Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Safra de cana 2026/27 deve atingir 632 milhões de toneladas no Centro-Sul, projeta StoneX

Publicado em

A safra de cana-de-açúcar 2026/27 no Centro-Sul do Brasil deverá alcançar 632,2 milhões de toneladas, segundo nova projeção divulgada pela consultoria StoneX. O volume representa uma revisão positiva em relação à estimativa anterior, divulgada em março, de 620,5 milhões de toneladas.

Se confirmada, a produção será a segunda maior da história da principal região canavieira do país, ficando acima também das 621,9 milhões de toneladas registradas na safra 2025/26.

A revisão para cima reflete principalmente as condições climáticas favoráveis observadas nas principais áreas produtoras, cenário que vem contribuindo para o bom desenvolvimento dos canaviais e para perspectivas mais otimistas de produtividade agrícola.

Clima favorável impulsiona produção de cana

De acordo com a StoneX, o regime climático mais equilibrado nos últimos meses ajudou na recuperação das lavouras e elevou o potencial produtivo da nova temporada, iniciada oficialmente em abril.

As chuvas regulares e a melhora das condições de umidade do solo favoreceram o desenvolvimento vegetativo da cana, especialmente em importantes polos produtores do Centro-Sul, como São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Advertisement

Além do ganho em produtividade, o setor também monitora uma recuperação gradual da qualidade da matéria-prima, fator considerado estratégico para a produção tanto de açúcar quanto de biocombustíveis.

Leia Também:  Chuva irregular em Mato Grosso acende atenção para lavouras e pastagens
Produção de etanol deve ganhar força

Segundo a consultoria, o aumento da oferta de cana deverá resultar em maior destinação da matéria-prima para a produção de etanol, reforçando o abastecimento interno de biocombustíveis.

O cenário ocorre em um momento em que o mercado acompanha a demanda crescente por combustíveis renováveis e os avanços das políticas de transição energética no Brasil e no exterior.

Com maior disponibilidade de cana, as usinas tendem a ampliar a fabricação de etanol hidratado e anidro, dependendo das condições de mercado, da competitividade frente à gasolina e dos preços internacionais do açúcar.

Setor sucroenergético segue estratégico para o agronegócio

O Centro-Sul responde por cerca de 90% da produção nacional de cana-de-açúcar e concentra as principais usinas do país. A região exerce papel fundamental na balança comercial brasileira, especialmente por meio das exportações de açúcar e da produção de energia renovável.

Advertisement

Analistas destacam que o avanço da safra pode contribuir para ampliar a oferta de etanol no mercado doméstico, ajudar no controle dos preços dos combustíveis e fortalecer a competitividade do setor sucroenergético brasileiro no cenário global.

Leia Também:  IGP-DI dispara em abril com pressão do petróleo e inflação se espalha pela economia, aponta FGV

Além disso, a perspectiva de uma safra robusta reforça a importância da cana-de-açúcar para a economia nacional, movimentando cadeias ligadas ao agronegócio, transporte, indústria e geração de empregos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIO

Exportações de milho do Brasil disparam 165% em abril e Região Sul lidera embarques

Published

on

Exportações brasileiras de milho aceleram em abril

As exportações brasileiras de milho apresentaram forte crescimento em abril de 2026, impulsionadas principalmente pelo avanço dos embarques nos estados da Região Sul.

De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 470,92 mil toneladas do cereal no período.

O volume representa alta expressiva de 165,63% em relação ao mesmo mês de 2025.

Rio Grande do Sul lidera exportações nacionais

O principal destaque do mês foi o Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte dos embarques brasileiros.

O estado exportou 302,41 mil toneladas de milho em abril, equivalente a 64,22% de todo o volume embarcado pelo país.

Advertisement

Segundo o Imea, o desempenho está diretamente ligado à maior disponibilidade do cereal na região, favorecida pelo avanço da colheita da primeira safra.

Região Sul concentra mais de 80% dos embarques

Os estados do Sul consolidaram protagonismo nas exportações brasileiras de milho durante o período.

Leia Também:  Chuva irregular em Mato Grosso acende atenção para lavouras e pastagens

Somados, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul embarcaram 395,32 mil toneladas em abril.

O volume representa:

  • 83,95% das exportações nacionais do cereal
  • Crescimento de 299,92% frente ao mesmo período da safra anterior

O resultado reforça a relevância da Região Sul no abastecimento externo durante a entressafra do Centro-Oeste.

Mato Grosso reduz embarques no período

Enquanto o Sul ampliou participação no comércio internacional, Mato Grosso apresentou retração nas exportações.

Advertisement

Segundo o Imea, o estado embarcou 39,38 mil toneladas de milho em abril de 2026, volume 40,80% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Entressafra e mercado interno influenciam desempenho mato-grossense

A redução dos embarques em Mato Grosso está associada principalmente a:

  • Menor disponibilidade de milho durante a entressafra
  • Maior direcionamento da produção ao mercado interno
  • Ajustes logísticos e comerciais antes da entrada da segunda safra

O estado segue como principal produtor nacional do cereal, mas enfrenta sazonalidade nos embarques até o avanço da colheita da safrinha.

Mercado acompanha evolução da safrinha brasileira

O desempenho das exportações nos próximos meses dependerá diretamente do avanço da segunda safra de milho no Brasil, especialmente no Centro-Oeste.

Leia Também:  IGP-DI dispara em abril com pressão do petróleo e inflação se espalha pela economia, aponta FGV

O setor acompanha fatores como:

  • Ritmo da colheita
  • Demanda internacional
  • Logística portuária
  • Câmbio
  • Competitividade do milho brasileiro no mercado global

A expectativa do mercado é que o país mantenha forte participação no comércio internacional do cereal ao longo de 2026, sustentado pela elevada produção nacional e pela demanda aquecida de importadores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA