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Ministério Público MT

Encontro destaca papel dos Consegs na segurança pública

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Representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) de dez municípios participaram do 1º Encontro das Regionais de Cáceres e Pontes e Lacerda, na terça-feira (16). A iniciativa teve como objetivo fortalecer a participação comunitária na segurança pública, promover a integração entre os conselhos e ampliar o conhecimento dos participantes sobre o papel dessas instituições na construção de soluções para as demandas locais.
O evento foi realizado em parceria pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública de Mato Grosso (Feconseg-MT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
A programação incluiu palestras sobre formação jurídica dos Consegs, integração comunitária, projetos sociais, parcerias institucionais e corresponsabilidade da sociedade na promoção da segurança pública. Participaram representantes de Cáceres, Pontes e Lacerda, Mirassol d’Oeste, Porto Esperidião, Glória d’Oeste, Salto do Céu, Araputanga, Comodoro, São José dos Quatro Marcos e Campos de Júlio.
Durante o encontro, autoridades e especialistas destacaram a importância dos conselhos comunitários como instrumentos de aproximação entre a população e os órgãos de segurança.
Reconhecimento – A programação encerrou com a realização da 1ª Cerimônia de Entrega da Moeda Honorífica Guardiões da Fronteira MT. A iniciativa do MPMT e TJMT, em parceria com a Feconseg-MT e o Conseg de Pontes e Lacerda, foi criada para reconhecer pessoas e instituições que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da cidadania, da justiça e da cultura de paz em Mato Grosso.
A honraria homenageou personalidades e organizações que se destacam pelos serviços prestados à sociedade, especialmente em ações voltadas ao desenvolvimento e à proteção da região de fronteira. A moeda representa o reconhecimento ao compromisso e à dedicação daqueles que atuam em benefício do interesse público e da coletividade.
A primeira edição da homenagem marca o início de uma iniciativa voltada à valorização de cidadãos e instituições que contribuem para o fortalecimento das políticas de segurança e para a integração entre poder público e sociedade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

Ministério Público MT

Penas de sete faccionados condenados pelo Júri somam 192 anos

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O Tribunal do Júri de Água Boa (a 730 km de Cuiabá) condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.Processo 1001338-09.2024.8.11.0021.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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