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Brasil é o terceiro país que mais reduziu gastos com combustíveis fósseis em 2025, aponta relatório da Irena

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O Brasil consolida sua posição como referência internacional na transição energética. Levantamento da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), publicado nesta quinta-feira (2/7), aponta que o país foi o terceiro que mais reduziu gastos com combustíveis fósseis em 2025, resultado da crescente participação das fontes renováveis na matriz energética e dos investimentos realizados para ampliar a oferta de energia limpa, fortalecer a segurança energética e promover o desenvolvimento sustentável.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, os resultados evidenciam o compromisso do Governo Federal com uma transição energética que seja justa, segura e inclusiva. 

“O resultado do estudo é um reconhecimento de todas as políticas de transição energética desse governo do presidente Lula. O Brasil demonstra ao mundo que é possível combinar segurança energética, competitividade e sustentabilidade. Ao ampliar os investimentos em fontes de energia limpa, fortalecer uma matriz predominantemente renovável e estimular o desenvolvimento econômico,  também impulsionamos a geração de empregos e contribuímos para a melhoria da qualidade de vida do nosso povo”, destacou.

O Ministério de Minas e Energia (MME) tem conduzido ações estratégicas para acelerar a transição energética, promover a descarbonização da economia e ampliar a participação de tecnologias de baixa emissão de carbono. Entre as prioridades estão a expansão da geração renovável, o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, o fortalecimento da segurança energética e a atração de investimentos para o setor. 

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Os dados da série histórica do Balanço Energético Nacional (BEN) 2026 corroboram com os esforços da Política Energética. De acordo com a edição mais recente, a geração eólica acresceu 8,8 TWh, enquanto a geração solar fotovoltaica apresentou crescimento de 17,5 TWh, sendo a fonte com maior crescimento na participação na geração (24,7%). A participação da bioenergia também é um destaque, no setor de transportes houve crescimento dos consumos de biodiesel (+8,2%) e no de etanol (+4,3%), colaborando para a renovabilidade do segmento, que atingiu 26,1%, além da crescente eletrificação dos veículos leves. A renovabilidade da indústria também permanece elevada, em torno de 65,1%, graças a participação cada vez maior na eletricidade no consumo.

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Além dos benefícios ambientais, a elevada participação das fontes renováveis reduz a dependência de combustíveis fósseis, diminui a exposição às oscilações dos preços internacionais de energia e fortalece a resiliência do sistema energético nacional. Esse cenário contribui para a geração de empregos, o desenvolvimento regional e o aumento da competitividade da indústria brasileira em uma economia de baixo carbono.

De acordo com a Irena, a infraestrutura renovável brasileira evitou, somente em 2025, gastos estimados em US$ 32,4 bilhões com combustíveis fósseis que deixaram de ser importados ou consumidos. No mesmo período, a geração de energia renovável impediu a emissão de aproximadamente 432 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂), reforçando a contribuição do país para o enfrentamento das mudanças climáticas.

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O levantamento também evidencia a competitividade das fontes renováveis brasileiras. Na geração eólica onshore (terrestre), o Brasil permanece entre os mercados mais competitivos do mundo. Na geração hidrelétrica, os grandes empreendimentos nacionais registram os menores custos médios de instalação em nível global, demonstrando a eficiência e a maturidade da infraestrutura energética do país.

Em um movimento estratégico de modernização, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 já incorpora os sistemas de armazenamento em baterias (BESS) como uma opção padrão de portfólio, garantindo a flexibilidade e a segurança necessárias para a rede do futuro.  

Acesse o site da Irena aqui.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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BRASIL

Governo do Brasil lança aplicativo para ampliar atendimento do programa Luz para Todos

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A democratização do acesso à energia elétrica no Brasil deu mais um passo com o lançamento do aplicativo Luz para Todos, que permite aos cidadãos, lideranças comunitárias e instituições registrarem e acompanharem as solicitações de atendimento em áreas rurais e regiões remotas de todo o país, incluindo a Amazônia Legal. Esse é mais um canal de atendimento do programa, complementando os meios já disponíveis de acesso à política pública. Desenvolvida pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) a partir do programa Startup GOV.BR, a iniciativa contribui para ajudar a identificar famílias que ainda não têm acesso à energia elétrica e levar mais desenvolvimento regional e social. 

O aplicativo passa a integrar a rede de atendimento do programa Luz para Todos, oferecendo mais uma alternativa para o registro e o acompanhamento das solicitações. Por meio da plataforma, qualquer pessoa (solicitante ou não) pode indicar localidades sem acesso à energia, acompanhar o andamento dos pedidos e contribuir para o mapeamento das demandas, fortalecendo o planejamento das ações voltadas à inclusão energética em todo o país. Para solicitar o atendimento, é necessário fazer o cadastro na plataforma, em seguida os dados pessoais do beneficiário devem ser inseridos junto a uma foto do local da instalação. 

“A energia elétrica é a base para o desenvolvimento. Ela é responsável por movimentar a produção, fortalecer os serviços públicos, gerar oportunidades e promover mais qualidade de vida para a população. O lançamento do aplicativo Luz para Todos reforça o compromisso do Governo do Brasil com a inclusão energética e a redução das desigualdades. Seguimos firmes na missão de garantir que todas as brasileiras e brasileiros tenham acesso a esse serviço tão essencial”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

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O atendimento também continua sendo realizado diretamente junto à concessionária de energia elétrica responsável pelo município, presencialmente ou pelos canais oficiais da distribuidora. As solicitações também podem ser feitas por familiares, lideranças comunitárias, associações locais, sindicatos rurais, prefeituras e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que podem representar famílias e comunidades durante o processo. Para a solicitação, são necessários documento oficial com foto, comprovante de residência e, quando houver, o Número de Identificação Social (NIS) da família cadastrada no CadÚnico.

Conheça as funcionalidades do aplicativo

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Desenvolvido no âmbito do Programa Startup GOV.BR para atender usuários em diferentes contextos, o aplicativo conta com recursos que facilitam o uso mesmo em regiões com conectividade limitada. 

“O Governo Digital deve ser para todas as pessoas. É por meio de parcerias como essa, com o MME, que a gente trabalha no Startup GOV.BR. A ideia é justamente que soluções como este aplicativo do Luz para Todos sejam desenvolvidas de forma ágil, para ampliar o acesso e incluir mais pessoas”, disse o secretário de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas.

Entre as principais funcionalidades do aplicativo estão:

  • Uso online e offline: permite registrar solicitações mesmo em locais com pouca ou nenhuma conexão à internet;

  • Localização e envio de imagens: possibilita informar a localização exata da unidade a ser atendida e anexar fotos para apoiar a análise da demanda;

  • Acompanhamento dos pedidos: os usuários podem consultar o andamento das solicitações de forma simples e transparente;

  • Integração com bases governamentais: utiliza informações de cadastros públicos para tornar a análise mais ágil e qualificada;

  • Solicitações individuais e coletivas: permite registrar pedidos para residências, comunidades, escolas, unidades de saúde e atividades produtivas; e

  • Cadastro por terceiros: lideranças comunitárias, organizações e instituições podem solicitar atendimento em nome de famílias ou comunidades, ampliando o alcance da política pública.

LabQ

O projeto contou com o apoio do Laboratório de Qualidade em Serviços Digitais (LabQ) da Secretaria de Governo DIgital (SGD) do MGI, que apoiou a realização de entrevistas e oficinas colaborativas com representantes de perfis diversos de usuários – como indígenas, ribeirinhos e assentados –, além de equipes de órgãos governamentais como Incra, Funai, CadÚnico/MDS e de organizações da sociedade civil. Essa abordagem permitiu compreender a realidade sob a perspectiva dos cidadãos e garantiu que o usuário estivesse no centro do processo de desenho. Assim, o produto foi concebido para refletir as necessidades reais das comunidades e oferecer soluções mais adequadas, simples e eficazes.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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