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AGRONEGÓCIO

PGPAF: Conab divulga novos descontos para agricultores familiares em junho; abatimentos superam 57%

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Os agricultores familiares de diversas regiões do país já podem contar com novos descontos concedidos pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A relação dos produtos contemplados e os percentuais de abatimento calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foi publicada no Diário Oficial da União e entrou em vigor nesta quarta-feira (10).

O benefício é destinado aos produtores que possuem financiamentos contratados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e tem como objetivo minimizar os impactos da queda dos preços agrícolas sobre a renda no campo.

Como funciona o PGPAF

O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar é acionado sempre que o valor de mercado de determinado produto fica abaixo do preço de garantia estabelecido pelo governo federal.

Nessas situações, os agricultores familiares recebem descontos nas parcelas dos financiamentos ou na liquidação das operações de crédito rural vinculadas ao Pronaf. A medida busca preservar a capacidade de pagamento dos produtores e garantir maior segurança econômica às atividades agrícolas.

Alho, mandioca e laranja registram os maiores abatimentos

Entre os produtos contemplados em junho, os maiores percentuais de desconto foram registrados para culturas que enfrentam forte pressão nos preços de mercado.

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O alho produzido no Rio Grande do Sul lidera a lista, com abatimento de 57,91%. Na sequência aparece a raiz de mandioca do Espírito Santo, com desconto de 57,74%, e a laranja produzida em Sergipe, que contará com redução de 57,45% nas parcelas dos financiamentos.

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Também se destacam:

  • Laranja no Pará: 56,96%;
  • Feijão-caupi no Amapá: 56,85%;
  • Feijão-caupi no Maranhão: 55,27%.

Os percentuais são calculados mensalmente pela Conab com base no comportamento dos preços praticados no mercado.

Novos produtos passam a integrar a lista do programa

A atualização de junho trouxe a inclusão de novos produtos e estados na relação de beneficiários do PGPAF.

Passaram a receber descontos:

  • Arroz no Maranhão e em São Paulo;
  • Banana em Pernambuco e Santa Catarina;
  • Cana-de-açúcar na Bahia, Espírito Santo e Pernambuco;
  • Feijão-caupi no Maranhão e Pernambuco;
  • Laranja no Rio Grande do Sul;
  • Maracujá em Sergipe;
  • Mel de abelha em Alagoas;
  • Raiz de mandioca em Mato Grosso do Sul;
  • Sorgo no Piauí.

A inclusão ocorre após a verificação de preços médios abaixo dos níveis de garantia estabelecidos pelo programa.

Alguns produtos deixam de receber o benefício

Por outro lado, determinados produtos deixaram de atender aos critérios para concessão dos descontos e foram retirados da lista nesta atualização.

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Entre eles estão:

  • Alho em Minas Gerais;
  • Arroz longo fino em casca na Paraíba, Sergipe e Tocantins;
  • Batata no Rio Grande do Sul;
  • Cana-de-açúcar no Piauí;
  • Castanha-de-caju no Rio Grande do Norte;
  • Leite na Bahia;
  • Trigo no Distrito Federal.
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A exclusão ocorre quando os preços de mercado voltam a superar os valores de referência definidos pelo programa.

Descontos permanecem válidos até julho

Os percentuais divulgados pela Conab passam a valer entre os dias 10 de junho e 9 de julho de 2026. Durante esse período, os agricultores familiares enquadrados nas regras do programa poderão utilizar os abatimentos para reduzir o valor das parcelas dos financiamentos contratados via Pronaf.

A medida reforça o papel do PGPAF como instrumento de apoio à agricultura familiar, segmento responsável por parcela significativa da produção de alimentos consumidos no Brasil e fundamental para a geração de renda e emprego no meio rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

COPOM e Fed dominam atenções do mercado: decisão sobre juros pode mexer com dólar, Bolsa e crédito no Brasil

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O mercado financeiro acompanha nesta quarta-feira (17) duas das decisões monetárias mais importantes do mês: a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, e a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.

No Brasil, a expectativa predominante entre economistas e instituições financeiras é de que o Copom realize um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano, reduzindo-a para 14,25% ao ano. Caso confirmada, será a terceira redução consecutiva dos juros em 2026, mantendo o ciclo de flexibilização monetária iniciado em março.

A decisão ocorre em um cenário de inflação ainda acima da meta oficial, atividade econômica resiliente e aumento das incertezas no ambiente internacional. Analistas avaliam que o Banco Central deverá adotar um discurso cauteloso, sinalizando que os próximos passos dependerão da evolução dos indicadores econômicos e das expectativas inflacionárias.

Banco Central busca equilíbrio entre inflação e crescimento

Desde o início do ano, o Banco Central vem reduzindo os juros de forma gradual. A Selic, que estava em 15% ao ano no início de 2026, foi reduzida para 14,75% em março e para 14,50% em abril. Agora, o mercado aposta majoritariamente em uma nova queda para 14,25%.

Apesar do movimento de redução, a inflação segue exigindo atenção. O IPCA acumulado continua acima da meta perseguida pela autoridade monetária, enquanto fatores como oscilações cambiais, preços internacionais das commodities e riscos climáticos permanecem no radar do Copom.

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Para o agronegócio, a trajetória dos juros é acompanhada de perto, uma vez que impacta diretamente o custo do crédito rural, os financiamentos para investimentos em máquinas e equipamentos e as condições de capital de giro para produtores e cooperativas.

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Estados Unidos devem manter juros elevados

Nos Estados Unidos, investidores aguardam a primeira decisão de política monetária sob a presidência de Kevin Warsh no Federal Reserve. A expectativa do mercado é de manutenção das taxas de juros americanas nos atuais patamares, reforçando a estratégia de combate à inflação na maior economia do mundo.

A permanência dos juros elevados nos Estados Unidos tende a favorecer os títulos do Tesouro americano, considerados os ativos mais seguros do planeta. Como consequência, parte dos recursos globais pode migrar para o mercado norte-americano, reduzindo o fluxo de capital para economias emergentes, como o Brasil.

Impactos sobre dólar, Bolsa e agronegócio

A combinação entre juros elevados nos Estados Unidos e um possível corte da Selic no Brasil costuma influenciar diretamente o comportamento do câmbio.

Com maior atratividade dos ativos americanos, o dólar tende a ganhar força frente ao real. Uma moeda norte-americana mais valorizada pode beneficiar setores exportadores, incluindo o agronegócio, ao aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

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Por outro lado, a valorização do dólar também eleva os custos de importação de insumos estratégicos para o campo, como fertilizantes, defensivos agrícolas, combustíveis e máquinas agrícolas.

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Além disso, um câmbio mais pressionado pode gerar impactos inflacionários sobre a economia brasileira, dificultando um ritmo mais acelerado de redução dos juros pelo Banco Central nos próximos meses.

Mercado aguarda sinalização sobre os próximos passos

Mais importante do que a própria decisão desta quarta-feira será a comunicação do Banco Central após o anúncio da Selic. Investidores, empresas e produtores rurais estarão atentos aos sinais sobre a continuidade ou não do ciclo de cortes.

O consenso atual aponta para uma postura conservadora da autoridade monetária, preservando flexibilidade para futuras decisões diante de um cenário que continua marcado por desafios inflacionários, incertezas externas e volatilidade nos mercados globais.

Enquanto isso, dólar, Bolsa brasileira, mercado de commodities e agentes do agronegócio permanecem em compasso de espera, acompanhando de perto as decisões que podem definir os rumos da economia brasileira no segundo semestre de 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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