Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Com apoio do MJSP, Coaf inaugura coordenadoria regional em São Paulo para fortalecer o combate ao crime organizado

Publicado em

São Paulo, 1º/7/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reforçou, nesta quarta-feira (1º), a estratégia de enfrentamento ao crime organizado com a inauguração da primeira Coordenadoria Regional do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em São Paulo. A nova estrutura amplia a capacidade de inteligência financeira do Estado brasileiro e integra o conjunto de ações voltadas à asfixia financeira das organizações criminosas, um dos pilares do programa Brasil Contra o Crime Organizado.

A implantação da unidade contou com investimento de R$ 30 milhões destinado pelo MJSP ao Coaf, recurso que viabilizou a ampliação da capacidade operacional do órgão e a criação das novas coordenadorias regionais.

Durante a cerimônia, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que o fortalecimento das instituições é essencial para ampliar a capacidade do Estado de enfrentar o crime organizado.

“Nós fixamos o objetivo obstinado de fazer uma mudança de patamar no combate ao crime organizado no Brasil”, afirmou. O ministro acrescentou que o enfrentamento às organizações criminosas exige atuação integrada em diversas frentes, incluindo o sistema prisional, o combate ao tráfico de armas e, principalmente, o bloqueio dos recursos financeiros que sustentam essas estruturas.

Leia Também:  Senasp reúne forças de segurança para intensificar operações integradas nas divisas estaduais

“A asfixia financeira, como um combate obstinado à eliminação do oxigênio do crime financeiro, é uma das nossas prioridades”, enfatizou.

Advertisement

A escolha de São Paulo deve-se ao fato de o estado concentrar o maior mercado financeiro do País. A unidade será responsável por duas áreas estratégicas: Inteligência Financeira e Supervisão de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. A coordenadoria atuará de forma mais próxima das instituições financeiras, dos setores obrigados e das autoridades responsáveis por investigações relacionadas à lavagem de dinheiro e crimes correlatos.

Segundo o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, a iniciativa atende à necessidade de aproximar o órgão dos principais atores envolvidos na prevenção e no combate aos crimes financeiros.

“As maiores instituições financeiras do Brasil estão em São Paulo. Grande parte dos setores obrigados, uma enorme quantidade de autoridades que fazem investigações referentes à lavagem de dinheiro e de crimes correlatos também estão aqui”, pontuou.

O ministro ressaltou ainda que a presença física das equipes permitirá maior integração entre os órgãos públicos e o setor privado, tornando mais ágil a tomada de decisões. Para ele, a atuação conjunta é determinante para aumentar a eficiência das investigações e das medidas de prevenção.

Leia Também:  Conselho Nacional de Defesa do Consumidor retoma atividades e aprova agenda de fortalecimento institucional para 2026

“Essa parceria profícua entre o setor privado, o setor público, os órgãos de controle e todos os atores que atuam nesse domínio servirá para que venhamos a dar um tratamento mais eficaz exatamente nesse primeiro item do combate ao crime organizado, que é viabilizar a asfixia financeira do crime organizado”, enfatizou Wellington Lima.

Advertisement

A expansão do Coaf terá continuidade nos próximos dias. Na sexta-feira (3), será inaugurada a Coordenadoria Regional do Rio de Janeiro, estado estratégico para o enfrentamento às organizações criminosas. Em seguida, será a vez de Foz do Iguaçu (PR), na tríplice fronteira, região relevante para o monitoramento de ilícitos financeiros e crimes transnacionais.

Também participaram da cerimônia o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e representantes de órgãos de controle, da segurança pública e do sistema de Justiça.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Advertisement

BRASIL

CMSE assegura atendimento eletroenergético em 2026 com reservatórios em níveis elevados no início do período seco

Published

on

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (1º/7), a 320ª reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O colegiado destacou a melhora contínua das condições hidrometeorológicas na Região Sul ao longo do mês de junho, especialmente na bacia do rio Iguaçu, em comparação aos meses anteriores. O cenário contribuiu para a recuperação dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região, que alcançaram níveis satisfatórios, reforçando a segurança do atendimento eletroenergético do país em 2026.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a atuação frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste favoreceu a ocorrência de chuvas e a redução das temperaturas ao longo do período. Nessas três regiões, os termômetros registraram valores abaixo da média histórica para a época do ano.

