Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Decisão final sobre a Ferrogrão deve sair na próxima semana

Publicado em

Nesta quinta-feira (03.10), o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou as sustentações orais no processo que discute a Ferrogrão, a ferrovia projetada para ligar Mato Grosso ao Pará e facilitar o transporte de grãos. Sustentação oral é o momento em que advogados, procuradores e representantes de entidades envolvidas apresentam suas posições diretamente aos ministros, resumindo os argumentos e tentando influenciar a decisão antes do início da votação.

O julgamento trata da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.553, que questiona a lei de 2017 que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar a construção da ferrovia. O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e o Instituto Kabu, que representa comunidades indígenas, pedem que a cautelar que suspendeu a lei seja ampliada para interromper também o licenciamento ambiental e o processo de concessão da Ferrogrão, incluindo o leilão da obra.

Segundo o presidente do STF, ministro Edson Fachin, o julgamento será retomado na próxima quarta-feira (08.10), quando o relator do caso apresentará seu voto. Enquanto isso, estudos e revisões dos projetos da ferrovia seguem em andamento (veja aqui).

Leia Também:  Tratores com tecnologia avançada impulsionam a fruticultura no Nordeste e elevam produtividade no campo

Para os produtores rurais, a ferrovia representa uma alternativa logística mais rápida e econômica para escoar a produção de grãos do Centro-Oeste para os portos do Norte do país, o que pode reduzir custos de transporte e impactar os preços recebidos no campo.

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

Published

on

O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

Advertisement

No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Leia Também:  Tratores com tecnologia avançada impulsionam a fruticultura no Nordeste e elevam produtividade no campo
Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

Advertisement
  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
Leia Também:  Mapa reforça compromisso do Brasil com a sustentabilidade e a cooperação internacional em Bruxelas

O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA