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Senado aprova PEC sobre criminalização da posse de drogas

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O Senado aprovou nesta terça-feira (16), em dois turnos, a proposta que inclui na Constituição Federal a criminalização da posse e do porte de qualquer quantidade de droga ilícita. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) teve 53 votos favoráveis e nove contrários no primeiro turno, e 52 favoráveis e nove contrários no segundo turno.

Apresentada pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a PEC acrescenta um inciso ao art. 5º da Constituição Federal para considerar crime a posse e o porte, independentemente da quantidade de entorpecentes e drogas sem autorização ou em desacordo com a lei. Segundo a proposta, deve ser observada a distinção entre o traficante e o usuário pelas circunstâncias fáticas do caso concreto, aplicando aos usuários penas alternativas à prisão e tratamento contra dependência.

Pacheco esclareceu que a PEC faz uma ressalva sobre a impossibilidade da privação de liberdade do porte para uso de drogas. “Ou seja, o usuário não será jamais penalizado com o encarceramento”, disse. Ele também destacou que a utilização de substâncias derivadas de drogas ilícitas para uso medicinal não será afetada pela PEC.

Atualmente, a Lei nº 11.343, de 2006, conhecida como Lei das Drogas, estabelece que é crime vender, transportar ou fornecer drogas. A pena é de reclusão de cinco a 15 anos, além de multa. Adquirir, guardar,  transportar ou cultivar drogas para consumo pessoal também é considerado crime pela lei atual, mas neste caso as penas previstas são advertência, medidas educativas e prestação de serviços à comunidade. A legislação não estabelece uma quantidade de entorpecentes que diferencie os dois delitos.

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Ao justificar a apresentação da PEC, Rodrigo Pacheco argumenta que não há tráfico de drogas se não há interessados em adquiri-las. “O traficante de drogas aufere renda – e a utiliza para adquirir armamento e ampliar seu poder dentro de seu território – somente por meio da comercialização do produto, ou seja, por meio da venda a um usuário final”, diz.

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As propostas de emenda à Constituição devem ser aprovadas em dois turnos de votação, precedidos de cinco e duas sessões de discussões em Plenário, respectivamente, para entrarem em vigor. Uma PEC é aprovada quando acatada por, no mínimo, três quintos dos senadores (49 votos), após dois  turnos de deliberação.

Após aprovada no Senado, a proposta seguirá para a análise da Câmara dos Deputados. Para que a mudança seja incluída na Constituição, a PEC precisa ser aprovada nas duas Casas do Congresso.

Votação no STF

A aprovação da PEC pelo Senado é uma resposta ao Supremo Tribunal Federal, que  também avalia a questão do porte de drogas. O julgamento do tema foi suspenso em março por um pedido de vista apresentado pelo ministro Dias Toffoli. Antes da interrupção, o julgamento está 5 votos a 3 para a descriminalização somente do porte de maconha para uso pessoal.

No recurso analisado, o STF julga a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei das Drogas. Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e o comparecimento obrigatório a curso educativo para quem adquirir, transportar ou portar drogas para consumo pessoal.

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A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvo de inquérito policial e de processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.

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No caso concreto que motivou o julgamento, a defesa de um condenado pede que o porte de maconha para uso próprio deixe de ser considerado crime.  O acusado foi detido com 3 gramas de maconha.

Debate

A votação em plenário foi precedida de debate entre senadores contrários e favoráveis à PEC. Marcos Rogério (PL-RO) disse que a PEC vem em defesa da sociedade brasileira. Segundo ele, um terço das prisões do país se dá em razão das drogas. “Mas não porque são usuários, mas porque são traficantes, que atormentam as famílias brasileiras”.

O senador Humberto Costa (PT-CE) disse que a PEC amplia a discriminação contra pessoas pobres, negras e marginalizadas e defendeu que a mudança vai desestimular os usuários de drogas a buscarem o tratamento adequado. “Procurar o serviço de saúde será reconhecer a condição de usuário e dependente e, portanto, estar submetido à possibilidade de ser criminalizado e responder a vários processos”.

Em seu relatório, o senador Efraim Filho (União-PB) destacou a nocividade social e de saúde pública que as drogas proibidas geram. “Nesse contexto, vale destacar que a simples descriminalização das drogas, sem uma estrutura de políticas públicas já implementada e preparada para acolher o usuário e mitigar a dependência, fatalmente agravaria nossos já insustentáveis problemas de saúde pública, de segurança e de proteção à infância e juventude”, disse.

 

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EBC

VÁRZEA GRANDE

Maria Fernanda chega a 78 unidades visitadas e avança na meta de conhecer toda a Rede Municipal

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De escola em escola, ouvindo profissionais, conversando com gestores, acompanhando a rotina dos estudantes e conhecendo de perto as necessidades de cada comunidade. É assim que a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, vem conduzindo o cronograma de visitas às unidades da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande.

Nesta sexta-feira (2), a secretária completou 78 visitas a unidades da Rede Municipal, entre Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) e Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs). A agenda terá continuidade nos próximos dias, com o objetivo de alcançar as 100 unidades que integram a rede.

Mais do que uma agenda administrativa, as visitas têm se transformado em momentos de escuta e aproximação. Em cada unidade, Maria Fernanda conhece diferentes realidades, acompanha projetos, identifica demandas e dialoga diretamente com os profissionais que fazem a educação acontecer diariamente.

“Estar dentro da escola é fundamental. É ali que conseguimos enxergar aquilo que muitas vezes não aparece em um relatório. Quero ouvir nossos profissionais, conhecer nossos estudantes, olhar para cada realidade e, a partir disso, planejar uma educação que realmente dialogue com as necessidades da nossa rede”, destacou Maria Fernanda.

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A secretária também ressalta que cada unidade possui sua própria história, seus desafios e suas conquistas. Por isso, o contato direto com as comunidades escolares contribui para aproximar a gestão das pessoas e fortalecer as ações da Secretaria Municipal de Educação.

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A caminhada pelas unidades continua até que a meta de visitar as 100 escolas e CEMEIs seja alcançada. A cada visita, novos rostos, histórias e aprendizados se somam ao compromisso de construir uma educação cada vez mais próxima, humana e conectada com quem vive a rotina escolar diariamente.

Enquanto o cronograma de visitas segue, as reuniões e demais agendas de trabalho estão sendo realizadas no gabinete da secretária, das 17h às 21h, até a conclusão das visitas às 100 unidades.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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