AGRONEGÓCIO
Sistemas integrados de piscicultura promovem inclusão produtiva para famílias em situação de vulnerabilidade socioambiental
A equipe do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou visitas técnicas aos municípios de Igaci, Dois Riachos, Cacimbinhas e Major Isidoro, em Alagoas, onde estão sendo implementados sistemas integrados de piscicultura e quintais produtivos. Durante a agenda, foram acompanhadas a recepção dos peixes nos tanques e a avaliação das hortas implantadas nas comunidades atendidas.
A iniciativa faz parte do Termo de Execução Descentralizada (TED) nº 51/2023, firmado entre o MPA e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). O projeto atende agricultores familiares, com foco especial em jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade socioambiental, promovendo inclusão socioprodutiva, transição agroecológica, fortalecimento da autogestão familiar e melhoria da segurança alimentar e nutricional.
A ação também incentiva a difusão de tecnologias sustentáveis de produção aquícola de base familiar em áreas semiáridas de Alagoas e do norte de Minas Gerais. O TED já apresenta resultados positivos, com sistemas produtivos implantados e em funcionamento, unidades demonstrativas em atividade, suporte técnico especializado, assistência técnica contínua e consultorias periódicas. O projeto contempla ainda a estruturação do chamado “Sisteminha”, além da implementação de protocolos de monitoramento e avaliação dos impactos socioambientais das ações desenvolvidas.
O analista técnico em engenharia de aquicultura do MPA, Victor Lira da Nóbrega, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da agricultura familiar no semiárido brasileiro. “O Sisteminha (Embrapa, 2019), em Alagoas e Minas Gerais, é uma iniciativa da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em parceria com o MPA, que tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar no semiárido e melhorar a vida das famílias atendidas. Na prática, o projeto tem se mostrado uma importante ferramenta no combate à pobreza rural, garantindo alimento, renda e mais dignidade para as comunidades”, afirmou.
Victor também ressaltou que o projeto oferece estrutura, capacitação e acompanhamento técnico, permitindo que os agricultores produzam de forma mais eficiente e sustentável.
“Cada unidade conta com criação de peixes e cultivo de hortaliças utilizando a mesma água de forma reaproveitada, o que é fundamental em uma região marcada pela escassez hídrica”, explicou.
Conheça mais sobre o projeto
As ações do projeto estão organizadas em duas frentes principais. A Meta 1 contempla as etapas de identificação, mobilização e capacitação das famílias beneficiárias, incluindo o levantamento e a seleção de áreas com potencial para implantação dos sistemas produtivos, além da definição de critérios técnicos e sociais de participação.
Essa etapa também prevê a realização de seminários de lançamento para articulação institucional entre os parceiros envolvidos e a formação de agentes multiplicadores em piscicultura e agroecologia.
Já a Meta 2 é voltada à implantação e operacionalização dos sistemas produtivos. Entre as ações previstas estão a aquisição e distribuição de insumos, materiais e equipamentos, a implantação dos sistemas integrados de piscicultura associados aos quintais produtivos, a regularização ambiental das atividades aquícolas e o apoio logístico às famílias atendidas.
AGRONEGÓCIO
Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.
Mercado acompanha limite da cota chinesa
Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.
A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.
Preço da arroba do boi gordo por estado
Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:
- São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
- Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
- Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado
No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.
Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.
A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.
Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:
- Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
- Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril
Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.
A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.
Na comparação com abril de 2025, os números mostram:
- Alta de 29,4% na receita média diária;
- Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
- Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.
O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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