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Programa Lutadoras

Muay Thai gratuito fortalece autonomia e segurança de mulheres atendidas pelo CRAS CPA

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Programa Lutadoras oferece aulas de defesa pessoal duas vezes por semana e já reúne 32 turmas em 17 polos de Cuiabá

Aprender a reagir diante de uma situação de risco, reconhecer possibilidades de fuga e ganhar confiança para se proteger. É com esse objetivo que mulheres atendidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) CPA participam gratuitamente das aulas de Muay Thai oferecidas pelo Programa Lutadoras, da Prefeitura de Cuiabá.

As atividades ocorrem às segundas e quartas-feiras, das 17h às 18h20, e utilizam fundamentos da arte marcial tailandesa adaptados para o ensino de defesa pessoal. Durante os treinamentos, as participantes aprendem movimentos de ataque e esquiva, mas o foco não está no confronto.

De acordo com o professor Lázaro Júnior, responsável pelas aulas, o Muay Thai tradicional é conhecido pelo uso de oito pontos de contato: mãos, joelhos, cotovelos e canelas. No Programa Lutadoras, essas técnicas são trabalhadas com outra finalidade.

“Trabalhamos técnicas em que buscamos apenas nos defender da agressão e nos evadir do local. Não trabalhamos para que as meninas continuem a agressão. A ideia é impedir que a situação prossiga e conseguir sair do lugar”, explicou.

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A proposta combina o aprendizado de técnicas de autodefesa com atividades voltadas ao condicionamento físico e ao fortalecimento da autoconfiança. Para as participantes, os efeitos também alcançam aspectos da rotina e do bem-estar.

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Moradora do Novo Paraíso, Jhenyffer Almeida acompanha o projeto desde o início. Para ela, conhecer diferentes formas de se proteger pode fazer diferença diante de uma situação de violência.

“Estou aprendendo e gostando muito. O professor sempre ensina como se autodefender, não a ir para cima do agressor, mas a se defender, procurar um meio de sair e correr”, relata.

Aos 18 anos, Valéria Aquino, do bairro Três Barras, procurou as aulas motivada pela vontade de aprender técnicas de defesa. Com a participação no programa, ela afirma ter encontrado benefícios que ultrapassam o treinamento físico.

“Eu sempre tive vontade de aprender a me defender, não só por querer aprender, mas também por necessidade. Hoje as mulheres precisam, é muito importante aprender a se defender e ter esse autocuidado por segurança”, afirma.

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Fabrícia Beatriz, moradora do Sol Nascente e participante desde o início do programa, também destaca a combinação entre autodefesa e atividade física. Segundo ela, os treinamentos contribuíram para melhorar o condicionamento e aumentar a confiança.

“Estou aprendendo a me defender e melhorando meu condicionamento físico. Além de nos cuidar, ganhamos mais confiança”, afirma.

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Para a secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, levar as atividades para diferentes regiões da capital é uma maneira de aproximar as políticas públicas das mulheres que enfrentam dificuldades para se deslocar até equipamentos localizados em outras áreas da cidade.

“Nosso objetivo é fazer com que a mulher que está às vezes mais afastada, que não tem condições de vir até o centro, encontre próximo à casa dela um projeto que é completo. Não é apenas uma atividade física e consciência corporal, mas também o bem-estar emocional e o fortalecimento da rede de proteção”, afirmou.

Programa está presente em 17 polos

O Programa Lutadoras é desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama. Atualmente, a iniciativa mantém 32 turmas distribuídas em 17 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital.

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As mulheres interessadas em participar podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do formulário eletrônico disponibilizado pela Prefeitura de Cuiabá. O acesso também está disponível na página principal do município.

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScirvMsubET3ezSNXi-KOaVLpe0Iwsxbzh0EcSQVv8sFRyx9A/viewform?pli=1

AGRONEGÓCIO

Controle de plantas daninhas começa antes da próxima safra

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Aprosoja MT destaca combinação de práticas agrícolas para reduzir infestação, evitar produção de sementes e preservar a eficiência dos herbicidas

O controle das plantas daninhas não termina quando a cultura é colhida — e também não deve começar apenas quando elas já ocupam a lavoura. Para reduzir a infestação ao longo dos ciclos, o produtor precisa antecipar as decisões e considerar o que acontece na área antes, durante e depois de cada safra.

Essa é a lógica do manejo integrado estudado pelos Centros de Pesquisa (CTECNO) da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). A estratégia reúne diferentes práticas agrícolas para reduzir as condições favoráveis às plantas infestantes e evitar que elas se reproduzam e ampliem o banco de sementes do solo.

Em vez de concentrar todo o esforço no herbicida aplicado sobre uma infestação já estabelecida, o manejo integrado procura diminuir a população de plantas daninhas ao longo do sistema produtivo. Rotação de culturas, cobertura do solo, presença de braquiária, competição entre plantas e, quando aplicável, pastejo passam a fazer parte da estratégia.

A questão central é evitar que uma safra transfira o problema para a seguinte. Uma planta daninha que sobrevive ao controle e produz sementes pode transformar uma ocorrência localizada em uma infestação mais significativa nos próximos ciclos.

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O que acontece depois da aplicação

Um dos pontos avaliados no manejo é justamente o destino das plantas que permanecem na área após uma operação de controle.

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Encontrar plantas daninhas depois da aplicação de um herbicida não significa automaticamente que a população seja resistente ao produto. O resultado pode ter relação com diversos fatores, como dose, estágio de desenvolvimento da planta, condições climáticas, qualidade da água, tecnologia de aplicação ou momento inadequado da operação.

Por isso, o diagnóstico da área precisa preceder qualquer conclusão sobre uma possível resistência.

O produtor deve observar quais espécies estão presentes, onde elas aparecem, qual é a densidade da infestação e como a população se comportou em safras anteriores. O histórico de herbicidas utilizados, os escapes recorrentes, as características do solo, a cobertura existente e a cultura que será implantada posteriormente também entram nessa avaliação.

Esse acompanhamento permite identificar não apenas o que está ocorrendo na safra atual, mas quais problemas podem aparecer no próximo ciclo.

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Menos espaço para a infestação

A ocupação do solo durante diferentes períodos do ano é outra frente do manejo integrado.

Culturas de cobertura, braquiária e sistemas de rotação podem manter a área ocupada por mais tempo, reduzindo a disponibilidade de recursos para as plantas daninhas. A palhada também altera as condições para a emergência de novas plantas.

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Nesse contexto, cada componente do sistema pode contribuir para reduzir a pressão sobre a cultura comercial. A combinação de práticas busca dificultar a emergência e o desenvolvimento das infestantes antes que elas se tornem um problema de maior proporção.

A rotação de culturas, porém, não deve ser tratada como uma solução isolada. A mudança das espécies cultivadas modifica o ambiente e pode alterar quais plantas daninhas encontram melhores condições para se estabelecer.

Por isso, uma área diversificada também exige monitoramento permanente.

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O principal alvo é evitar novas sementes

Para o manejo de longo prazo, impedir a produção de sementes é uma das medidas mais importantes.

Uma planta que escapa ao controle e completa seu ciclo pode deixar sementes no solo, aumentando o chamado banco de sementes. Esse estoque passa a representar uma fonte de novas infestações nas safras seguintes.

O problema pode atravessar diferentes culturas. Plantas que permanecem na soja, por exemplo, podem produzir sementes antes da implantação do milho ou de uma área de braquiária. Da mesma forma, plantas que continuam vivas depois da colheita podem permanecer

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