AGRONEGÓCIO
Diesel desacelera em abril após disparar mais de 22% com tensão entre EUA e Irã, aponta Veloe/Fipe
O preço do diesel começou a apresentar sinais de desaceleração em abril, após semanas de forte alta impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostram que os valores atingiram o pico no fim de março, com leve recuo nas semanas seguintes.
Entre a última semana de fevereiro e a segunda semana de abril, o diesel S-10 acumulou alta de 22,1% no país. No mesmo intervalo, a gasolina comum registrou avanço de 7,5%, enquanto o etanol hidratado teve aumento mais moderado, de 1,9%. O desempenho do diesel chama atenção por seu impacto direto sobre o transporte de cargas e, consequentemente, sobre os preços ao consumidor.
A escalada foi mais intensa em alguns estados. A Bahia liderou com alta de 33,2%, seguida por Paraná (26,2%), Maranhão (25,9%), Piauí (25,8%) e Tocantins (25,9%). Já as menores variações foram observadas na região Norte, com destaque para Acre (10,8%), Amazonas (11,3%), Amapá (14,4%) e Roraima (14,9%).
Após atingir o valor médio nacional de R$ 7,62 por litro na última semana de março, o diesel recuou levemente para R$ 7,55 na segunda semana de abril. Outros combustíveis também indicaram estabilização no período: o etanol atingiu pico de R$ 4,80 por litro no fim de março, enquanto a gasolina comum chegou a R$ 6,87 na média da primeira semana de abril.
Mesmo com a desaceleração, o cenário ainda revela forte desigualdade regional. A diferença entre o maior e o menor preço do diesel S-10 entre os estados chegou a R$ 1,45 por litro, o equivalente a cerca de 20%.
O Acre apresentou o maior valor, com o litro cotado a R$ 8,68, seguido pela Bahia (R$ 8,15) e Roraima (R$ 7,87). Também registraram preços elevados Piauí, Mato Grosso e Pará, todos acima de R$ 7,70 por litro. Em contrapartida, os menores preços foram observados no Espírito Santo (R$ 7,23), Rio Grande do Sul (R$ 7,24), Ceará (R$ 7,25), Distrito Federal (R$ 7,25) e Pernambuco (R$ 7,26).
Apesar da acomodação recente, o nível ainda elevado do diesel mantém a pressão sobre os custos logísticos e sobre a inflação. Por ser essencial para o transporte de mercadorias, o combustível influencia diretamente o preço final de alimentos e outros produtos.
O comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá da evolução do cenário internacional. A continuidade de negociações e possíveis acordos pode sustentar a estabilidade, mas novas tensões podem reacender a volatilidade no mercado de combustíveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado suinícola recua em março, apesar de exportações recordes, aponta Cepea
O Boletim do Suíno divulgado pelo Cepea referente ao mês de março já está disponível e apresenta um panorama detalhado do setor no Brasil. O relatório indica enfraquecimento do mercado interno, ao mesmo tempo em que as exportações atingiram níveis recordes, evidenciando um cenário de contrastes para a suinocultura nacional.
Demanda enfraquecida pressiona preços no mercado interno
Os preços do setor suinícola brasileiro registraram queda ao longo de março, refletindo principalmente a baixa demanda doméstica. Esse comportamento foi intensificado pelo período da Quaresma, tradicionalmente marcado pela redução no consumo de carne suína.
Além disso, fatores externos contribuíram para a retração do mercado. O ambiente geopolítico global, somado às oscilações do dólar e à valorização do petróleo, gerou incertezas e reduziu a liquidez, afastando parte dos agentes das negociações.
Exportações de carne suína atingem maior volume da série histórica
Em sentido oposto ao mercado interno, as exportações brasileiras de carne suína apresentaram desempenho recorde em março, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O país embarcou 152,2 mil toneladas da proteína, volume 25,9% superior ao registrado em fevereiro de 2026 e 32,7% acima do observado em março de 2025. O resultado também superou em 1,4% o recorde anterior, alcançado em setembro de 2025.
Alta do milho reduz poder de compra do produtor
A elevação dos preços do milho, aliada à menor liquidez no mercado de suíno vivo, resultou em nova perda no poder de compra do suinocultor paulista frente ao cereal. Este é o sexto recuo mensal consecutivo nessa relação de troca.
Por outro lado, houve melhora na relação com o farelo de soja, favorecida pela desvalorização do derivado no período, o que contribuiu para amenizar parcialmente os custos de produção.
Carne suína amplia competitividade frente à bovina
Os preços da carne suína seguiram em queda em março, enquanto a carne bovina apresentou valorização. Esse movimento aumentou a competitividade da proteína suína no mercado interno.
Em termos reais, considerando o IPCA de fevereiro de 2026, a competitividade da carcaça suína frente à bovina atingiu o maior nível desde abril de 2022, reforçando sua atratividade ao consumidor.
Setor enfrenta cenário de contrastes
O levantamento do Cepea mostra que, apesar das dificuldades no mercado doméstico, especialmente em relação à demanda e aos custos, o desempenho das exportações segue como um importante fator de sustentação da atividade suinícola no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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