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Campeonato Brasileiro

Tabela do Brasileirão nas quatro divisões: Palmeiras lidera a Série A e Luverdense joga o acesso

A tabela do Brasileirão chegou a 23 de julho com as quatro divisões em pontos distintos da temporada, uma semana depois do retorno da pausa da Copa do Mundo. O Palmeiras lidera a Série A com 44 pontos, o Criciúma comanda a Série B com 39 e a Inter de Limeira está na frente da Série C. Na Série D, o Luverdense decide vaga nas quartas contra o ABC, em Natal.

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tabela do Brasileirão

As quatro divisões chegam ao fim de julho em estágios diferentes, e a CBF mudou regras de acesso na elite e na base

Confira as tabelas no final da matéria.

As quatro divisões do Campeonato Brasileiro chegaram a 23 de julho em estágios distintos, uma semana depois de o calendário voltar da interrupção provocada pela Copa do Mundo. Séries A e B fecham o primeiro turno na 19ª rodada, a Série C completou 14 das 19 rodadas da fase inicial, e a Série D já disputa as oitavas de final. O Palmeiras lidera a elite com 44 pontos, e o Luverdense é o único clube de Mato Grosso ainda em disputa por acesso.

Palmeiras abre vantagem

O Palmeiras venceu o Coritiba por 3 a 1 no Couto Pereira, em 22 de julho, e chegou a 44 pontos em 19 jogos, com 13 vitórias, cinco empates e uma derrota. A margem para o Flamengo, segundo colocado, é de sete pontos. O time carioca tem um jogo a menos e ainda deve enfrentar o Mirassol em partida adiada sem data definida.

Atrás dos dois, a tabela comprime: sete clubes ficaram separados por quatro pontos na faixa que vai da sexta à 13ª posição, o que mantém indefinida a briga por vagas continentais. O Athletico-PR bateu o São Paulo por 2 a 1, em jogo com mando transferido para Bragança Paulista porque o Morumbis estava ocupado por shows, e subiu ao terceiro lugar com 33 pontos. No Beira-Rio, o Cruzeiro ganhou do Internacional por 2 a 1.

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Embaixo, a situação da Chapecoense é a mais grave: nove pontos em 19 rodadas, uma vitória apenas. Vasco, Mirassol e Remo completam a zona de rebaixamento. Santos e Grêmio, com 21 pontos cada, estão a um resultado de entrar nela.

Pedro, do Flamengo, lidera a artilharia com 12 gols, dois deles marcados na goleada por 4 a 0 sobre a Chapecoense. Kevin Viveros, do Athletico-PR, tem 11.

O que mudou no regulamento da elite em 2026

A CBF redesenhou a distribuição de vagas continentais. O antigo G6 deixou de existir. Quatro clubes passam a ir direto à fase de grupos da Libertadores e um quinto entra na fase preliminar. Os seis colocados seguintes disputam a Sul-Americana. Permanecem quatro rebaixados.

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O calendário também foi esticado. A competição começou em 28 de janeiro, mais cedo que o habitual, justamente para acomodar a parada da Copa. A 18ª rodada foi disputada no fim de maio, e a 19ª só entrou em campo em julho. O formato de 38 rodadas com 20 clubes foi mantido, e a última rodada está marcada para 2 de dezembro.

Criciúma comanda a Série B

O Criciúma venceu o Novorizontino por 1 a 0 e chegou a 39 pontos em 19 jogos, quatro à frente do Vila Nova, que bateu o Fortaleza por 2 a 1. A invencibilidade do time catarinense já passava de 13 partidas antes da rodada. Mikael, do CRB, é o artilheiro da divisão, com 13 gols.

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No meio da tabela está o Cuiabá, em 11º com 24 pontos. O time recebeu o Atlético-GO na Arena Pantanal em 23 de julho e tem o melhor retrospecto como mandante da divisão: uma única derrota em casa até o fechamento desta reportagem.

A parte de baixo concentra dois nomes de peso. América-MG e Ponte Preta somavam oito pontos cada, em posição de rebaixamento à Série C.

