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Fertilizante fosfatado começa a ser produzido no RS com operação em Caçapava do Sul e reforça oferta regional de insumos

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Caçapava do Sul entra no mapa da produção de fertilizantes fosfatados

A Águia Fertilizantes iniciou oficialmente as operações do Pampafos, primeiro fertilizante fosfatado produzido no Rio Grande do Sul. A unidade industrial está localizada em Caçapava do Sul e marca a etapa inicial do Projeto Fosfato Três Estradas, que tem base mineral no município de Lavras do Sul.

O empreendimento representa um avanço estratégico para o agronegócio gaúcho ao ampliar a oferta regional de insumos agrícolas, reduzindo a dependência de fertilizantes importados de outras regiões e países.

Projeto nasceu de descoberta inédita de rocha fosfática no Estado

O projeto tem origem na identificação da primeira jazida de rocha fosfática do Rio Grande do Sul, localizada em um distrito de Lavras do Sul. As pesquisas minerais começaram em 2011, conduzidas pela própria Águia Fertilizantes.

Os estudos geológicos apontaram um depósito com recursos estimados superiores a 100 milhões de toneladas de minério, consolidando a viabilidade econômica do empreendimento e abrindo caminho para a implantação industrial.

Licenciamento ambiental foi concluído em maio

O início das operações ocorre após a concessão da Licença de Operação do Projeto Fosfato Três Estradas, emitida em 15 de maio no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

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O documento foi liberado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com participação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), concluindo uma etapa decisiva para o início da produção.

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Produção inicial e expansão do complexo industrial

A produção inicial do Pampafos terá capacidade de até 150 mil toneladas por ano. A expectativa da empresa é produzir cerca de 70 mil toneladas ainda em 2026.

Com a implantação do novo complexo industrial previsto para Lavras do Sul em 2027, a capacidade produtiva poderá chegar a 300 mil toneladas anuais de fertilizantes fosfatados.

Esse volume é estimado para atender aproximadamente 15% da demanda de fertilizantes fosfatados do Rio Grande do Sul, fortalecendo a autonomia regional no fornecimento de insumos agrícolas.

Investimentos já somam R$ 230 milhões

Desde 2011, a Águia Fertilizantes já investiu cerca de R$ 230 milhões no desenvolvimento do projeto. Os recursos foram aplicados em pesquisas minerais, estudos ambientais, infraestrutura de mina, adequações industriais e no processo de licenciamento ambiental.

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Impacto para o agronegócio gaúcho

A entrada em operação do Pampafos representa um marco para a cadeia produtiva do agronegócio no Estado. Além de ampliar a oferta de fertilizantes fosfatados, o projeto contribui para o fortalecimento da indústria mineral e para a segurança no abastecimento de insumos essenciais à produção agrícola.

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Com a expansão prevista, o Rio Grande do Sul passa a consolidar uma nova frente produtiva estratégica no setor de fertilizantes, com potencial de impacto direto na competitividade do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Tarifa de 25% dos EUA ameaça exportações brasileiras e exige reação imediata das empresas

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A possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta entre exportadores e autoridades brasileiras. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), ainda está em fase de consulta pública e audiência, mas já exige atenção das empresas que mantêm negócios com o mercado norte-americano.

Embora a lista preliminar contemple exceções relevantes, como café, carne bovina, energia, metais, terras raras e componentes aeronáuticos, especialistas alertam que os impactos podem ultrapassar a questão tarifária e atingir diretamente a competitividade das empresas brasileiras.

Investigação envolve temas além das tarifas

Segundo Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial, o processo conduzido pelos Estados Unidos possui alcance mais amplo do que uma simples discussão sobre tarifas de importação.

A investigação inclui temas estratégicos como comércio digital, meios de pagamento, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, políticas anticorrupção e questões relacionadas ao desmatamento.

Na avaliação do especialista, o avanço da investigação pode criar um ambiente de maior insegurança regulatória para empresas brasileiras que atuam no comércio internacional, exigindo monitoramento constante e planejamento antecipado.

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Brasil tem três caminhos para responder à medida

No campo institucional, o governo brasileiro dispõe de diferentes mecanismos para contestar ou negociar a proposta norte-americana.

A primeira frente é diplomática, conduzida por órgãos como o Itamaraty, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que podem atuar diretamente junto ao USTR para tentar modificar ou reduzir os efeitos da medida.

Como a proposta ainda está em fase de consulta pública, existe espaço para negociações e eventuais ajustes antes de uma decisão definitiva.

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A segunda alternativa envolve o sistema multilateral de comércio, por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil já manifestou, em episódios anteriores, posicionamento contrário à adoção de medidas unilaterais fora das regras multilaterais estabelecidas pela entidade.

A terceira possibilidade está prevista na Lei de Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), que criou instrumentos para que o Brasil possa responder a ações comerciais consideradas prejudiciais à competitividade nacional.

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No entanto, especialistas alertam que qualquer reação deve ser cuidadosamente calibrada para evitar prejuízos às cadeias produtivas brasileiras, importadores e consumidores.

Empresas precisam revisar contratos e operações

Mesmo sem uma definição sobre a implementação das tarifas, especialistas recomendam que empresas exportadoras iniciem imediatamente uma análise detalhada de sua exposição ao mercado norte-americano.

O primeiro passo é identificar quais produtos poderão ser atingidos pela sobretaxa e avaliar os impactos sobre contratos em andamento e negociações futuras.

Em muitos casos, uma tarifa adicional de 25% pode comprometer a viabilidade econômica de operações já contratadas, especialmente em setores que trabalham com margens reduzidas.

Além disso, torna-se fundamental revisar cláusulas contratuais, estratégias de precificação, alternativas logísticas e possibilidades de diversificação de mercados.

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Setores mais vulneráveis podem sentir maior impacto

Os segmentos mais expostos aos efeitos da medida tendem a ser aqueles que exportam produtos não contemplados pelas exceções anunciadas pelos Estados Unidos.

Empresas que atuam em mercados altamente competitivos, com baixa margem de lucro e pouca capacidade de repassar custos aos compradores americanos, podem enfrentar maiores dificuldades caso a tarifa seja efetivamente implementada.

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Por outro lado, setores ligados ao café, carne bovina, energia, mineração estratégica e indústria aeronáutica devem sofrer impacto direto mais limitado devido à exclusão preliminar desses produtos da lista tarifária.

Lista de exceções revela interesses estratégicos dos EUA

Para Ricardo Inglez de Souza, sócio do IW Melcheds Advogados e especialista em Comércio Internacional, a composição da lista de exceções evidencia uma lógica geopolítica e econômica por trás da proposta norte-americana.

Segundo ele, os produtos isentos são justamente aqueles em que os Estados Unidos dependem fortemente do fornecimento brasileiro ou enfrentam dificuldades para substituí-los rapidamente por outros mercados.

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Entre os itens preservados estão carne bovina, café, frutas tropicais, petróleo, fertilizantes, aeronaves e componentes aeronáuticos.

Na avaliação do especialista, a medida busca proteger cadeias estratégicas de abastecimento norte-americanas ao mesmo tempo em que aumenta a pressão sobre outros segmentos exportadores brasileiros.

Cenário exige planejamento e gestão de riscos

Enquanto o processo segue em análise nos Estados Unidos, empresas brasileiras com operações internacionais devem reforçar suas estratégias de gestão de risco e acompanhar de perto a evolução das negociações.

Além dos possíveis impactos financeiros, a discussão evidencia o crescente peso das questões geopolíticas, regulatórias e ambientais nas relações comerciais globais.

Para exportadores, a antecipação de cenários, a revisão de contratos e a diversificação de mercados podem ser decisivas para reduzir riscos e preservar a competitividade diante de um ambiente internacional cada vez mais complexo e imprevisível.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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