Já as bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e a incremental à UHE Itaipu apresentaram totais de precipitação superiores à média mensal. No caso das bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba, os índices históricos de chuva para esta época do ano são naturalmente reduzidos. Para grande parte das demais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), os cenários apresentam condições próximas à média histórica. Na reunião, também foi ressaltada a elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com predominância de projeções que apontam para intensidade forte ou muito forte.

No que se refere ao atendimento de potência do SIN, o ONS informou que, em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da UHE Itaipu.

Ainda durante a reunião, o ONS apresentou o Plano da Operação Energética (PEN) que avalia os critérios de garantia de suprimento de energia e potência, no horizonte 2027 a 2030. Os resultados serão divulgados no Portal do PEN (Sumário Executivo e Resultados em Power BI) no dia 7 de julho, data em que também será realizada reunião com agentes. Os Relatórios Finais serão divulgados no referido Portal do ONS e no SINtegre no dia 31 de julho.

Advertisement

Informações Técnicas:

Leia Também:  MJSP inaugura Escritório Nacional Antifacção em São Paulo e fortalece integração no combate ao crime organizado

Condições Hidrometeorológicas: em junho, a precipitação foi superior à média mensal na área incremental à UHE Itaipu e nas bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Paraíba do Sul, Grande e Paranaíba e no trecho montante à UHE Três Marias, no São Francisco. Ressalta-se que a média é baixa nas bacias da região Sudeste nessa época do ano. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN, os totais de precipitação foram inferiores à média.

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante junho, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, sendo 93%, 82%, 59% e 58% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Em termos de SIN foi verificada ENA de 82% da MLT.

Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, no horizonte de uma semana, chuvas abaixo da média nas bacias do Iguaçu e Jacuí e, na segunda semana, chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná e condições normais nas demais bacias. Para a segunda quinzena, a previsão indica chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná, Iguaçu e no Alto Uruguai. Nas demais bacias, chuvas em torno da média.

Energia Armazenada: ao final de junho, foram verificados armazenamentos equivalentes de 66%, 63%, 89% e 95% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 71%.

Advertisement

Previsão Hidroenergética para Julho/2026:

Subsistema

ENA (% MLT)
Cenário Superior

ENA (% MLT)
Cenário Inferior

EARmáx (%)
Cenário Superior

Advertisement

EARmáx (%) Cenário Inferior

Sudeste/Centro-Oeste

105% 

87% 

63,8% 

Advertisement

62,3% 

Sul

125% 

50% 

75,2% 

Advertisement

52,2% 

Nordeste

61% 

61% 

84,4% 

Advertisement

88,6% 

Norte

72% 

68% 

93,3% 

Advertisement

93,1% 

SIN (total)

102%  

74% (4º menor em 96 anos) 

69,7% 

Advertisement

66,1% 

Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em junho de 2026 foi de 184,5 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, com destaque para entrada em operação comercial do Complexo Fotovoltaico Lagoinha, no município de Russas/CE, com 165 MW. No caso da transmissão, entraram em operação comercial 1.012 km de linhas de transmissão, com destaque para a entrada da LT 500 kV Xingó – Camaçari II C1 e C2 (357 km cada) e da LT 500 kV Presidente Juscelino – Vespasiano 2, C1 e C2 (149 km cada). Não houve entrada em operação comercial de novos transformadores com tensão igual ou superior a 230 kV.

Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de maio de 2026. O montante totalizou R$ 3,07 bilhões, dos quais R$ 2,64 bilhões foram liquidados, com R$ 414,81 milhões (15,70% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 424,40 milhões permaneceram inadimplidos.

Exportação/Importação: Considerando os meses de maio e junho de 2026 (dados preliminares), não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em maio de 2026, o montante foi de 754 MWmédios (561 GWh), sendo 98% para a Argentina e 2% para o Uruguai. Em junho de 2026, o montante foi de 1.169,5 MWmédios (814 GWh), sendo 85% para a Argentina e 15% para o Uruguai. Não houve importação comercial nos meses de maio e junho de 2026.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (01/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

Advertisement

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico 

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA