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POLÍTICA NACIONAL

Especialistas apontam falta de transparência das “emendas Pix” em comissão

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A diretora-executiva da organização Transparência Brasil, Juliana Sakai, criticou o volume e as características das emendas parlamentares conhecidas como “emendas Pix” em audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Segundo ela, as emendas não estão associadas a programas estruturantes e acabam sendo pulverizadas. Segundo ela, a alocação dos recursos é genérica e nem o Poder Executivo sabe para onde o dinheiro deve ir logo após a aprovação do Orçamento.

“Na prática, acabam atuando como ordenadores de despesa, apenas com o bônus da indicação, criando essa rede de favores. Porque os municípios precisam desse recurso e quem recebe vai ficar feliz – eles precisam e é um volume cada vez maior. Mas não têm o ônus da responsabilização”, apontou.

As emendas Pix são repasses diretos para as prefeituras, sem a necessidade de convênios. São emendas individuais que podem ser apresentadas por todos os parlamentares. Em 2025, uma auditoria coordenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 125 transferências mostrou problemas de falta de transparência e planejamento, recursos não utilizados, fraudes e desvios de finalidade.

O secretário de Controle Externo de Informações Estratégicas e Inovação do TCU, Marcelo da Eira, anunciou que o órgão divulgará em junho o resultado de uma auditoria feita em 74 municípios que receberam emendas Pix.

Em 2024, a partir de questionamentos de partidos, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou que fossem entregues planos de trabalho sobre as emendas Pix apresentadas nos anos anteriores para aumentar a transparência dos repasses.

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Avanços na fiscalização
Amanda Travincas, juíza do gabinete de Flávio Dino, lembrou que foram adotadas várias medidas para melhorar o rastreio dos recursos, como contas específicas para emendas Pix. Em seguida, a Lei Complementar 210, de 2024, descreveu hipóteses em que as emendas, mesmo de execução impositiva, não poderiam ser liberadas.

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“Não há impositividade possível descumprindo regras constitucionais de transparência e rastreabilidade. De modo que, se não houver plano de trabalho prévio aprovado, se não houver a destinação de recursos para uma entidade beneficiária com lastro de atuação – isso é especialmente relevante em relação a organizações do terceiro setor – não há possibilidade de destinação de recursos por obstáculos de ordem técnica.”

Marcelo Vidal, da Controladoria-Geral da União (CGU), mostrou que o Portal da Transparência consegue hoje dizer para onde foram os recursos de cada emenda. Segundo ele, o sistema, por exemplo, remete o usuário para a ata da reunião que decidiu sobre uma emenda de comissão e para a planilha de quem indicou os repasses.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Plano Anual de Fiscalização e Controle 2026: transparência e eficiência na aplicação de recursos de emendas orçamentárias e seus desafios institucionais.
Marcelo Vidal: avanços na fiscalização

Dependência de emendas
Juliana Sakai também criticou o uso do dinheiro para o custeio de prefeituras. O deputado Paulo Marinho Jr (PL-MA) respondeu que isso acontece porque o Orçamento da União não tem recursos suficientes para a Saúde, por exemplo.

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“A tabela da saúde é uma fantasia. Não tem uma prefeitura, não tem um governo de estado que consiga, com o dinheiro da saúde, manter o serviço. Se todo mundo sabe que não dá para fazer, vão ter que complementar de alguma forma. E, hoje, o município não consegue sobreviver sem emenda. Ponto. São os fatos. Todo mundo sabe disso”, afirmou o deputado.

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O deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), presidente da comissão, disse que as emendas distorcem o jogo eleitoral no relacionamento com os beneficiários.

“Cria uma relação de ‘muito obrigado, deputado’. E é desigual com quem está lá fora e vai disputar a vaga com quem está aqui dentro, que já tem toda uma estrutura e ainda tem todo esse recurso.”

Marcelo da Eira, do TCU, afirmou que o foco atual do órgão são as emendas coletivas, de bancadas estaduais e de comissões, diante do fato de que as prefeituras têm dependido de emendas para o seu custeio básico.

A audiência sobre as emendas parlamentares foi solicitada pelo deputado Jorge Solla (PT-BA), relator do Plano Anual de Fiscalização e Controle de 2026.

Reportagem –Silvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub

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Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Roberta Acioly comemora redução de reajuste da conta de luz em Roraima

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A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) comemorou a redução do reajuste previsto na tarifa de energia elétrica em Roraima, que caiu de 24% para cerca de 4%. Durante pronunciamento em Plenário nesta quarta-feira (20), ela afirmou que a redução ocorreu devido às pressões de parlamentares do estado junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para a senadora, a medida ameniza os efeitos negativos que consumidores e pequenos empreendedores vinham enfrentando após a interligação do estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Roberta Acioly elogiou a decisão da Aneel de utilizar recursos da repactuação do Uso do Bem Público (UBP) para conter os efeitos tarifários. Ela ressaltou que a população roraimense não poderia passar por isso após décadas convivendo com instabilidade no fornecimento de energia elétrica.

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— O que aconteceu com Roraima foi injusto: a população saiu de anos enfrentando problemas de energia precária para, logo depois da interligação ao sistema nacional, receber um aumento pesado na conta de luz. Sem nenhuma proteção adequada para essa transição, o reajuste chegaria a mais de 24% — disse.
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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