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AGRONEGÓCIO

Copersucar registra lucro recorde de R$ 631 milhões, amplia vendas de açúcar e etanol e avança na transição energética

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A Copersucar encerrou a safra 2025/26 com um dos melhores desempenhos de sua história, consolidando sua liderança global nos mercados de açúcar e etanol. A companhia registrou lucro líquido de R$ 631 milhões, crescimento de 56,9% em relação ao ciclo anterior, além de ampliar os volumes comercializados e fortalecer sua atuação em energia renovável e logística sustentável.

O resultado posiciona a safra como o terceiro melhor desempenho da história da empresa, refletindo a expansão dos negócios, a eficiência operacional e a capacidade de adaptação a um ambiente marcado por desafios climáticos e volatilidade dos mercados internacionais.

Receita cresce e lucro avança quase 57%

A receita líquida da companhia alcançou R$ 65,8 bilhões na safra 2025/26, avanço de 5,5% em comparação aos R$ 62,3 bilhões registrados no período anterior.

O lucro líquido consolidado saltou de R$ 402 milhões para R$ 631 milhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu expressivos 35%.

Segundo o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, os resultados demonstram a solidez da estratégia da companhia.

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“A combinação entre disciplina financeira, gestão de riscos, governança robusta e profundo conhecimento do mercado permite que a empresa mantenha crescimento consistente mesmo diante de cenários desafiadores”, destacou o executivo.

Comercialização de açúcar atinge recorde histórico

A safra 2025/26 foi marcada por um desempenho histórico na comercialização de açúcar. A Copersucar vendeu 17 milhões de toneladas do produto, volume superior às 15,6 milhões de toneladas comercializadas na safra anterior.

O montante é suficiente para abastecer aproximadamente 500 milhões de pessoas em diferentes regiões do mundo, reforçando a relevância da companhia na segurança alimentar global.

A empresa também ampliou sua participação de mercado pelo oitavo ano consecutivo, consolidando sua posição como a maior comercializadora de açúcar do planeta.

Vendas de etanol chegam a 21 bilhões de litros

No segmento de biocombustíveis, a Copersucar comercializou 21 bilhões de litros de etanol no Brasil e nos Estados Unidos, superando os 19,1 bilhões de litros registrados na safra anterior.

De acordo com a companhia, esse volume contribuiu para evitar a emissão de cerca de 30 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂), impacto ambiental equivalente às emissões anuais de aproximadamente 14 milhões de veículos.

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O resultado reforça o papel estratégico do etanol na agenda global de descarbonização dos transportes.

Usinas associadas crescem mesmo diante dos desafios climáticos

Apesar da redução da produtividade agrícola observada em parte do setor sucroenergético brasileiro devido aos efeitos climáticos das safras anteriores, as usinas associadas à Copersucar registraram desempenho superior à média da indústria.

A moagem totalizou 108 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 0,9% sobre a safra passada, ampliando novamente a participação da companhia na moagem da região Centro-Sul.

Energia renovável reforça protagonismo do setor sucroenergético

Outro destaque da safra foi a geração de energia elétrica renovável a partir da biomassa da cana-de-açúcar.

As usinas associadas produziram 6,5 mil GWh de energia, volume equivalente ao consumo anual de uma cidade do porte de Roterdã, na Holanda.

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O desempenho reforça a importância do setor sucroenergético na diversificação da matriz energética e na expansão das fontes renováveis no Brasil.

Estrutura financeira mais sólida e geração de caixa positiva

A companhia também encerrou o ciclo com fortalecimento de sua estrutura financeira.

A posição de endividamento líquido evoluiu de R$ 301 milhões para uma posição de caixa líquido de R$ 607 milhões, resultado atribuído à forte geração de caixa, disciplina na alocação de capital e eficiência na gestão financeira.

Investidas registram resultados históricos

As empresas investidas pela Copersucar também apresentaram desempenho positivo ao longo da safra.

A Evolua Etanol registrou o melhor resultado de sua história, alcançando retorno sobre patrimônio líquido de 44%. A companhia também concluiu a aquisição da participação da Vibra, tornando-se integralmente controlada pela Copersucar.

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Já a Alvean ampliou sua atuação internacional e superou a marca de 15 milhões de toneladas de açúcar comercializadas globalmente.

Nos Estados Unidos, a Eco-Energy expandiu significativamente seus volumes de etanol e fortaleceu suas operações ligadas ao mercado de gás natural.

A Logum, por sua vez, registrou crescimento pelo quinto ano consecutivo, movimentando 4,9 milhões de metros cúbicos de etanol por sua rede dutoviária.

BioRota se consolida como maior operação logística a biometano do Brasil

Entre os projetos estratégicos da companhia, a BioRota ganhou destaque ao consolidar-se como a maior iniciativa de transporte rodoviário movido a biometano do país.

Atualmente, a operação responde por 14% de todo o açúcar transportado por caminhões até o Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), no Porto de Santos.

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Desde sua implementação, em abril de 2024, a BioRota já realizou mais de 13 mil viagens, percorreu cerca de 11 milhões de quilômetros e transportou mais de 600 mil toneladas de açúcar.

A substituição de aproximadamente 5 milhões de litros de diesel evitou a emissão de cerca de 8 mil toneladas de CO₂, demonstrando o potencial do biometano como alternativa para a descarbonização da logística brasileira.

Copersucar mira mercado de combustíveis marítimos

Além do transporte terrestre, a companhia também aposta no crescimento do etanol como combustível para o setor marítimo internacional.

A estratégia acompanha a crescente demanda por alternativas de baixo carbono para a navegação global e pode abrir um novo mercado para o biocombustível produzido no Brasil.

Segundo Tomás Manzano, a presença da Copersucar nos mercados brasileiro e norte-americano, aliada à sua estrutura logística integrada e experiência em comercialização internacional, coloca a empresa em posição privilegiada para atender futuros corredores globais de abastecimento marítimo com etanol.

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Perspectivas seguem positivas

Com crescimento em receita, lucro, comercialização de açúcar e etanol, fortalecimento financeiro e investimentos em soluções de energia renovável, a Copersucar encerra a safra 2025/26 consolidando sua posição como um dos principais protagonistas da transição energética e da cadeia sucroenergética global.

O desempenho reforça a competitividade do setor brasileiro e evidencia o potencial do açúcar, do etanol e do biometano como pilares estratégicos para a segurança alimentar e energética nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula participa da retomada da UFN-III e de entregas em Mato Grosso do Sul

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Nesta quinta-feira (25), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, em Três Lagoas (MS), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da cerimônia que marcou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III). O empreendimento da Petrobras é considerado estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência externa do país em relação a insumos essenciais para a produção agropecuária. 

Integrada ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a unidade receberá investimentos superiores a R$ 5 bilhões para sua conclusão. A previsão é que a operação comercial tenha início em 2029. 

De acordo com dados do Governo Federal, a planta terá capacidade para produzir diariamente 3.600 toneladas de ureia granulada e 2.200 toneladas de amônia, o que representa uma produção anual estimada de 1,3 milhão de toneladas de ureia — equivalente a cerca de 16% da demanda nacional pelo fertilizante. 

“Estou orgulhoso porque ainda sonho que a gente vai ter acima de 70% de todo o fertilizante que nós precisamos nesse país. Porque um país jamais será soberano se ele não for dono das coisas principais que ele produz”, ressaltou o presidente Lula em seu discurso. 

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Além de contribuir para o abastecimento interno, a retomada das obras deverá gerar aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional por meio da contratação de fornecedores e da movimentação dos setores de transporte, serviços, hospedagem, alimentação e comércio. 

A localização da unidade é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro. A região Centro-Oeste concentra aproximadamente 40% da demanda nacional por ureia, impulsionada principalmente pelas cadeias produtivas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pecuária. A proximidade da fábrica com importantes polos agrícolas deverá contribuir para aumentar a segurança do abastecimento e reduzir custos logísticos para produtores rurais, especialmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. 

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A retomada da UFN-III integra uma estratégia mais ampla do Governo Federal e da Petrobras voltada à recomposição da capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados. A iniciativa busca reduzir a vulnerabilidade do país diante de oscilações do mercado internacional e de eventuais interrupções nas cadeias globais de suprimento, fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro e a segurança alimentar. 

Programa Terra da Gente em Ponta Porã (MS)

Ainda em Mato Grosso do Sul, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, em Ponta Porã, de entregas realizadas no âmbito do Programa Terra da Gente, no Assentamento Itamarati, uma das maiores áreas de reforma agrária do país. 

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Durante a agenda, foram entregues 1.390 títulos de domínio a famílias assentadas, garantindo segurança jurídica aos produtores e ampliando o acesso ao crédito rural, às políticas públicas e a novos investimentos produtivos. Também foram anunciados R$ 20 milhões em investimentos para a recuperação da infraestrutura produtiva do assentamento, além da formalização de iniciativas voltadas ao crédito rural, à comercialização da produção, à educação no campo e à regularização fundiária. 

Os recursos serão destinados à melhoria da infraestrutura de apoio à produção, com foco na ampliação da capacidade de armazenagem de grãos, na redução de perdas pós-colheita, no fortalecimento da logística interna e na promoção do desenvolvimento sustentável das atividades produtivas desenvolvidas pelas famílias assentadas. 

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Com área superior a 50 mil hectares e cerca de 2.800 famílias beneficiadas, o Assentamento Itamarati é uma das principais referências nacionais em agricultura familiar e produção agropecuária. A diversidade produtiva da região inclui grãos, pecuária leiteira, frutas, hortaliças e criação de pequenos animais, contribuindo para a geração de renda, o abastecimento alimentar e o desenvolvimento econômico local. 

Reformas em aeroportos pelo Novo PAC

Encerrando a agenda no estado, o ministro participou, no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, da entrega das obras de modernização dos aeroportos de Ponta Porã, Corumbá e Campo Grande. 

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As intervenções integram o conjunto de investimentos realizados pela concessionária Aena Brasil, responsável pela administração dos terminais após a 7ª Rodada de Concessões Aeroportuárias promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Parte dos investimentos contou com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Entre as obras concluídas, destaca-se a modernização do Aeroporto Internacional de Campo Grande, que passou a contar com pontes de embarque e desembarque de passageiros (fingers), ampliando a capacidade operacional e o conforto dos usuários. 

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Os três aeroportos integram um conjunto de 11 terminais administrados pela Aena Brasil que estão recebendo investimentos em infraestrutura, modernização e ampliação da capacidade operacional, contribuindo para o fortalecimento da logística, da conectividade regional e do desenvolvimento econômico do país. 

* Com informações do Planalto 

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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