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AGRONEGÓCIO

Exportações de madeira recuam em maio após recuperação e setor monitora impacto do câmbio e das tensões comerciais

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As exportações brasileiras de produtos madeireiros registraram desaceleração em maio de 2026, interrompendo o movimento de recuperação observado nos meses anteriores. Dados da WoodFlow apontam que o valor embarcado apresentou retração de 10% em relação a abril, refletindo fatores sazonais, oscilações cambiais e um ambiente internacional marcado por incertezas comerciais.

Apesar da queda mensal, o desempenho do setor ainda permanece ligeiramente superior ao registrado no mesmo período de 2025. Na comparação anual, o valor exportado apresentou crescimento de 2%, demonstrando que a demanda internacional segue relativamente resiliente, mesmo diante dos desafios enfrentados pelo segmento.

Volume exportado também registra retração

Além da redução em faturamento, o volume embarcado apresentou recuo ainda mais expressivo. Segundo levantamento da WoodFlow, as exportações de produtos madeireiros caíram 17% em maio na comparação com abril deste ano.

No entanto, quando analisado o acumulado em relação ao mesmo período do ano passado, a diferença é menor, com volume apenas 2% inferior ao registrado em 2025.

De acordo com o CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo, o cenário internacional continua exercendo forte influência sobre o desempenho das exportações brasileiras.

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“A valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, tornando os embarques mais caros para os compradores internacionais. Além disso, as questões geopolíticas seguem impactando as decisões comerciais em diversos mercados”, avalia.

Madeira serrada e compensado de pinus lideram as quedas

Os principais responsáveis pela retração observada em maio foram os segmentos de madeira serrada de pinus e compensado de pinus, considerados produtos estratégicos para a pauta exportadora do setor florestal brasileiro.

As exportações de madeira serrada de pinus registraram queda de 14% em relação ao mês anterior, enquanto os embarques de compensado de pinus recuaram 10%.

Segundo Milazzo, parte desse movimento está relacionada ao encerramento das cotas de importação adotadas pela União Europeia e pelo Reino Unido para o compensado de pinus, um fator que historicamente reduz o ritmo dos embarques no período.

“O término dessas cotas costuma provocar uma desaceleração natural das exportações em meados de maio, especialmente para os mercados europeus”, explica.

Tarifas dos Estados Unidos ampliam incertezas

Outro fator que passou a preocupar o setor foi o anúncio de novas medidas comerciais pelos Estados Unidos, principal destino de diversos produtos florestais brasileiros.

Recentemente, o governo norte-americano concluiu a investigação relacionada à Seção 301 e anunciou a intenção de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros.

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Embora a medida ainda não tenha entrado em vigor, a simples possibilidade de aumento tarifário já gera insegurança entre exportadores e compradores internacionais.

Segundo especialistas do setor, a indefinição sobre as regras de comércio entre Brasil e Estados Unidos pode impactar diretamente contratos futuros, investimentos e planejamento logístico das empresas exportadoras.

Setor aposta em novos mercados e ganho de eficiência

Diante do cenário mais desafiador, a estratégia das empresas brasileiras tem sido ampliar a presença em mercados alternativos, reduzir a dependência de destinos específicos e investir em produtos de maior valor agregado.

Além disso, iniciativas voltadas para aumento da eficiência operacional e redução de custos seguem ganhando espaço dentro da indústria florestal.

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade desse movimento de adaptação, com foco na diversificação de mercados, desenvolvimento de novos produtos e fortalecimento da competitividade internacional.

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Mesmo diante das oscilações registradas em maio, o setor madeireiro brasileiro mantém perspectivas positivas no médio e longo prazo, apoiado pela crescente demanda global por produtos de origem renovável e pela relevância do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de madeira plantada e derivados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil apresenta diversidade de produtos agroalimentares na Thaifex Anuga Asia 2026

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O Brasil marcou presença na Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok, na Tailândia, apresentando ao mercado asiático a diversidade e a qualidade dos produtos agroalimentares nacionais. A participação brasileira reforçou a estratégia de promoção comercial do agronegócio e de ampliação da presença de produtos de maior valor agregado em mercados internacionais.

Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Pavilhão Brasil reuniu 14 empresas brasileiras, que apresentaram ao público uma ampla variedade de produtos, incluindo café, pão de queijo, açaí, vinhos, castanhas, carnes, coco, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks.

A participação na feira permitiu às empresas brasileiras ampliar contatos comerciais, prospectar novos clientes e fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e bebidas de qualidade.

Considerada a principal feira de alimentos e bebidas da Ásia, a Thaifex Anuga Asia 2026 reuniu 3.590 expositores de 56 países e atraiu mais de 90 mil visitantes profissionais de mais de 140 países. O evento é reconhecido como uma das mais importantes plataformas internacionais para promoção de produtos agroalimentares, geração de negócios e identificação de tendências do setor.

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Ao longo da feira, o Pavilhão Brasil destacou a diversidade da produção agroalimentar brasileira e a capacidade do país de atender diferentes perfis de consumidores, combinando qualidade, sustentabilidade, inovação e competitividade.

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A participação brasileira na Thaifex Anuga Asia 2026 reforça os esforços do governo brasileiro para ampliar mercados, diversificar a pauta exportadora e fortalecer a presença dos produtos agroalimentares nacionais em regiões estratégicas, como o Sudeste Asiático.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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