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Plantio de trigo avança no Paraná e atinge 17% da área; safra 2025/26 começa com lavouras em boas condições

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O plantio da safra 2025/26 de trigo no Paraná ganhou ritmo e já alcança 17% da área estimada, segundo dados divulgados nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Economia Rural. O avanço marca o início efetivo dos trabalhos no campo em um dos principais estados produtores do cereal no Brasil.

De acordo com o levantamento, 100% das lavouras implantadas apresentam boas condições até o momento. Em relação ao desenvolvimento, 79% das áreas estão na fase de germinação, enquanto 21% já se encontram em crescimento vegetativo.

Ritmo de plantio acelera no estado

Na semana anterior, o plantio cobria apenas 5% da área, evidenciando uma evolução significativa no ritmo das operações em poucos dias. Naquele momento, as lavouras também apresentavam 100% em boas condições, com predominância da fase de germinação (97%) e apenas 3% em desenvolvimento vegetativo.

O avanço mais acelerado nesta fase inicial é visto como positivo pelo setor, favorecido por condições climáticas adequadas para a implantação da cultura.

Produção deve cair na safra 2025/26

Apesar do bom início no campo, as projeções do Deral indicam retração na safra paranaense de trigo. A produção está estimada em 2,436 milhões de toneladas, o que representa queda de 15% em relação às 2,863 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25.

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A área cultivada também deve recuar, passando de 826,4 mil hectares para 746 mil hectares, redução de aproximadamente 10% na comparação anual.

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Produtividade também recua

A produtividade média esperada para a nova safra é de 3.266 quilos por hectare, abaixo dos 3.473 quilos por hectare registrados no ciclo anterior. O desempenho reflete ajustes no plantio e expectativas mais conservadoras por parte dos produtores diante do cenário de custos e mercado.

Cenário exige atenção do produtor

Mesmo com o início promissor, o ciclo do trigo ainda dependerá das condições climáticas ao longo do desenvolvimento das lavouras e da evolução dos preços no mercado interno e externo.

O Paraná segue como referência na produção nacional do cereal, e o desempenho da safra no estado tende a influenciar diretamente a oferta brasileira e a dinâmica de preços nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

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Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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