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POLÍCIA

Polícia Militar prende oito homens suspeitos por sequestro mediante tortura em Cuiabá

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Policiais militares do 3º Batalhão prenderam, na noite desta sexta-feira (29.5), oito homens suspeitos por sequestro mediante tortura, no bairro Novo Horizonte, em Cuiabá. A vítima, de 26 anos, alegou ter sido rendida pela quadrilha que integra uma facção criminosa.

Ao chegarem ao local, os militares flagraram oito indivíduos arrastando uma pessoa em direção ao interior da residência, sendo abordados e detidos em flagrante.

O homem alegou que possuía dívidas com os suspeitos e que teria recebido uma ligação telefônica determinando que ele comparecesse ao endereço sob ameaça de represálias contra familiares.

No local, a vítima foi rendida pelos suspeitos. Os policiais constataram que ela apresentava ferimentos na perna esquerda. Durante consulta aos sistemas de segurança, foi verificado que havia três mandados de prisão em aberto contra o homem.

A vítima foi encaminhada à UPA Morada do Ouro e, posteriormente, ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde recebeu atendimento médico, foi medicada e liberada. A quadrilha foi conduzida à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

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A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia indicia maestro por assédio e constrangimento em Cuiabá

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Inquéritos da DEDM apontam crimes contra três alunas e musicistas de universidade pública; professor nega acusações

A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou um professor universitário e maestro de 47 anos por assédio sexual e constrangimento ilegal contra três mulheres em uma instituição pública de Cuiabá.

Os inquéritos, encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, detalham um cenário de abusos em atividades acadêmicas. Os documentos policiais narram desde pressões psicológicas em projetos de extensão até o bloqueio físico de alunas no departamento de Artes.

Assédio em projeto de extensão

O primeiro inquérito, protocolado no dia 28 de janeiro de 2026, apurou a conduta do maestro contra uma estudante de música de 21 anos. A vítima integrava um projeto de extensão coordenado pelo investigado.

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) ouviu familiares, colegas e pessoas ligadas ao ambiente acadêmico. Segundo a corporação, as oitivas confirmaram o abalo emocional da aluna e registraram “comportamentos invasivos e abordagens diferenciadas” executadas pelo docente.

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O professor negou as acusações. Contudo, a DEDM concluiu o documento apontando a “existência de elementos indicativos da prática” de assédio sexual, tipificado no artigo 216-A do Código Penal.

Restrição de liberdade de musicistas

O segundo inquérito, finalizado e encaminhado em 22 de junho de 2026, investigou o crime de constrangimento ilegal. O alvo da ação foram duas musicistas, de 23 e 39 anos. O caso ocorreu em novembro de 2025, antes de um ensaio no departamento de Artes da universidade.

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De acordo com o relato policial, o maestro convocou as duas mulheres para uma reunião. O objetivo do encontro era exigir que elas “intercedessem junto à vítima do primeiro inquérito”, tentando forçar a estudante de 21 anos a retornar ao projeto musical.

Durante a abordagem, o professor bloqueou a porta da sala, impedindo a saída das alunas por aproximadamente três minutos. Após conseguirem escapar, as vítimas buscaram abrigo em outro setor da universidade, onde foram encontradas “nervosas e emocionalmente abaladas”, conforme registra o inquérito.

O investigado negou a restrição de liberdade. Em sua defesa à polícia, o maestro declarou que a reunião “tratava apenas de questões relacionadas ao projeto musical”. A Polícia Civil, no entanto, o indiciou pelo crime previsto no artigo 146 do Código Penal.

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Até o fechamento desta reportagem, os autos tramitam no Judiciário e aguardam análise do Ministério Público para adoção de providências.

BOX: ENTENDA OS TERMOS JURÍDICOS

  • Indiciamento: É a conclusão formal da Polícia Civil, ao fim de um inquérito, de que existem indícios suficientes de que uma pessoa cometeu um crime. Não significa condenação.
  • Assédio sexual (Art. 216-A do Código Penal): Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência.
  • Constrangimento ilegal (Art. 146 do Código Penal): Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda.
  • Inquérito Policial: Procedimento administrativo conduzido pela polícia para apurar infrações penais e sua autoria, servindo de base para a atuação do Ministério Público.
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