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POLÍTICA NACIONAL

Senado autoriza empréstimos externos ao Piauí e a Cabo de Santo Agostinho

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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (7), em regime de urgência, projetos de Resolução do Senado (PRS) que autorizam empréstimos externos com garantia da União para o governo do Piauí e para o município de Cabo de Santo Agostinho (PE). As propostas foram encaminhadas ao Senado pela Presidência da República e foram aprovadas no mesmo dia na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Os projetos agora seguem para promulgação.

Relatado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), o PRS 24/2026 autoriza o governo do Piauí a contratar empréstimo de US$ 50 milhões (cerca de R$ 258 milhões) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Já o PRS 25/2026 permite ao município de Cabo de Santo Agostinho contratar financiamento de US$ 96 milhões (cerca de R$ 494 milhões) com a Corporação Andina de Fomento (CAF).

Piauí Mais Digital

Os recursos do empréstimo para o Piauí serão destinados ao financiamento do Programa para a Transformação Digital do Governo do Estado do Piauí, conhecido como Piauí Mais Digital.

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O estado também deverá aportar US$ 12,5 milhões (cerca de R$ 64,5 milhões) como contrapartida. O financiamento terá prazo total de até 294 meses, com carência de até 72 meses e amortização em 222 meses.

O relator da projeto foi o senador Marcelo Castro (MDB-PI). Segundo o parecer, a Secretaria do Tesouro Nacional manifestou-se favoravelmente à concessão da garantia da União e atribuiu ao estado nota B+ em sua avaliação de capacidade de pagamento.

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Infraestrutura urbana

No caso de Cabo de Santo Agostinho, os recursos financiarão o Programa de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano do município. O prazo total para o empréstimo será de 216 meses (18 anos), desde que o município cumpra as condições de efetividade da operação, comprove a regularidade no pagamento de precatórios e assine o contrato de contragarantia.

A iniciativa prevê obras para ampliar a mobilidade urbana, reduzir vulnerabilidades ambientais, qualificar espaços públicos e fortalecer a capacidade administrativa municipal. Entre as intervenções estão a implantação e a requalificação de vias públicas, melhorias no sistema de drenagem, estabilização de encostas, recuperação de equipamentos públicos e de patrimônio histórico, além da requalificação de áreas costeiras.

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O programa também contempla a modernização do Centro Administrativo Municipal e do Teatro Barreto. Como contrapartida, o município deverá investir outros US$ 24 milhões (cerca de R$ 124 milhões) com recursos próprios.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Wellington Fagundes pede apoio a projeto que reforça combate ao feminicídio

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (7), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) defendeu a aprovação do projeto de lei que torna obrigatória, em meios de comunicação e locais de grande circulação, a divulgação dos canais de denúncia de violência contra a mulher, como o Ligue 180. A proposta deve ser analisada pelo Senado nesta quarta-feira (8).

Ao pedir apoio ao PL 4.300/2025, o parlamentar alertou para o aumento dos casos de feminicídio em Mato Grosso e defendeu o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres. Citou dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público mato-grossense, que registram 26 feminicídios e mais de 23 mil ocorrências de violência doméstica no estado em 2026, até o início de julho.

— Não estamos falando de números. Estamos falando de vidas, de mães, filhas, esposas, crianças e famílias que tiveram seus sonhos interrompidos pela violência — ressaltou.

Fagundes destacou um projeto de lei de sua autoria (PL 4.147/2021), que institui a Política Nacional de Atendimento ao Homem Autor de Violência contra a Mulher. A matéria, aprovada em 2022 no Senado, aguarda tramitação na Câmara dos Deputados. Segundo o senador, longe de beneficiar agressores, a proposta tem o objetivo de interromper o ciclo da violência e prevenir novos casos de feminicídio.

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O parlamentar também defendeu o monitoramento eletrônico de agressores e o fortalecimento das delegacias especializadas, das Patrulhas Maria da Penha das Polícias Militares e da rede de proteção às mulheres.

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— O agressor deve ser punido com todo o rigor da lei, mas o Estado também tem o dever de romper o ciclo da violência antes que ele termine em mais uma morte — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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