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Furto de cosméticos no Comper acaba em prisão e fiança via Pix

Policial civil de folga prende duas mulheres furtando R$ 738 em cosméticos no Comper Jardim Itália. Suspeitas agrediram o agente, mas pagaram fiança de R$ 1 mil e foram liberadas.

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furto no Comper
Dupla foi detida tentando furtar produtos de beleza no valor de R$ 738.

Policial civil de folga flagrou ação e conteve suspeitas que tentaram levar R$ 738 em produtos Bio Extratus; fiança foi paga via Pix e alvará expedido.

Era para ser apenas uma compra rotineira na noite desta quarta-feira (14), no Supermercado Comper do Jardim Itália, em Cuiabá. Contudo, a presença de um investigador da Polícia Civil à paisana transformou uma tentativa de furto em um flagrante tumultuado. Duas mulheres, Midia Pereira Marcondes, de 28 anos, e Karolaine da Costa Guardia, de 25, foram detidas após tentarem subtrair uma quantidade significativa de produtos capilares de alto valor.

O caso, registrado nos autos do processo nº 1000752-35.2026.8.11.0042, expõe não apenas a ousadia da ação, mas também o histórico de reincidência criminal das envolvidas. A ação ocorreu por volta das 20h30 e mobilizou tanto a segurança interna quanto a Polícia Militar.

O flagrante entre gôndolas

Anderson Roberto Ricas Silva, investigador da Polícia Civil, estava no estabelecimento como cliente. Enquanto percorria os corredores, sua atenção foi capturada por uma movimentação atípica na seção de perfumaria. A dinâmica da dupla era clara e coordenada.

Segundo o depoimento oficial do investigador, ele “visualizou duas moças, uma delas, Karolaine, segurando a bolsa aberta e a segunda suspeita Midia, tirando produtos da cestinha de compras e colocando dentro da bolsa”.

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A precisão do relato policial aponta para um crime de oportunidade, executado com frieza. Assim que percebeu a gravidade do ato, o policial agiu. Ele se identificou e abordou as mulheres ainda no interior da loja. No entanto, a reação não foi de rendição imediata.

Tentativa de fuga e agressão

A abordagem desencadeou uma confusão. Anderson relatou que, ao perceberem a iminência da prisão, as suspeitas reagiram com violência física. O investigador descreveu no termo de depoimento que “as duas suspeitas deram chutes e empurrões no depoente, sendo que tentaram fugir por diversas vezes”.

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Ainda de acordo com o policial civil, “a suspeita Karolaine por várias vezes tentou ajudar a suspeita Midia se desvencilhar e fugir”. Foi necessário o uso de força moderada para conter a situação até a chegada da viatura. A funcionária do mercado, D.C.A.S.D., que atua como vigilante, confirmou o tumulto.

Em seu depoimento, a vigilante afirmou que “encontrava-se no estacionamento quando escutou uma mulher gritar”. Ao entrar na loja, deparou-se com a cena do policial contendo as suspeitas. Ela também foi a responsável por contabilizar o prejuízo evitado. Segundo D.C.A.S.D., ela “visualizou uma bolsa com vários produtos para cabelo da marca Bio Extratus” e que “o valor total dos produtos que estavam na bolsa é de R$ 738,41”.

A confissão e o silêncio

Conduzidas à Central de Flagrantes de Cuiabá, as versões apresentadas pelas detidas divergiram. Midia Pereira Marcondes, mãe de uma criança de seis anos, optou por confessar o crime durante o interrogatório, embora tenha alegado um lapso de julgamento.

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Midia declarou à autoridade policial que “realmente estava furtando no supermercado”. Em um momento de aparente contradição, ela afirmou que tinha recursos para pagar, mas optou pelo crime. Ela disse que “estava com dinheiro na bolsa e não sabe o motivo pelo qual resolveu furtar os cremes e shampoos para cabelo”. Além disso, confirmou que “foi ao supermercado em companhia de Karolaine comprar comida para seu filho”.

Por outro lado, Karolaine da Costa Guardia, também mãe (de três filhos), preferiu não produzir provas contra si mesma. Orientada sobre seus direitos constitucionais, ela “respondeu que deseja fazer uso do direito constitucional ao silêncio”, deixando a narrativa dos fatos a cargo das testemunhas e das imagens.

Histórico de reincidência

O sistema de segurança pública revela que este não foi um episódio isolado na vida das autuadas. As fichas criminais anexadas ao processo mostram um padrão de comportamento recorrente.

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Midia possui passagens anteriores. Consultas ao sistema Vinculum indicam registros de furto em 2016, 2018 e 2019. Karolaine, por sua vez, acumula um histórico mais extenso e complexo. Seus registros incluem ocorrências desde 2014, envolvendo uso ilícito de drogas, corrupção de menores, estelionato, receptação e múltiplos furtos (tentados e consumados) em diversas comarcas, como Tangará da Serra e Rondonópolis.

Desfecho e liberdade

Apesar da resistência à prisão e do histórico, o crime de furto (neste caso, tentado) permite a concessão de fiança. O delegado Flávio Souza Braga arbitrou o valor de R$ 1.000,00 para cada uma.

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O pagamento foi realizado rapidamente. No caso de Midia, o valor foi quitado via Pix na mesma noite. Karolaine também teve o valor recolhido. Consequentemente, na madrugada deste dia 15, foram expedidos os alvarás de soltura. Ambas responderão ao processo em liberdade, mas o caso segue agora para a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) e para o Poder Judiciário.

A ocorrência foi atendida pela guarnição da Polícia Militar composta pelo 1º SGT PM Jhony Charles Dorigão e pelo 3º SGT PM Tiago de Jesus Martins. O Sargento Jhony, em seu depoimento, corroborou a versão do policial civil e notou que a conduzida Midia foi entregue com “escoriações no cotovelo esquerdo, uma unha quebrada”, lesões que, segundo ele, foram “causadas no momento que foi detida pois estava tentando se desvencilhar do condutor”.

 

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CUIABÁ

Vereadora reafirma posicionamento à favor da vida

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Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar 
Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (23), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) fez um pronunciamento marcado por convicção, emoção e clareza de princípios ao reafirmar seu posicionamento contrário ao aborto.
Em sua fala, a parlamentar destacou que sua atuação no Legislativo é guiada por valores inegociáveis e pela defesa da vida desde a sua concepção.
“Eu não abro mão daquilo em que acredito. Minha voz é pela vida”, afirmou ao se posicionar de forma firme diante do tema debatido em plenário.
Michelly ressaltou que entende a sensibilidade do assunto, mas reforçou que seu compromisso é com aquilo que acredita ser o correto.
“Estamos aqui para representar a população, mas também para ter coragem de defender princípios, mesmo quando são temas difíceis”, pontuou.
A vereadora também trouxe à tona sua fé e seus valores como base de suas decisões, destacando que sua postura reflete não apenas uma posição política, mas um propósito de vida. “Defender a vida é, para mim, uma missão”, declarou.
Ao final, Michelly reafirmou que seguirá conduzindo seu mandato com coerência, responsabilidade e firmeza, especialmente em pautas que envolvem valores fundamentais da sociedade.
ENTENDA
O posicionamento ocorreu após a assinatura de uma moção de repúdio, assinada por vereadores e encaminhada ao Senado Federal, contra a nomeação de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
Registros apontam que, como chefe da Advocacia-Geral da União, ele representou o governo em ações no Supremo Tribunal Federal e defendeu posições jurídicas ligadas a direitos fundamentais e políticas públicas, incluindo casos que envolvem direitos reprodutivos.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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