Segurança pública
Facção e ciúmes: Polícia prende acusados de execuções em MT
Polícia Civil deflagra operação com 24 mandados contra envolvidos em tortura e execução por facção em Várzea Grande e casal acusado de homicídio passional em Cuiabá.
Investigação mira execuções brutais ordenadas por facções e assassinato motivado por ciúmes; criança de dois anos foi poupada durante sequestro de família em Várzea Grande.
A manhã desta sexta-feira (05.12) começou com sirenes ligadas e viaturas nas ruas de três cidades de Mato Grosso. Agentes da Polícia Civil deflagraram a “Operação Ditadura Faccional CPX”. O objetivo é claro e direto: prender os responsáveis por homicídios cruéis ocorridos em Cuiabá e Várzea Grande.
Ao todo, as equipes cumprem 24 ordens judiciais. A ofensiva mira tanto a brutalidade do chamado “tribunal do crime” quanto a violência de conflitos interpessoais. Os mandados incluem 13 prisões temporárias e 11 buscas domiciliares. As ações ocorrem simultaneamente na Capital, na cidade industrial e no município de Jaciara.
A operação é uma resposta do Estado, via Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), contra a sensação de impunidade. Ela integra o programa “Tolerância Zero”, do Governo de Mato Grosso.
Terror em residencial de Várzea Grande
O caso mais complexo envolve uma execução com requintes de crueldade. A investigação, liderada pelo delegado Nilson André Faria de Oliveira, desvendou o homicídio de J.W.d.S.. O crime ocorreu em agosto, dentro de um residencial habitacional em Várzea Grande.
Segundo a apuração, o crime foi motivado por uma disputa sangrenta por território entre facções. No dia 8 de agosto, criminosos invadiram o local e renderam uma família inteira. A vítima, sua esposa e o filho do casal foram subjugados pelos faccionados.
Em um ato isolado de “humanidade” em meio à barbárie, o filho do casal, de apenas dois anos, foi entregue a vizinhos. Os pais, no entanto, não tiveram a mesma sorte imediata.
Cova rasa e tortura
O desfecho para J.W.d.S. foi trágico. Seu corpo só foi localizado 12 dias depois, em 20 de agosto. Ele estava enterrado em uma cova rasa, numa área de mata nos fundos do próprio residencial.
A perícia encontrou o cadáver já em estado de putrefação. Havia marcas evidentes de tortura e lesões profundas causadas por arma branca. A polícia identificou a participação de vários integrantes do grupo criminoso nesta execução. Por isso, a 1ª Vara Criminal de Várzea Grande expediu 11 mandados de prisão e 11 de busca contra este núcleo.
Ciúmes e morte no Três Barras
Enquanto combatem o crime organizado, os agentes também solucionaram um homicídio de natureza passional na Capital. O delegado Rogério Gomes conduziu o inquérito sobre a morte de E.H.L., de 36 anos.
Ele foi assassinado a facadas dentro de sua própria casa, no bairro Três Barras, em 19 de março. A cena do crime indicava que o ataque ocorreu durante a madrugada. Vizinhos foram peças-chave para montar o quebra-cabeça. Eles relataram ter visto um casal entrar no imóvel pouco antes do silêncio ser quebrado pela violência.
A investigação revelou um triângulo perigoso. E.H.L. mantinha contato frequente com a mulher investigada e tentava uma aproximação afetiva. Isso gerou atritos graves com o atual companheiro dela.
Testemunhas confirmaram um histórico de ligações insistentes e ameaças prévias. O trabalho de inteligência localizou o casal suspeito escondido em Jaciara. Ambos tiveram a prisão temporária decretada pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá e foram detidos nesta manhã.
Raio-X da Operação
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Nome: Ditadura Faccional CPX
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Alvos: 24 mandados judiciais
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Locais: Cuiabá, Várzea Grande e Jaciara
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Crimes: Homicídio, tortura, ocultação de cadáver e organização criminosa
O que acontece agora
Os presos foram levados para as delegacias para os procedimentos de praxe. Em seguida, passarão por audiência de custódia. Eles permanecerão à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem para a conclusão dos inquéritos.
A ação reforça a estratégia da operação “Inter Partes”. O foco é asfixiar as lideranças de facções e, ao mesmo tempo, não deixar que crimes passionais caiam no esquecimento.
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Sinop
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Essa campanha consiste na conscientização para que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do Imposto de Renda aos Fundos Municipais da Criança, do Adolescente e do Idoso. Esses recursos são destinados a projetos executados por entidades beneficentes de Sinop, que prestam importantes serviços a esses públicos do município.
A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, destaca que o recurso é destinado às entidades beneficentes da cidade. “Temos que enfatizar que a gestão apoia os Conselhos, que fazem a escolha para onde será destinado esses valores que serão depositados nos Fundos da Criança, do Adolescente e do Idoso. Queremos que esse dinheiro fique em Sinop e seja distribuído para as nossas instituições beneficentes”, pontuou.
O conselheiro do CRCMT, Thaciel Camargo, reforça que os profissionais da contabilidade já estão contribuindo com a disseminação da Campanha. “Esse evento está sendo realizado hoje para simbolizar o início da Campanha, mas ela já iniciou junto com as declarações do Imposto de Renda, onde todos os nossos profissionais da contabilidade já estão atuando junto aos seus clientes e convencendo eles a fazer essa destinação”, explicou.
Thaciel ainda acrescentou que muitos desconhecem essa possibilidade de destinação e que o CRCMT atua para melhorar esse cenário. “Infelizmente, não é todo mundo que tem o conhecimento desse processo da destinação. O nosso trabalho, enquanto instituição, é apoiar esses eventos, promover esse tipo de conhecimento e trabalhar o tema com nossos contadores”, lembrou.
Pessoas jurídicas (CNPJ) podem destinar até 2% do Imposto de Renda, sendo o limite de 1% para o Fundo da Criança e do Adolescente e 1% para o Fundo do Idoso. Já pessoas físicas (CPF) podem destinar até 6%, sendo até 3% para o Fundo da Criança e do Adolescente e até 3% para o Fundo do Idoso.
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI), Elis Venâncio, explicou de que forma as entidades conseguem ter acesso aos recursos. “As instituições cadastradas dentro do Conselho da Pessoa Idosa podem estar concorrendo através de Edital e também por meio de chancela. A destinação é feita a partir de projetos cadastrados, o que dá mais lisura ao valor repassado. É feito prestação de conta dos recursos, que passam por crivo técnico de acordo com base legal. Portanto, quem repassa esse recurso, tem total segurança que o valor está sendo bem empregado”, informou.
Rúbia Naves, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), reforçou a transparência do processo de repasse dos recursos. “Vale ressaltar que somos auditados pelo Ministério Público, que acompanha toda a nossa trajetória enquanto Conselho. Então é algo muito seguro e a população pode fazer essa destinação sabendo que, lá na ponta, esses projetos serão alcançados”, garantiu.
De acordo com a organização do evento, cerca de 200 participantes acompanharam as palestras enriquecedoras com Elielton Souza e José Cristóvão, que trouxeram insights práticos e atualizados sobre a Reforma Tributária e o Imposto de Renda do Produtor Rural.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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