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EDUCAÇÃO

Projeto gratuito atende pessoas com feridas de difícil cicatrização em GO

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No Centro-Oeste brasileiro, o projeto “IFG Feridas”, do Instituto Federal de Goiás (IFG), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), está atendendo pessoas de forma gratuita na cidade de Águas Lindas de Goiás. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde (MS) após aprovação em edital público de fomento à pesquisa. 

Para ser acompanhada pelo IFG Feridas, é necessário que a pessoa interessada tenha uma ferida que não cicatriza há mais de quatro semanas e possua, no mínimo, duas comorbidades médicas, como diabetes ou hipertensão, por exemplo. O atendimento é 100% gratuito e deve ser solicitado via formulário. Após o preenchimento online, a equipe de saúde avaliará as informações e entrará em contato para informar o resultado, se positivo, agendar o atendimento presencial no ambulatório. 

Os pacientes aprovados são acompanhados com um plano de cuidados fundamentado na ferramenta TIMERS, guia clínico usado por profissionais de saúde para padronizar a avaliação e o tratamento de feridas agudas e crônicas. O estudo também tem como objetivo investigar a prevalência e os fatores associados a lesões em indivíduos com múltiplas comorbidades. 

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A previsão da equipe é que sejam atendidas 380 pessoas ao longo do projeto. O projeto teve início em 2024 e já foram concluídas diversas etapas necessárias à aplicação do plano de cuidados e à execução prática da pesquisa.  

Ambulatório científico – O serviço acontece no laboratório modular, nomeado como “Ambulatório Científico”, dentro do Campus Águas Lindas. O “IFG Feridas” é liderado por uma equipe de enfermagem da unidade e conta com a participação de estudantes da área de saúde, que vivenciam a aplicação da ciência, do ensino e da pesquisa na prática, por meio de uma assistência qualificada e humanizada. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec e do IFG 

Fonte: Ministério da Educação

EDUCAÇÃO

Educação como caminho para construir uma nova vida

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Para chegar às aulas no Campus Laranjal do Jari, do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Rosa Alves saía de casa às 6h30 da manhã. Moradora de Monte Dourado (PA), precisava atravessar o rio em pequenas embarcações, conhecidas como catraias, e seguir a pé até o local onde estudava. A rotina exigia disposição, mas a formação no Ifap representava uma oportunidade de construir a autonomia que buscava para si e para os filhos. 

Anos antes, ela havia vivido uma situação que marcou seus planos para o futuro. No meio da noite, depois de ser expulsa da casa onde morava de favor, ficou sem ter para onde ir e se abrigou no banco de uma praça, com o filho nos braços. Ao recordar esse momento, ela lembra da decisão de buscar condições mais dignas para cuidar da própria família. “Eu ia ter meu emprego, eu ia ter a minha casa, eu ia ter o meu carro, eu ia cuidar dos meus filhos”, contou. 

 Assista ao vídeo:

Criada pela mãe ao lado de três irmãos, Rosa construiu uma trajetória em que os estudos e o trabalho abriram novas possibilidades. Em 2008, foi aprovada em um concurso da prefeitura de Laranjal do Jari (AP) e começou a trabalhar no ano seguinte. A chegada do instituto federal trouxe outra perspectiva: a oportunidade de fazer um curso técnico. “Eu me animei e falei: ‘acho que aqui é o meu ponto de partida’”, recorda. Ela se inscreveu, passou e iniciou a formação. 

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Além do deslocamento diário entre a cidade em que morava e a que trabalhava, Rosa acompanhou os desafios do início das atividades no instituto federal. As aulas aconteciam em uma sala alugada, enquanto professores e estudantes construíam juntos a rotina de ensino.  

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A conclusão do curso técnico em secretariado executivo do Ifap marcou uma nova etapa. Rosa também havia sido aprovada em um concurso público do instituto e recebeu uma notícia especial no dia da formatura: seria nomeada para trabalhar na instituição em que estudava. “Exatamente no dia da formatura, o reitor informou que eu seria nomeada. Foi uma alegria imensa”, lembrou. 

A formação técnica e o ingresso como servidora se somaram a outro projeto que ela já vinha preparando. Rosa pediu licença do trabalho na prefeitura, foi a Macapá (AP) e prestou vestibular para administração. Ao tomar posse no instituto, começou também a realizar o desejo de cursar a graduação, com o apoio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

O sonho de estudar administração – Rosa guarda na memória a emoção de entrar na sala de aula da faculdade. Sentada ao fundo, ela conta que chorou ao perceber que havia chegado a uma etapa pela qual tanto esperava. “Eu lembro que chorei porque eu estava realizando o meu maior sonho. O maior sonho da minha vida era fazer administração”, contou. 

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O acesso aos estudos passou a fazer parte também da trajetória de seu filho. Ele concluiu um curso técnico na área de redes, prestou concurso público junto com a mãe e se tornou seu colega de trabalho no Campus Macapá do Ifap. 

Para Rosa, acompanhar essa conquista é uma das realizações proporcionadas pela educação. Sua história reúne o esforço para continuar estudando, a entrada no serviço público e a possibilidade de ver o filho construir o próprio caminho. “Sempre penso que a educação é o nosso passaporte do amanhã”, afirmou. 

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As mudanças também proporcionaram experiências novas para a família. Rosa conta com carinho sobre a primeira viagem que conseguiu fazer com os três filhos. Foram cerca de dez dias juntos, uma experiência que até então não haviam tido. 

Ao olhar para o percurso, Rosa reconhece nos estudos uma contribuição para as condições de vida que construiu. Da travessia do rio para frequentar as aulas até a chegada à graduação, a educação esteve presente nas oportunidades que permitiram seguir seus planos e compartilhar novas experiências com os filhos. “A educação me proporcionou tudo o que eu tenho hoje”, pontuou. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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