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Exportações brasileiras de soja devem superar 14,3 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança global do Brasil

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado e devem alcançar 14,38 milhões de toneladas em junho de 2026, segundo projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa crescimento em relação ao mesmo período do ano passado e consolida o protagonismo do Brasil no mercado global de grãos.

De acordo com o levantamento baseado na programação de embarques dos portos nacionais, o país já acumula embarques estimados em 72,89 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho deste ano. O resultado mantém o Brasil como principal fornecedor mundial da oleaginosa, impulsionado principalmente pela forte demanda chinesa.

China concentra 70% das compras da soja brasileira

A China permanece como principal destino da soja brasileira em 2026, respondendo por 70% de todas as exportações realizadas entre janeiro e maio. Na sequência aparecem Espanha (5%), Turquia (4%), Tailândia (3%), Paquistão (2%), Holanda (2%), Irã (2%), México (2%), Argélia (2%) e Bangladesh (1%).

A elevada participação chinesa reforça a dependência do fluxo comercial entre os dois países e demonstra a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

Exportações de farelo de soja registram crescimento expressivo

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo. A previsão da ANEC aponta exportações de 2,31 milhões de toneladas em junho, elevando o acumulado do primeiro semestre para aproximadamente 12,72 milhões de toneladas.

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Entre os principais compradores do produto estão Indonésia (18%), Tailândia (12%), Irã (9%), Holanda (9%), Polônia (7%) e Espanha (7%), evidenciando a diversificação dos mercados consumidores do derivado brasileiro.

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O crescimento dos embarques reflete a maior demanda global por proteína vegetal destinada à alimentação animal, especialmente nos mercados asiáticos.

Milho mantém trajetória de recuperação nas exportações

As exportações brasileiras de milho também seguem em expansão. A estimativa para junho é de 645,8 mil toneladas embarcadas, elevando o acumulado do ano para cerca de 6,4 milhões de toneladas.

Os principais destinos do cereal brasileiro em 2026 são Egito (27%), Vietnã (22%), Irã (18%), Argélia (9%) e Malásia (5%).

O desempenho reforça a relevância do Brasil como fornecedor estratégico para países importadores que buscam diversificar origens diante das oscilações de oferta em outros grandes produtores mundiais.

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Portos do Arco Norte ganham participação nos embarques

Os dados da ANEC mostram forte movimentação nos portos brasileiros. Santos segue liderando os embarques nacionais, mas os terminais do Arco Norte ampliam sua participação na logística exportadora.

Portos como Barcarena, São Luís/Itaqui, Santarém e Itacoatiara registram volumes expressivos, fortalecendo a estratégia de escoamento da produção do Centro-Oeste por rotas mais próximas dos mercados internacionais.

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A expansão dessas estruturas logísticas contribui para reduzir custos de transporte, aumentar a competitividade das exportações e melhorar a eficiência da cadeia agroindustrial brasileira.

Perspectiva positiva para o agronegócio brasileiro

O cenário projetado para junho confirma a força do agronegócio brasileiro no comércio internacional. Além da soja, os embarques de farelo, milho, DDGS e trigo mantêm trajetória consistente, sustentados pela elevada demanda global por alimentos e insumos para nutrição animal.

Com uma safra robusta, infraestrutura logística em expansão e forte presença nos mercados internacionais, o Brasil segue ampliando sua participação no comércio global de commodities agrícolas e reforçando sua posição como um dos principais exportadores mundiais de grãos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre

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As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.

No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.

Embarques crescem mais de 32% em um ano

De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.

O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.

O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.

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Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico

O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.

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Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.

Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.

China responde por mais de 60% das compras

A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.

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O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.

A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.

Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações

Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.

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Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.

Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.

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Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção

O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.

Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.

Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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