AGRONEGÓCIO
Porto de Paranaguá cresce 15% e exporta 819 mil toneladas de frango no 1º trimestre de 2026
O Porto de Paranaguá registrou forte crescimento nas exportações de carne de frango no primeiro trimestre de 2026. O terminal embarcou 819 mil toneladas do produto, volume 15,4% superior ao mesmo período de 2025, consolidando sua posição como principal corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo.
De acordo com dados do Comex Stat e do centro de estatísticas da Portos do Paraná, o porto respondeu por 47,8% de todas as exportações brasileiras do produto no período. Em termos práticos, quase metade de todo o frango exportado pelo Brasil no trimestre saiu pelo terminal paranaense.
Porto de Paranaguá concentra quase metade das exportações de frango
O desempenho reforça a importância estratégica do Porto de Paranaguá no comércio exterior brasileiro. No primeiro trimestre, o Brasil exportou carne de frango por meio de diversos terminais, mas o porto paranaense concentrou praticamente metade do volume total.
Somente no mês de março, foram embarcadas mais de 215 mil toneladas, mantendo o ritmo elevado das operações ao longo do início do ano.
Os principais destinos da carne de frango brasileira seguem sendo China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.
Estrutura logística garante competitividade do terminal
O crescimento das exportações é atribuído à eficiência operacional e à infraestrutura do porto, especialmente na cadeia de frio. O terminal recebe cargas de diferentes regiões do país, incluindo estados do Norte.
Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a estrutura de acondicionamento de contêineres refrigerados torna o porto altamente competitivo no cenário internacional.
Maior estrutura de contêineres refrigerados da América do Sul
O Terminal de Contêineres de Paranaguá conta com a maior área de recarga para contêineres refrigerados (reefers) da América do Sul, com 5.268 tomadas disponíveis.
Além disso, é o único terminal portuário da região Sul do Brasil com acesso ferroviário direto, o que amplia a eficiência logística e reduz custos operacionais.
Movimento total de contêineres supera 2,5 milhões de toneladas
No primeiro trimestre de 2026, o terminal de contêineres de Paranaguá movimentou 2,5 milhões de toneladas, distribuídas em 411 mil TEUs — unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés.
Do total movimentado, 42% correspondem a cargas refrigeradas, evidenciando a relevância crescente do segmento de alimentos e proteínas no fluxo do porto.
Carne bovina também cresce nas exportações pelo porto
Além do frango, as exportações de carne bovina também apresentaram alta no período. Foram embarcadas 176.812 toneladas entre janeiro e março de 2026, crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume foi de 149.462 toneladas.
O Porto de Paranaguá respondeu por mais de 25% das exportações brasileiras de carne bovina no trimestre.
Liderança consolidada no comércio exterior de carnes
Com desempenho crescente em diferentes categorias de proteína animal, o Porto de Paranaguá reforça sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil.
A combinação de infraestrutura especializada, capacidade de refrigeração e integração logística tem sustentado o aumento das exportações e ampliado a participação do terminal no comércio internacional de carnes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Importações de açúcar da China disparam em 2026 e impulsionam mercado global de commodities
Mercado externo
As importações de açúcar da China registraram forte expansão no início de 2026, consolidando o país como um dos principais vetores de sustentação da demanda global. Dados oficiais mostram que o gigante asiático importou 100 mil toneladas em março, alta de 41,9% na comparação anual.
No acumulado do primeiro trimestre, o avanço foi ainda mais expressivo: crescimento de 320%, totalizando 620 mil toneladas. O desempenho coloca o açúcar entre as commodities agrícolas com maior expansão nas compras chinesas no período.
Além do açúcar, outras commodities também apresentaram crescimento relevante nas importações chinesas, reforçando o ritmo aquecido da demanda global por insumos e alimentos.
Mercado interno
O avanço das compras chinesas tende a gerar reflexos diretos no mercado brasileiro, maior exportador mundial de açúcar. A maior demanda externa contribui para sustentar os preços internacionais e pode influenciar as estratégias de comercialização das usinas no Brasil.
No caso da soja, apesar da alta nas importações em março — que somaram 4,02 milhões de toneladas (+14,7%) — o desempenho no trimestre indica leve retração de 3,1%, mostrando uma dinâmica mais cautelosa na demanda chinesa pelo grão.
Já o milho ganhou destaque, com forte aumento nas aquisições, o que pode abrir oportunidades adicionais para exportadores brasileiros ao longo do ano.
Preços
O aumento consistente das importações chinesas, especialmente de açúcar, tende a manter suporte aos preços internacionais da commodity. O movimento também pode influenciar os mercados de derivados, como o óleo de soja, que apresentou alta mensal nas compras, embora ainda acumule queda no trimestre.
Para o milho, o avanço expressivo das importações — quase triplicando no comparativo anual — reforça um cenário de maior firmeza nas cotações globais, diante da recuperação da demanda.
Indicadores
- Açúcar (março): 100 mil toneladas (+41,9%)
- Açúcar (1º trimestre): 620 mil toneladas (+320%)
- Fertilizantes (março): 1,68 milhão de toneladas (+26,5%)
- Fertilizantes (trimestre): 5 milhões de toneladas (+30,5%)
- Milho (março): 220 mil toneladas (+177,4%) | US$ 56,6 milhões (+150%)
- Milho (trimestre): 770 mil toneladas (+198%) | US$ 197,6 milhões (+181,2%)
- Soja (março): 4,02 milhões de toneladas (+14,7%) | US$ 1,93 bilhão (+19,9%)
- Soja (trimestre): 16,58 milhões de toneladas (-3,1%) | US$ 8,03 bilhões (+1,7%)
- Óleo de soja (março): 10 mil toneladas (+45,1%) | US$ 7,6 milhões (+59%)
- Óleo de soja (trimestre): 180 mil toneladas (-35,3%)
Análise
O forte crescimento das importações de açúcar da China no início de 2026 sinaliza uma retomada consistente da demanda, com potencial de sustentar o mercado global ao longo do ano. O movimento também reforça o papel estratégico do país asiático na formação de preços internacionais das commodities agrícolas.
A expansão simultânea nas compras de milho e fertilizantes indica uma possível recomposição de estoques e aumento da atividade no setor agropecuário chinês. Por outro lado, o comportamento mais moderado da soja no acumulado do trimestre sugere ajustes pontuais na demanda ou mudanças na estratégia de importação.
Para o Brasil, o cenário é positivo, especialmente para o setor sucroenergético, que pode se beneficiar de uma demanda externa mais aquecida e preços sustentados no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGÓCIO6 dias agoGuerra do Irã e veto chinês ao ácido sulfúrico apertam fertilizantes em Mato Grosso
-
DESTAQUE5 dias agoBrasil e Canadá decidem título do Fifa Series na Arena Pantanal neste sábado
-
DESTAQUE6 dias agoNova lei institui guarda compartilhada obrigatória para pets no Brasil
-
AGRONEGÓCIO5 dias agoProdutor de MT com CAR pendente não consegue mais autorização para desmate legal



