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Corpo de Bombeiros inicia operação com estrutura reforçada para combater incêndios florestais em MT

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Com o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) colocou em operação a estrutura planejada para enfrentar os incêndios florestais durante a estiagem deste ano, com a mobilização de equipes, viaturas, aeronaves e tecnologias para ampliar a capacidade de resposta às ocorrências. Para as ações de combate aos incêndios e ao desmatamento ilegal, o Governo do Estado está destinando R$ 134 milhões em investimentos.

O lançamento simbólico da operação foi realizado na noite desta quinta-feira (2.7), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. Participaram da solenidade o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra; o secretário executivo de Meio Ambiente, Alex Marega; além de outras autoridades.

A operação coincide com o início do período proibitivo para o uso do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, em vigor desde 1º de julho. A restrição segue até 30 de novembro, período em que Mato Grosso poderá enfrentar uma estiagem severa em razão dos efeitos do fenômeno El Niño, com aumento do risco de propagação dos incêndios florestais.

Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel Glêdson, o planejamento foi estruturado para garantir respostas mais rápidas às ocorrências durante o período mais crítico da seca. A estratégia prevê o emprego de bombeiros militares e brigadistas em municípios considerados estratégicos, além do posicionamento antecipado de equipes em áreas prioritárias, da utilização de aeronaves de apoio e da ampliação do monitoramento das áreas mais suscetíveis aos incêndios.

“Hoje marca o início da temporada de estiagem, período de operações para o enfrentamento dos incêndios florestais. Mais uma vez, o governador Otaviano Pivetta se supera nos investimentos. No ano passado, foram R$ 125 milhões. Neste ano, são R$ 134 milhões disponíveis para o combate ao desmatamento e aos incêndios florestais. Por meio desses recursos, estamos deslocando equipes para áreas onde, historicamente, há maior incidência de queimadas”, afirmou.

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Ainda de acordo com o comandante, a estrutura mobilizada para esta temporada conta com cerca de 85 viaturas, a contratação de 150 brigadistas que serão distribuídos em municípios estratégicos, equipamentos, maquinários, aeronaves de apoio e equipes posicionadas previamente, ampliando a capacidade operacional da corporação durante o período de estiagem.

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“Nesta semana, também foi firmado o contrato para a utilização de aeronaves no combate aos incêndios florestais, por meio da Defesa Civil. Essas aeronaves e as do Corpo de Bombeiros começam a se posicionar no Estado para estar mais próximos dos incêndios quando começarem a acontecer. Também vamos posicionar uma viatura com capacidade para transpor rios, que ficará baseado no Pantanal, garantindo maior agilidade no atendimento das ocorrências”, explicou.

Além do reforço operacional, o Corpo de Bombeiros Militar também intensificará as ações de fiscalização durante o período proibitivo, já que o papel da população na prevenção dos incêndios é fundamental, segundo o comandante.

“As pessoas precisam ter consciência de que o período proibitivo já está em vigor. Qualquer uso do fogo é proibido e constitui crime, sujeito à prisão e à multa. Por isso, é essencial que a população não utilize fogo e, principalmente, denuncie quem insistir nessa prática, já que estamos em um período de estiagem, com alto risco de grandes incêndios florestais”, concluiu o coronel Glêdson.

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Também presente no lançamento, o secretário executivo de Meio Ambiente, Alex Marega, afirmou que a estrutura montada pelo Estado é resultado de um trabalho contínuo ao longo dos últimos anos, com maior integração entre os órgãos públicos e ampliação dos investimentos no enfrentamento aos incêndios florestais.

“Construímos uma estrutura sólida e integrada, que fortaleceu a capacidade de resposta do Estado diante dos incêndios florestais. Esse trabalho conjunto demonstra que é possível obter resultados mais eficientes quando há planejamento e cooperação entre as instituições”, disse.

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O secretário destacou ainda a preocupação com as previsões climáticas e os efeitos do El Niño, bem como a importância das ações realizadas desde o início do ano para reforçar a preparação das equipes e a estrutura de atendimento, além de ampliar a capacidade de resposta às ocorrências.

“Para este ano, as previsões indicam a ocorrência de um evento de El Niño, o que provoca alterações no clima. A expectativa é de um segundo semestre mais seco, com aumento do risco de incêndios florestais. Por isso, o lançamento da Temporada de Incêndios Florestais marca o início da fase de resposta, mas representa apenas uma etapa de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde o início do ano, com ações de planejamento, prevenção, preparação das equipes e fortalecimento da estrutura operacional”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

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O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

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Veja a Representação

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Fonte: Política

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