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Segurança pública

Polícia prende reincidente por estupro de adolescente em Rondonópolis

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Homem de 36 anos tem 14 passagens policiais, sendo cinco por crimes sexuais. Agressor invadiu casa e usou álcool para sufocar a vítima de 16 anos.

Policiais militares do 5º Batalhão prenderam em flagrante um homem de 36 anos pelo estupro de uma adolescente de 16 anos em Rondonópolis (MT). A detenção ocorreu na noite de quarta-feira (27).

O caso expõe a circulação de criminosos reincidentes em delitos sexuais graves no estado. O suspeito detido acumula 14 registros policiais desde 2003, um histórico de mais de duas décadas que não impediu a nova invasão domiciliar e o ataque com uso de substância química para incapacitar a vítima no interior de sua própria residência.

Dinâmica da invasão e sufocamento

A sequência de eventos teve início no período matutino de quarta-feira. Segundo o registro oficial da Polícia Militar, a adolescente deixou a residência temporariamente para levar sua irmã até a escola. Ao retornar para casa, foi surpreendida pelo invasor, que já se encontrava no interior do imóvel.

O boletim aponta premeditação na abordagem. O homem de 36 anos portava um pano contendo álcool etílico. Ele utilizou força física para sufocar a jovem com o tecido químico e cometeu a violência sexual. Na sequência, o suspeito fugiu do local, deixando a vítima na residência.

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A adolescente conseguiu pedir socorro logo após a fuga do agressor. Acompanhada da mãe, ela foi encaminhada a uma unidade de saúde do município para receber os atendimentos médicos necessários e profiláticos após a violência. A Polícia Militar foi acionada ainda pela manhã, no momento em que a denúncia foi formalizada pela vítima, que repassou as características do agressor.

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Histórico criminal e reincidência contínua

O levantamento realizado pelas autoridades confirmou a identidade do suspeito e revelou um histórico criminal extenso e contínuo. Desde 2003, o homem acumula 14 passagens criminais registradas no sistema de segurança.

A tipificação dos delitos anteriores agrava o cenário da prisão. Das 14 passagens, a Polícia Militar identificou que cinco delas foram especificamente pelo crime de estupro. Outras cinco ocorrências foram registradas por furto.

A ficha criminal do agressor detalha ainda detenções por outros três tipos penais distintos: importunação sexual, falsidade ideológica e ameaça. A soma desses registros evidencia um padrão de reincidência que transita entre crimes contra o patrimônio, contra a fé pública e crimes sexuais com emprego de violência ou grave ameaça.

Prisão em flagrante e encaminhamento

A captura do suspeito exigiu a articulação de equipes ostensivas e do setor de inteligência da Polícia Militar. Após o cruzamento das características repassadas pela adolescente e a identificação formal do homem, os policiais iniciaram diligências ininterruptas pela cidade de Rondonópolis.

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O rastreamento indicou o paradeiro do suspeito no bairro Jardim Liberdade. As equipes se deslocaram para o endereço e efetuaram a prisão em flagrante na noite de quarta-feira, caracterizando a continuidade das buscas desde o momento do crime matutino.

O homem foi conduzido à delegacia do município para o registro do boletim de ocorrência e, em seguida, entregue à custódia da Polícia Judiciária Civil (PJC). A corporação civil será responsável por dar andamento ao inquérito e aos procedimentos legais cabíveis. A Polícia Militar mantém o canal 190 e o número 0800.065.3939 como disque-denúncia para o recebimento de informações, garantindo o anonimato da sociedade.

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Entenda:

  • Estupro de vulnerável: Tipificação criminal aplicada quando a vítima é menor de 14 anos ou quando, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência — condição que pode ser avaliada no caso em questão devido ao uso de álcool etílico para sufocamento da vítima de 16 anos.

  • Falsidade ideológica: Crime previsto no Código Penal que consiste em omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir declaração falsa, com o fim de prejudicar direito ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.

  • Prisão em flagrante: Captura efetuada no momento em que o suspeito comete a infração penal, acaba de cometê-la, ou quando é perseguido logo após em situação que faça presumir ser ele o autor, exigindo diligências contínuas da polícia.

 

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Exclusivo: Sorriso é a 11ª cidade mais violenta do Brasil e única do Centro-Oeste no top 20

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Sorriso entre as cidades mais violentas do Brasil

Polo do agronegócio mato-grossense com 120 mil habitantes registra 62,8 homicídios por 100 mil em 2024, taxa três vezes acima da média municipal nacional, segundo o Atlas da Violência 2026

Sorriso, polo do agronegócio mato-grossense com 120.985 habitantes, é a 11ª cidade mais violenta do Brasil entre os 336 municípios com mais de 100 mil habitantes. A taxa de 62,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2024 corresponde a 76 mortes registradas no ano, indicador 161% acima da média nacional para esse porte populacional. O município é o único do Centro-Oeste entre os 20 mais letais do país, um ranking dominado por 17 cidades do Nordeste e duas do Norte. Os dados constam do Atlas da Violência 2026, do Ipea com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Entre as dez piores do Brasil, atrás só de Bahia e Ceará

Sorriso aparece praticamente empatada com Camaçari, na Bahia, décimo colocado do ranking. A diferença é de 0,1 ponto: 62,9 contra 62,8 homicídios por 100 mil habitantes. Acima do município mato-grossense, todas as dez cidades estão distribuídas em apenas dois estados.

Na liderança nacional, Maranguape, no Ceará, registra taxa de 87,2 mortes por 100 mil habitantes. Jequié, na Bahia, ficou com 79,4. Maracanaú, no Ceará, anotou 74,1, à frente de Itapipoca, também cearense, com 74. Caucaia teve 72,9 e fechou a fatia de quatro cidades do Ceará no top 10. Juazeiro, Feira de Santana, Porto Seguro, Simões Filho e Camaçari, todas baianas, completaram a primeira dezena com taxas de 71,1, 67, 64,6, 64 e 62,9 mortes por 100 mil habitantes, respectivamente.

Mais nítida nesse recorte é a concentração estadual: a Bahia ocupa sozinha seis das dez primeiras posições e o Ceará tem quatro. Sorriso fecha a primeira dezena como o primeiro município fora do eixo Nordeste.

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Os dez municípios mais violentos do Brasil concentram-se em dois estados nordestinos. Sorriso quebra esse padrão e introduz o Centro-Oeste na lista.

Anomalia geográfica na lista dos 20 mais violentos

A concentração regional do ranking nacional é uma das marcas mais visíveis do levantamento. Dos 20 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e maiores taxas de homicídio em 2024, dezessete estão no Nordeste e dois no Norte. Sorriso é o único representante do Centro-Oeste. Sudeste e Sul não têm nenhum município entre os 20 mais letais.

Em números desagregados, a Bahia responde sozinha por dez municípios entre os 20 de maior taxa e o Ceará contribui com cinco. Pernambuco aparece com dois, Amapá com um, Pará com um e Mato Grosso com um, Sorriso.

No outro extremo do ranking, a geografia da violência letal mostra padrão diametralmente oposto. Os 20 municípios com mais de 100 mil habitantes e menores taxas estão integralmente concentrados no Sudeste e no Sul, com quinze do Sudeste e cinco do Sul. As taxas mais baixas foram observadas em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, com 2 homicídios por 100 mil habitantes. Brusque, também catarinense, ficou em 2,6. Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo, registrou 3,2. Lavras, em Minas Gerais, marcou 3,6, e Bragança Paulista, novamente em São Paulo, fechou a faixa com 3,8.

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Entre o topo e a base do ranking, a diferença chega a 13,2 vezes. A média do top 20 é de 64,7 homicídios por 100 mil, ante 4,9 no fundo da lista. Essa razão equivale à distância entre as taxas brasileira e europeia de homicídio.

