AGRONEGÓCIO
Dívida pública do Brasil pode atingir 100% do PIB e acende alerta fiscal, aponta FMI
FMI projeta dívida pública brasileira próxima de 100% do PIB
O Brasil pode alcançar uma dívida pública equivalente a 100% do Produto Interno Bruto (PIB) já no primeiro ano do próximo governo, segundo o Monitor Fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI). O indicador é considerado essencial para a avaliação da credibilidade do país no cenário internacional.
De acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira (15), o Brasil deve atingir esse patamar antes da média global, cuja previsão é chegar ao mesmo nível até 2029 — antecipando em um ano a estimativa anterior.
Capacidade de pagamento entra no radar de investidores
Mais do que o volume da dívida, investidores estrangeiros e agentes do mercado financeiro monitoram a capacidade de pagamento do país. Nesse ponto, o cenário também gera preocupação.
Apesar de o governo cumprir as metas estabelecidas pelo Arcabouço Fiscal, isso tem ocorrido dentro da margem de tolerância. O resultado é sustentado por fatores como aumento da arrecadação e exclusão de despesas específicas do limite fiscal, como os precatórios.
Endividamento cresce desde 2023 e preocupa cenário fiscal
O FMI destaca que a trajetória da dívida pública brasileira apresenta deterioração desde 2023, início do atual mandato presidencial. A expectativa é que o endividamento alcance 96,5% do PIB ainda neste ano.
O avanço reforça o sinal de alerta sobre a sustentabilidade das contas públicas e amplia a pressão por ajustes fiscais.
Mercado revisa projeções fiscais de curto prazo
Dados do Prisma Fiscal de abril, divulgados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, indicam leve melhora nas expectativas de curto prazo.
A previsão para o déficit primário de 2024 recuou de R$ 65,959 bilhões para R$ 59,019 bilhões. Já a estimativa da dívida bruta do governo geral (DBGG) foi revisada de 83,41% para 83,28% do PIB.
Para 2027, a projeção também apresentou ajuste, passando de 86,75% para 86,60% do PIB.
Diferença de metodologia amplia projeções do FMI
O cálculo do FMI difere do adotado pelo governo brasileiro. O Fundo inclui, por exemplo, os títulos do Tesouro Nacional que estão em poder do Banco Central, o que eleva o nível da dívida e permite comparações mais amplas entre países.
Dívida pode superar níveis registrados na pandemia
As novas projeções indicam que o Brasil pode ultrapassar o nível de endividamento observado em 2020, durante a pandemia, quando houve flexibilização das políticas fiscais. Naquele período, a dívida chegou a cerca de 96% do PIB.
Agora, o cenário é mais desafiador. O FMI projeta que a dívida pode alcançar 105,5% do PIB no início da próxima década, acima dos 98,1% estimados anteriormente.
Impactos fiscais pressionam inflação, juros e crescimento
O aumento da dívida pública traz efeitos diretos sobre a economia. O desequilíbrio fiscal pressiona a inflação e contribui para a manutenção de juros elevados, o que encarece o custo da dívida.
Além disso, o cenário limita o crescimento econômico e reduz o espaço para investimentos públicos, afetando setores estratégicos e a capacidade de expansão da economia.
Projeção indica continuidade da alta da dívida até 2031
Caso não haja mudanças na condução da política fiscal, o FMI estima que a dívida brasileira poderá atingir 106,5% do PIB até 2031. Isso representaria um aumento de 12,6 pontos percentuais ao longo do atual governo.
No período anterior, a variação foi inferior a 1 ponto percentual, segundo dados do organismo internacional.
FMI não prevê superávit no atual mandato
O Fundo também revisou suas expectativas para o resultado primário das contas públicas e não projeta superávit até o fim do atual governo.
Para este ano, a estimativa é de déficit primário de 0,5% do PIB, acima dos 0,4% registrados no ano anterior. A melhora deve ocorrer gradualmente a partir de 2027, com déficit de 0,4%.
O retorno ao superávit está previsto apenas para 2028, quando o saldo positivo deve atingir 0,1% do PIB, já no segundo ano do próximo governo.
Ajustes fiscais seguem como principal desafio
Diante desse cenário, o FMI e analistas de mercado reforçam a necessidade de mudanças na gestão das contas públicas. O objetivo é conter o avanço da dívida e reduzir os impactos negativos sobre a economia brasileira nos próximos anos, especialmente em um ambiente de juros elevados e restrições fiscais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Esmagamento de soja no Brasil deve bater recorde em 2026, projeta ABIOVE
ABIOVE revisa projeções e indica novo recorde no processamento de soja
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as projeções para o complexo soja em 2026, indicando que o Brasil deve alcançar um novo recorde no esmagamento do grão.
De acordo com o levantamento, o processamento interno deve atingir 62,2 milhões de toneladas, representando um crescimento de 1,1% em relação à estimativa anterior. O avanço é impulsionado pela forte produção agrícola e pela demanda crescente por produtos derivados.
Produção de farelo e óleo acompanha expansão do setor
Com o aumento do esmagamento, a produção de derivados também deve crescer. A expectativa é de que o Brasil produza:
- 47,9 milhões de toneladas de farelo de soja
- 12,5 milhões de toneladas de óleo de soja
O desempenho reforça o papel do país na geração de produtos de maior valor agregado dentro da cadeia do agronegócio.
Setor demonstra resiliência e ganho de competitividade
Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, a revisão positiva das projeções reflete a solidez da indústria.
De acordo com ele, o crescimento do processamento mostra a capacidade do setor de absorver uma safra robusta e transformar a matéria-prima em produtos estratégicos tanto para a alimentação quanto para a matriz energética.
Exportações de soja e derivados seguem em alta
No comércio exterior, o Brasil mantém posição de destaque global. A projeção para 2026 indica exportações de:
- 113,6 milhões de toneladas de soja em grão
- 24,6 milhões de toneladas de farelo de soja
- 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja, com crescimento de 3,3%
Os números reforçam a relevância do país no fornecimento global de alimentos e insumos industriais.
Dados de fevereiro confirmam ritmo de crescimento
Os dados mais recentes já indicam o bom desempenho do setor em 2026. Em fevereiro, o processamento de soja totalizou 3,546 milhões de toneladas, o que representa alta de 8,5% em relação ao mesmo mês de 2025, considerando o ajuste amostral.
No acumulado do ano até fevereiro, o volume processado alcançou 7,421 milhões de toneladas, crescimento de 6,4% na comparação anual.
Indústria de soja fortalece cadeia produtiva do agronegócio
O avanço do esmagamento de soja no Brasil evidencia o fortalecimento da indústria nacional e sua capacidade de agregar valor à produção agrícola.
Com perspectivas positivas para 2026, o setor segue como um dos pilares do agronegócio brasileiro, contribuindo tanto para o abastecimento interno quanto para o desempenho das exportações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGÓCIO7 dias agoBoi gordo bate recorde enquanto soja perde valor nos portos
-
ENTRETENIMENTO7 dias agoVárzea Grande retoma ExpoVG após 21 anos com foco em logística e agronegócio
-
VÁRZEA GRANDE6 dias agoPrefeita cobra ajustes e mais agilidade em obra de escola municipal
-
CONSUMIDOR3 dias agoEmpresa brasileira cria primeira pele 3D em laboratório que simula efeitos da menopausa