Série C tem cinco rodadas até o fim da primeira fase

A Inter de Limeira assumiu a liderança ao vencer o Amazonas por 1 a 0, com gol do zagueiro Robson, e soma 25 pontos em 14 jogos. Brusque e Santa Cruz vêm logo atrás, ambos com 24. Guarani e Paysandu, dois dos times de maior torcida da divisão, aparecem em quinto e quarto, com 23 pontos cada.

A fase inicial tem 19 rodadas. Os oito primeiros avançam a dois quadrangulares, e os dois melhores de cada grupo sobem à Série B de 2027. Os líderes dos quadrangulares decidem o título. Caem quatro. Anápolis, com nove pontos, e Confiança, com 11, ocupam as duas piores posições.

A 15ª rodada começa em 25 de julho, com Ferroviária e Maranhão em Araraquara.

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Luverdense decide em Natal

O Luverdense empatou sem gols com o ABC em 18 de julho, no Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, pela ida das oitavas de final da Série D. A volta está marcada para 26 de julho, às 17h, na Arena das Dunas. Empate no tempo normal leva a decisão para os pênaltis.

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É a primeira vez que o clube mato-grossense chega entre os 16 melhores da divisão. O time eliminou o Guaporé na fase anterior, com vitória por 1 a 0 fora de casa e empate sem gols em Lucas do Rio Verde. Quem avançar às quartas passa a disputar diretamente uma vaga na Série C.

Os outros dois representantes do estado ficaram pelo caminho. O Mixto foi eliminado pelo Gama na segunda fase, com derrotas por 2 a 1 no Dutrinha e 1 a 0 no Bezerrão. O Operário Várzea-Grandense não passou da fase de grupos.

Série D dobrou de tamanho

A CBF reformulou a quarta divisão em fevereiro. O número de clubes subiu de 64 para 96, e o total de partidas saltou de 510 para 610. A primeira fase passou a ter 16 grupos de seis times.

O acesso também mudou. Antes eram quatro vagas para a Série C, agora são seis. Os quatro semifinalistas sobem direto, e os quatro eliminados nas quartas de final disputam uma repescagem que define as duas vagas restantes.

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A 20ª rodada da Série A começa em 25 de julho, com Flamengo e São Paulo entre os jogos. Os oito confrontos de volta das oitavas da Série D acontecem em 25 e 26 de julho, e definem os classificados às quartas.

Confira as tabelas:

 

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EXCLUSIVO:Mato Grosso mata mais mulheres por serem mulheres;revela anunário

Mato Grosso teve uma das maiores quedas de homicídios do Brasil em 2025, mas os feminicídios subiram de 47 para 53 casos e as tentativas cresceram 38,7%, a segunda maior alta do país. O estado mantém taxas de violência de gênero entre as mais altas do Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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feminicídio em Mato Grosso
Feminicídios e tentativas subiram em Mato Grosso em 2025, na contramão da queda dos homicídios em geral — Imagem: IA

Feminicídios e tentativas de feminicídio crescem em 2025 e deixam o estado entre os piores do país para mulheres, na contramão da queda dos homicídios em geral

Mato Grosso registrou uma das maiores quedas de homicídios do país em 2025, mas a violência letal contra as mulheres seguiu no caminho oposto. Os feminicídios passaram de 47 para 53 casos, as tentativas cresceram quase 39% e o estado aparece entre os primeiros do Brasil nas taxas desse tipo de crime, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Já os homicídios em geral recuaram mais de 20% no mesmo período.

Menos homicídios, mais feminicídios

Entre 2024 e 2025, a taxa de homicídios dolosos de Mato Grosso caiu de 22,2 para 17,3 mortes por 100 mil habitantes, um recuo de 22,1%. Foi a quarta maior redução do país, atrás apenas de Amazonas, Rio Grande do Sul e Paraná. A queda acompanhou a tendência nacional de recuo dos assassinatos observada no mesmo período.

