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AGRONEGÓCIO

Mercado de milho oscila no Brasil com pressão da colheita e baixa liquidez nas negociações

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Mercado de milho registra oscilações e baixa liquidez no Brasil

O mercado de milho no Brasil tem apresentado comportamento misto nos últimos dias, marcado por oscilações nos preços e baixo volume de negociações. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário reflete uma combinação de fatores sazonais, climáticos e movimentos do mercado internacional.

Na B3, os contratos mais curtos registraram pressão negativa, enquanto os vencimentos mais longos apresentaram leve recuperação, sustentados principalmente pela demanda externa.

Avanço da colheita de verão pressiona preços no curto prazo

A principal pressão sobre os preços imediatos está relacionada ao avanço da colheita da safra de verão. O aumento da oferta disponível no mercado interno, somado às expectativas positivas para a segunda safra (safrinha), mantém os compradores em posição confortável.

Além disso, revisões recentes indicando aumento na produção reforçam o viés de baixa no curto prazo, limitando movimentos de valorização.

Demanda internacional sustenta contratos mais longos

Apesar da pressão no mercado físico, os contratos mais longos encontram suporte na atuação do comprador internacional. A demanda externa contribui para equilibrar parcialmente o mercado, evitando quedas mais acentuadas nas cotações futuras.

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Outro fator de pressão vem do cenário global, com expectativa de uma safra maior na Argentina, o que amplia a oferta mundial e influencia diretamente os preços.

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Mercado regional: preços e ritmo de negócios variam entre estados

O comportamento do mercado também varia entre as principais regiões produtoras do país:

  • Rio Grande do Sul: No estado, o mercado segue com baixa liquidez, com preços variando entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança de forma irregular devido às chuvas frequentes, embora a produtividade média seja considerada positiva.
  • Santa Catarina: O mercado permanece travado, com pouca movimentação. O descompasso entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores limita o fechamento de negócios.
  • Paraná: A colheita da primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda safra apresenta boas condições, favorecida por melhora recente no clima. Ainda assim, o ritmo de negociações segue lento, com compradores focados no curto prazo.
  • Mato Grosso do Sul: Os preços mostram reação após quedas anteriores, impulsionados principalmente pela demanda do setor de bioenergia. Apesar disso, a liquidez ainda é considerada limitada.
Câmbio e demanda seletiva influenciam ritmo do mercado

O cenário macroeconômico também influencia o comportamento do mercado. O câmbio abaixo de R$ 5,00 reduz a competitividade das exportações, enquanto a demanda interna atua de forma seletiva.

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Esse conjunto de fatores mantém o mercado brasileiro em compasso de espera, com negociações pontuais e maior cautela por parte dos agentes.

Perspectiva para o milho indica mercado cauteloso no curto prazo

De forma geral, o mercado de milho segue marcado por cautela. O avanço da colheita, a expectativa de uma safrinha robusta e o cenário internacional pressionam os preços no curto prazo.

Ao mesmo tempo, a demanda externa e fatores climáticos continuam no radar, podendo influenciar os próximos movimentos. Até lá, a tendência é de manutenção da baixa liquidez e de negociações mais estratégicas por parte de produtores e compradores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

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Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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