícola local.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Frísia Cooperativa Agroindustrial, Geraldo Slob, a região se destaca pelo ritmo de desenvolvimento e pela expansão da base de cooperados.
O dirigente ressaltou que, mesmo diante de um cenário desafiador, a cooperativa mantém trajetória de crescimento no Tocantins.
Planejamento estratégico mira expansão sustentável até 2030
O investimento integra o plano estratégico da cooperativa para o ciclo 2025–2030, que prevê expansão sustentável das operações no estado e maior geração de valor aos cooperados.
Segundo o gerente-executivo da Frísia Cooperativa Agroindustrial no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a nova estrutura deve gerar ganhos logísticos relevantes, incluindo maior agilidade na recepção e no beneficiamento de grãos, redução de custos com frete e melhor acesso a insumos agrícolas.
Expansão da produção de soja no Tocantins sustenta investimentos
O anúncio ocorre em um cenário de forte crescimento da produção agrícola regional. A área cultivada de soja no Tocantins passou de 14,7 mil hectares na safra 2020/2021 para 40,4 mil hectares na safra 2024/2025.
No mesmo período, a produtividade média alcançou 3.771 kg/ha, acima dos 3.057 kg/ha registrados em 2020/2021, reforçando o potencial de expansão do setor.
Atuação da Frísia no Tocantins completa uma década
A Frísia Cooperativa Agroindustrial atua no Tocantins desde 2016 e, em 2026, completa dez anos de operação no estado.
Atualmente, a cooperativa conta com cerca de 110 cooperados e 60 colaboradores na região, com unidades em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins, além de um escritório administrativo em Palmas.
Nos últimos anos, a cooperativa vem ampliando seus investimentos para acompanhar o crescimento da produção agrícola local e fortalecer sua presença regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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