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Cinco outras cidades mato-grossenses no recorte nacional

Mato Grosso aparece com seis municípios entre os 336 brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2024. Sorriso lidera o estado com taxa de 62,8 por 100 mil. Em seguida vem Tangará da Serra, com 33,8 mortes por 100 mil em uma cidade de 112.547 habitantes e 38 homicídios estimados no ano. Sinop registrou taxa de 26,4 entre seus 216.029 habitantes, com 57 mortes. Várzea Grande, com 314.627 habitantes, anotou 24,8 e 78 homicídios. Rondonópolis fechou 2024 com 20,5 e 53 mortes em uma população de 259.167 habitantes. Cuiabá, capital do estado e a maior em população do recorte, com 682.932 habitantes, teve a menor taxa entre as seis cidades, 16,7, com 114 homicídios estimados.

Dentro do próprio estado, a diferença é expressiva. A taxa de Sorriso é 86% maior que a de Tangará da Serra, 138% maior que a de Sinop, 153% maior que a de Várzea Grande, 206% maior que a de Rondonópolis e 276% maior que a da capital. Cuiabá registrou 114 mortes em 2024 contra 76 de Sorriso, em valores absolutos. Como a capital tem população cinco vezes maior, sua taxa por 100 mil habitantes ficou bem abaixo da do polo do agronegócio.

Quatro dos seis municípios mato-grossenses ficaram acima da média nacional para o porte, de 24,0 por 100 mil habitantes. São eles Sorriso, Tangará da Serra, Sinop e Várzea Grande. Rondonópolis e Cuiabá ficaram abaixo. A taxa estadual em 2024 foi de 29,1 por 100 mil habitantes, o 8º maior valor entre as 27 unidades federativas.

Padrão nacional de concentração

No país, a violência letal está longe de se distribuir uniformemente pelo território. Em 2024, metade dos homicídios brasileiros ocorreu em apenas 99 municípios, ou 1,8% das 5.570 cidades do país. Os 10 municípios com maior número absoluto de mortes responderam por 19,4% do total nacional.

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Quando se compara o porte das cidades, a concentração também aparece. Entre os 5.570 municípios brasileiros com informação válida, 1.578 não registraram qualquer homicídio estimado em 2024. Por outro lado, 46 municípios com mais de 100 mil habitantes tiveram taxa acima de 40 mortes por 100 mil habitantes, e Sorriso integra esse grupo.

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Entre os municípios médios, com população entre 100 mil e 500 mil habitantes, a média da taxa foi de 24,1 por 100 mil habitantes, superior à de cidades grandes (23,2, acima de 500 mil habitantes) e à de pequenas (19,7, até 100 mil habitantes). Sorriso, com 120 mil habitantes, pertence ao grupo dos médios, e sua taxa é 2,6 vezes a média dessa categoria. A mediana do grupo é 20,2, e a taxa de Sorriso é 3,1 vezes essa mediana.

Calculada para os 336 municípios com mais de 100 mil habitantes, a média foi de 24,0 mortes por 100 mil habitantes, com desvio-padrão de 15,6. A taxa de Sorriso está a 2,5 desvios-padrão acima dessa média nacional do recorte.

Mato Grosso na contramão da queda nacional

O quadro municipal precisa ser lido em conjunto com o quadro estadual. Entre 2019 e 2024, a taxa de homicídio em Mato Grosso subiu 14,1%, ao saltar de 25,5 para 29,1 por 100 mil habitantes. No mesmo período, a taxa nacional caiu 8,6%. O estado é apontado pelo Atlas entre os cinco com maior alta no quinquênio, ao lado de Ceará (+28%), Maranhão (+25,9%), Piauí (+20,5%) e Rondônia (+15,2%).

Também mudou a composição da violência letal mato-grossense. Mortes por arma de fogo cresceram 42% no quinquênio, ao passar de 495 em 2019 para 703 em 2024. A proporção desses homicídios no total estadual subiu de 55,3% para 63,8% no mesmo período, em movimento contrário à média brasileira, que ficou estável.

 

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