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Etanol fecha maio com mercado equilibrado, avanço da safra e recuperação nos preços em Paulínia

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O mercado brasileiro de etanol encerrou o mês de maio sob influência direta do avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul, principal região produtora do país. O aumento da oferta manteve pressão sobre as cotações do etanol hidratado, enquanto o etanol anidro apresentou desempenho positivo, refletindo uma dinâmica distinta entre os segmentos do biocombustível.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), o indicador semanal do etanol hidratado combustível registrou média de R$ 2,2315 por litro entre os dias 25 e 29 de maio, representando queda de 0,79% em relação à semana anterior.

O movimento confirma o cenário observado ao longo do mês, marcado pelo aumento gradual da disponibilidade de produto proveniente das usinas que intensificam o processamento da nova safra. Apesar da retração, a pressão sobre os preços foi mais moderada do que a verificada nas semanas anteriores.

Etanol anidro mostra maior resistência e encerra semana em alta

Na contramão do hidratado, o etanol anidro — utilizado na mistura obrigatória à gasolina — apresentou valorização no período analisado. O indicador do Cepea fechou a semana em R$ 2,5650 por litro, avanço de 0,62% frente à semana anterior.

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O resultado demonstra uma maior sustentação das cotações nesse segmento, impulsionada pela demanda constante das distribuidoras e pela necessidade de cumprimento da mistura obrigatória nos combustíveis comercializados no mercado brasileiro.

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Paulínia encerra maio com recuperação diária dos preços

No mercado spot paulista, referência para o setor sucroenergético nacional, o Indicador Diário Paulínia registrou cotação de R$ 2.351,50 por metro cúbico para o etanol hidratado na sexta-feira (29), alta de 0,47% em comparação ao pregão anterior.

Embora o fechamento do mês tenha mostrado reação positiva nas negociações, o indicador ainda acumulou queda de 2,27% em maio, refletindo o ambiente de maior oferta típico do início da safra e a postura cautelosa dos compradores diante do aumento da disponibilidade do biocombustível.

Perspectivas para o mercado de etanol

Com a safra ganhando ritmo nas principais regiões produtoras, agentes do setor seguem monitorando a evolução da moagem de cana, a produção de açúcar e etanol e o comportamento dos preços dos combustíveis fósseis.

Nos próximos meses, o equilíbrio entre oferta e demanda continuará sendo determinante para a formação dos preços, especialmente em um cenário de elevada produção agrícola e expectativa de forte disponibilidade de matéria-prima para a indústria sucroenergética.

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Especialistas apontam que fatores como a competitividade frente à gasolina, o ritmo de consumo interno e as condições climáticas durante a safra serão decisivos para o comportamento do mercado de etanol ao longo do segundo semestre de 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Transição águas-seca exige planejamento nutricional para evitar perdas na pecuária de corte

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A transição entre o período das águas e a seca acende um alerta para os pecuaristas brasileiros. A redução no volume e na qualidade das pastagens compromete diretamente o desempenho do rebanho, impactando o ganho de peso dos animais e a rentabilidade das propriedades. Especialistas destacam que planejamento antecipado, manejo adequado das pastagens e suplementação nutricional estratégica são fundamentais para minimizar os prejuízos durante a entressafra.

Segundo dados da Embrapa, cerca de 95% da produção brasileira de carne bovina depende de pastagens, o que torna o manejo forrageiro um dos pilares da pecuária nacional.

Com a diminuição das chuvas, o crescimento do capim desacelera e a qualidade nutricional da forragem cai significativamente. Nesse período, os níveis de proteína do pasto podem recuar de 8% a 10% para menos de 6%, enquanto o teor de fibra aumenta, reduzindo o aproveitamento alimentar pelos animais.

Planejamento antecipado é decisivo para manter produtividade

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan Nutrição Animal, o planejamento deve ser iniciado com antecedência para evitar perdas produtivas e financeiras.

“O entendimento do ciclo da pastagem é essencial para garantir eficiência produtiva. Não ajustar o manejo nutricional e das áreas de pastejo pode comprometer o desempenho do rebanho e gerar prejuízos ao produtor”, ressalta o especialista.

O planejamento envolve tanto o manejo das pastagens quanto a definição da estratégia nutricional para o período seco. Entre as principais recomendações está o ajuste da taxa de lotação, reduzindo o número de animais por hectare para preservar a disponibilidade de forragem.

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Além disso, o monitoramento da altura do capim é considerado essencial para evitar que as áreas entrem na seca excessivamente baixas, comprometendo a oferta de volumoso aos animais.

Suplementação proteica ganha importância na seca

A redução da proteína e o aumento da fibra no capim limitam a eficiência ruminal e diminuem o aproveitamento da forragem pelos bovinos. Nesse cenário, a suplementação proteica torna-se uma ferramenta estratégica para manter o desempenho animal.

Segundo Marson, suplementos formulados especificamente para o período seco ajudam a complementar a dieta do rebanho, fornecendo nutrientes essenciais, como proteínas, minerais, vitaminas e fontes energéticas.

Os produtos destinados à seca normalmente possuem ureia e farelos proteicos na composição, auxiliando na correção das deficiências nutricionais das pastagens secas e favorecendo o consumo pelos animais.

Troca gradual do suplemento evita queda de desempenho

Especialistas recomendam que a substituição da suplementação seja feita ainda no período de transição, quando os pastos começam a perder o vigor e apresentar coloração amarelada.

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A adaptação deve ocorrer de forma gradual para evitar impactos negativos no consumo e no desempenho do rebanho. A orientação técnica é iniciar a troca misturando uma parte do novo suplemento com duas partes do produto anterior. Na semana seguinte, a proporção pode ser invertida até que, na terceira semana, o novo suplemento passe a ser fornecido integralmente.

Mercado de nutrição animal amplia foco na pecuária de seca

Diante dos desafios da transição águas-seca, empresas de nutrição animal vêm ampliando o desenvolvimento de soluções voltadas à suplementação estratégica do rebanho. A expectativa do setor é de aumento na demanda por produtos que auxiliem na manutenção do desempenho zootécnico durante os períodos de menor oferta de pastagem.

Para especialistas, propriedades que investem em planejamento nutricional conseguem atravessar a seca com maior estabilidade produtiva, preservando índices de ganho de peso, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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