O mesmo período contou uma história oposta para as mulheres. O número de feminicídios registrados no estado subiu de 47 para 53. A taxa correspondente foi de 2,5 para 2,7 mortes por 100 mil mulheres, enquanto a média brasileira permaneceu estável em 1,4. Nos dois anos, Mato Grosso registrou quase o dobro do índice nacional.

Em 2024, os 2,5 casos por 100 mil mulheres colocaram Mato Grosso no topo do ranking nacional, com a maior taxa de feminicídio entre todas as unidades da federação, à frente de Mato Grosso do Sul e do Piauí. Em 2025, com a alta observada em outros estados, o índice mato-grossense passou para a terceira posição, atrás de Acre e Rondônia. A perda de posição no ranking não veio de melhora local, e sim da piora registrada em outros pontos do país, já que a própria taxa do estado subiu no período.

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Tentativas em forte alta

O crescimento mais acentuado aparece nas tentativas de feminicídio, casos em que a vítima sobrevive ao ataque. Os registros saltaram de 171 para 241 em um ano. A taxa correspondente subiu de 9,0 para 12,5 por 100 mil mulheres, alta de 38,7% que foi a segunda maior variação do país nesse indicador, atrás somente do Distrito Federal. Maranhão e Paraná também tiveram forte crescimento, enquanto a média nacional de tentativas subiu 5,9%.

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Esse patamar deixou Mato Grosso com a segunda maior taxa de tentativa de feminicídio do Brasil em 2025, superada apenas pela do Amapá, e mais de três vezes acima da média nacional, de 3,8. Acre, Roraima e Distrito Federal completam o grupo das maiores taxas do país.

As tentativas de homicídio contra mulheres em geral, categoria que engloba as tentativas de feminicídio, também cresceram no estado: de 350 para 403 registros, com a taxa subindo de 18,4 para 20,8 por 100 mil. Dentro desse conjunto, a parcela classificada como tentativa de feminicídio avançou de 48,9% para 59,8%. Quase seis em cada dez ataques letais frustrados contra mulheres em Mato Grosso passaram a carregar a motivação de gênero.

Feminicídio em Mato Grosso na contramão

Os dois movimentos seguem direções opostas. A violência letal geral recuou mais de 20%, enquanto a que atinge mulheres por razão de gênero avançou em todas as frentes medidas pelo levantamento: feminicídio consumado, tentativa e proporção sobre o total de mortes de mulheres.

O contraste aparece nas variações que o próprio levantamento calcula para cada indicador. Os homicídios dolosos do estado caíram 22,1% de um ano para o outro, enquanto os feminicídios subiram 11% e as tentativas de feminicídio, 38,7%. Todos partem da mesma base de registros das polícias estaduais: a curva que desce é a da violência geral, as que sobem são as da violência de gênero.

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A proporção de feminicídios sobre o total de homicídios de mulheres aponta na mesma direção. No estado, essa fatia passou de 47,5% para 55,8%. Mais da metade das mulheres assassinadas em Mato Grosso em 2025 teve a morte classificada como feminicídio, e não como resultado de crimes sem relação com a condição de gênero da vítima. A média nacional dessa proporção também subiu, mas parou em 44,4%, abaixo do índice local.

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Homicídios de mulheres seguem acima da média nacional

O total de homicídios de mulheres, indicador que inclui os feminicídios e as demais mortes violentas de vítimas do sexo feminino, teve leve recuo no estado: de 99 para 95 casos. A taxa caiu de 5,2 para 4,9 por 100 mil mulheres, patamar bem acima da média brasileira, que ficou em 3,2 em 2025. Em 2024, apenas Ceará e Acre tinham taxa maior que a mato-grossense. Em 2025, o estado foi superado também por Alagoas, Rondônia e Roraima, e ficou com a quinta pior marca do país.

A leitura conjunta dos indicadores mostra um estado onde a letalidade nas ruas caiu sem que o mesmo ocorresse na violência contra as mulheres. A queda expressiva dos homicídios em geral não se converteu em proteção equivalente para elas, e os números de gênero seguiram em sentido inverso ao da tendência estadual.

Os dados de 2025 compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública formam o balanço mais recente do estado nesse recorte.

 

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