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Mercado de carne suína enfrenta pressão nos preços e mantém estabilidade diante de oferta elevada

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O mercado brasileiro de carne suína atravessa um período de estabilidade, com viés baixista em algumas regiões produtoras. A combinação entre oferta confortável de animais para abate e uma postura mais conservadora dos frigoríficos nas compras tem impedido avanços consistentes nas cotações do suíno vivo e dos principais cortes comercializados no atacado.

De acordo com análise da Safras & Mercado, a dinâmica atual da cadeia produtiva ainda não oferece sustentação para uma recuperação mais expressiva dos preços, apesar das expectativas de melhora gradual da demanda doméstica.

Consumo avança lentamente e preocupa produtores

Segundo o analista Allan Maia, o mercado atacadista segue operando de forma lateralizada, com pouca movimentação nos preços dos cortes suínos.

A expectativa do setor é de um fortalecimento do consumo nos próximos meses, impulsionado pela reposição de estoques ao longo da cadeia, pela maior competitividade da carne suína frente à carne bovina e pelo aumento do poder de compra das famílias. Eventos de grande apelo popular, como a Copa do Mundo, também são apontados como potenciais estímulos à demanda.

No entanto, esse movimento tem ocorrido em ritmo inferior ao esperado, mantendo os produtores atentos à evolução dos preços e às margens da atividade.

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“Embora haja fatores favoráveis ao consumo, a recuperação ainda não se traduz em valorização consistente do mercado”, destaca Maia.

Preço do suíno vivo recua no mercado brasileiro

Levantamento semanal da Safras & Mercado mostra que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,36 para R$ 5,33.

No atacado, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,85 por quilo, enquanto o pernil registrou média de R$ 11,40 por quilo.

Cotações regionais do suíno vivo

  • São Paulo
    • Arroba suína: R$ 101,00
  • Rio Grande do Sul
    • Integração: R$ 5,70/kg
    • Mercado independente: R$ 5,10/kg
  • Santa Catarina
    • Integração: R$ 5,70/kg
    • Mercado independente: R$ 4,95/kg
  • Paraná
    • Mercado livre: R$ 4,90/kg
    • Integração: R$ 5,75/kg
  • Mato Grosso do Sul
    • Campo Grande: R$ 5,10/kg
    • Integração: R$ 5,65/kg
  • Goiás
    • Goiânia: R$ 5,25/kg
  • Minas Gerais
    • Interior: R$ 5,60/kg
    • Mercado independente: R$ 5,80/kg
  • Mato Grosso
    • Rondonópolis: R$ 5,50/kg
    • Integração: R$ 5,70/kg

Os números mostram um mercado ainda pressionado pela disponibilidade de oferta, especialmente nas regiões com maior concentração de produção.

Exportações de carne suína registram queda em maio

O desempenho das exportações brasileiras de carne suína in natura também apresentou retração na comparação anual, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Nos quatro primeiros dias úteis de maio, os embarques geraram receita de US$ 57,77 milhões, com média diária de US$ 14,44 milhões.

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O volume exportado alcançou 23,46 mil toneladas, equivalente a uma média diária de 5,87 mil toneladas. O preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.461,90 por tonelada.

Na comparação com o mesmo período de 2025, os resultados apontam:

  • Queda de 10% na receita média diária;
  • Redução de 3,9% no volume médio diário exportado;
  • Recuo de 6,3% no preço médio por tonelada.
Perspectivas para o mercado de suínos

Apesar do cenário de preços estáveis e da pressão exercida pela oferta elevada, o setor segue monitorando uma possível recuperação do consumo doméstico no segundo semestre. A competitividade da carne suína em relação às demais proteínas animais continua sendo um dos principais fatores de sustentação da demanda.

Entretanto, enquanto o consumo não acelerar de forma mais consistente e os embarques externos não retomarem maior ritmo de crescimento, o mercado deve permanecer operando em equilíbrio, com oscilações pontuais e margens apertadas para os produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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No BRICS, o Governo do Brasil apresenta pesca e aquicultura como fundamental para a segurança alimentar e nutricional

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O Ministério da Pesca e Aquicultura participou da 16ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS, realizada nos dias 12 e 13 de junho de 2026, em Indore, Madhya Pradesh, Índia.  O evento teve como tema “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Nele foi adotado, por consenso, a Declaração Conjunta da 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS.  

A presidência indiana, que lidera os BRICS neste ano, apresentou uma agenda centrada no fortalecimento da segurança alimentar e nutricional global. O objetivo é focar na construção de parcerias voltadas à inovação para o desenvolvimento agrícola sustentável, inclusivo e resiliente à mudança do clima, com especial atenção à agricultura familiar.   

Pesca e Aquicultura  

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Na Declaração Conjunta, os ministros da Agricultura do BRICS reconheceram o papel fundamental da pesca e da aquicultura para a segurança alimentar, nutricional, para a manutenção da renda e dos empregos de milhões de pessoas. Além do MPA, o documento foi assinado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil (MDA).  

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Com isso, o Governo Federal se compromete com o avanço das ações coordenadas para promover a inclusão social e os meios de subsistência dos pescadores e aquicultores, aumentar a produtividade e expandir o comércio justo de alimentos e bioinsumos aquáticos e conservar os ecossistemas, para assegurar a sustentabilidade a longo prazo da pesca e da aquicultura. Também incentivam investimentos em pesca bem gerida, à expansão e intensificação da aquicultura. 

De maneira particular, o Governo Federal reitera o compromisso em apoiar a pesca artesanal e a aquicultura de pequena escala. Desta forma, amplia oportunidades de emprego, de renda e de segurança alimentar. Além disso, incentivaram ações que conservem a pesca artesanal como patrimônio cultural dos BRICS.   

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Os Ministros da Agricultura dos BRICS ainda concordaram em aprofundar a cooperação no Diálogo do BRICS sobre Pesca e da Aquicultura, estabelecida em 2025, sob a presidência brasileira do BRICS.  

Os onze países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã) respondem conjuntamente por mais de 60% da produção global de pescado. Isso representa cerca de 25% da pesca de captura e 75% da aquicultura mundiais. Também respondem por mais de 85% da produção global de algas. 

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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