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SAÚDE

Após três meses do SAMU 192 em Uberlândia (MG), Macrorregião do Triângulo do Norte registra 10,7 mil ocorrências

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Com os três primeiros meses de operação em Uberlândia (MG), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) da Macrorregião do Triângulo Norte registrou 10.732 atendimentos. A assistência pré-hospitalar em situações de urgência e emergência é direcionada para 27 municípios mineiros, com equipes preparadas para prestar os primeiros cuidados e encaminhar os pacientes de forma adequada e segura para o atendimento necessário.

Desde o início da operação em Uberlândia, em 29 de maio, foram 5.477 ocorrências atendidas no município, o equivalente a 51% de toda a produção regional no período. Com o serviço, a média regional passou de 70 para 134 atendimentos por dia. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (26), no Centro Administrativo de Uberlândia, com a participação do secretário-Executivo Adjunto do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Junior. Na mesma agenda, foi assinada a ordem de serviço para a construção da Unidade de Atenção Especializada (Policlínica) de Uberlândia.

Durante o evento, Nilton Pereira falou sobre os serviços de saúde destinados à população de Uberlândia e da região, da urgência e emergência à atenção especializada. “A atuação do SAMU permite levar o paciente de forma adequada e segura, com assistência médica e multiprofissional, para o local indicado. A Policlínica também terá esse olhar para o cuidado, com oferta de exames, consultas e procedimentos especializados em um mesmo serviço para a população de Uberlândia e da região”, explicou.

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Perfil dos atendimentos

Em apenas três meses, o SAMU 192 esteve presente em milhares de situações que exigiram resposta rápida para cuidar, atender e salvar vidas na Macrorregião do Triângulo Norte. Das 10.732 ocorrências registradas, a maioria foi de natureza clínica, seguida pelos casos de trauma:

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  • 56,8% clínicos: 6.091 ocorrências;
  • 32,6% traumas: 3.498 ocorrências;
  • 8,2% psiquiátricos: 878 ocorrências;
  • 1,7% obstétricos: 181 ocorrências;
  • 0,8% pediátricos: 84 ocorrências.

Como funciona o atendimento

Os chamados feitos pelo 192 são recebidos pela Central de Regulação das Urgências. A regulação médica avalia a gravidade de cada caso e define a resposta adequada. Conforme a necessidade do paciente, pode ser acionada uma Unidade de Suporte Básico ou uma Unidade de Suporte Avançado. A equipe também orienta o encaminhamento para o ponto da rede de saúde indicado para o atendimento.

Antes do início da operação do SAMU, o atendimento pré-hospitalar em Uberlândia era realizado pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE), voltado prioritariamente para acidentes e outras ocorrências traumáticas. O SAMU atende ocorrências traumáticas e emergências clínicas, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de outros tipos de urgência.

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A operação regional é realizada pelo Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião do Triângulo do Norte (CISTRI). Para colocar a nova operação em funcionamento, o Ministério da Saúde entregou 11 ambulâncias, oito Unidades de Suporte Básico, destinadas a ocorrências de menor complexidade, e três Unidades de Suporte Avançado, equipadas para o atendimento de pacientes em situações mais graves.

Além de Uberlândia, o consórcio também atende os municípios de Abadia dos Dourados, Araguari, Araporã, Cachoeira Dourada, Campina Verde, Canápolis, Capinópolis, Cascalho Rico, Centralina, Coromandel, Douradoquara, Estrela do Sul, Grupiara, Gurinhatã, Indianópolis, Ipiaçu, Iraí de Minas, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Nova Ponte, Patrocínio, Prata, Romaria, Santa Vitória e Tupaciguara.

Policlínica de Uberlândia

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Na agenda desta quarta-feira, também foi assinada a ordem de serviço para a construção da Unidade de Atenção Especializada (Policlínica) de Uberlândia. A Policlínica vai reunir, em um mesmo local, consultas em diferentes especialidades, procedimentos ambulatoriais e exames de diagnóstico, facilitando o acesso da população à atenção especializada. A estrutura contará com centro cirúrgico ambulatorial e equipamentos para exames como ressonância magnética, tomografia computadorizada, endoscopia, ecocardiograma e ultrassonografia.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Cobertura de tratamento contra oncocercose com ivermectina atinge nível satisfatório em área indígena

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O Brasil está cada vez mais perto da eliminação da oncocercose como problema de saúde pública até 2030, como estabelece o Programa Brasil Saudável – Unir para Cuidar. No primeiro semestre de 2026, o país atingiu a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 85% de tratamento coletivo das comunidades endêmicas da doença. O país concentra o último foco ativo da oncocercose nas Américas, localizado na Terra Indígena Yanomami, nos estados de Roraima e Amazonas, em área de fronteira com a Venezuela. Fora do continente americano, a doença ainda mantém diversos focos ativos na África.

“Nesse primeiro ciclo de 2026, chegamos a 85,4% de cobertura da população elegível para o tratamento coletivo, que corresponde a toda a população em risco, menos as gestantes, pessoas gravemente doentes e crianças menores de 5 anos, com menos de 90 cm de altura e menos de 15 quilos”, destaca o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Francisco Edilson Ferreira.

Atualmente não há, no Brasil, registros de cegueira causada pela oncocercose. O último caso de comprometimento oftalmológico associado à doença, uma ceratite esclerosante, foi identificado em 2012. A cegueira provocada pela doença é irreversível, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da manutenção do tratamento preventivo nas áreas de risco.

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Décadas de tratamento coletivo

Desde a década de 1990, quando o foco da doença foi delimitado à população indígena residente na Terra Yanomami, o Brasil mantém uma série histórica de tratamento coletivo com ivermectina. A cobertura chegou a atingir 100% em um ciclo e vem superando, na maior parte dos anos, a meta de 85% estabelecida pela OMS como parâmetro para interromper a transmissão do parasita.

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A ivermectina é uma droga microfilaricida, ou seja, seu uso contínuo evita que pessoas infectadas cheguem a manifestar a doença e impede a manutenção de reservatórios humanos do parasita, fundamentais para a cadeia de transmissão.

Sobre a doença

A oncocercose é uma doença parasitária crônica causada pelo verme Onchocerca volvulus, transmitida pela picada do inseto Simulium, conhecido popularmente como borrachudo ou pium, infectado com larvas do parasita. Cerca de um ano após a infecção, o verme atinge a fase adulta e passa a produzir grande quantidade de microfilárias, que se espalham pelo corpo e podem atingir os olhos, causando lesões na córnea e, em casos graves, cegueira. A doença também provoca lesões de pele, como nódulos (os chamados oncocercomas), coceira, erupções cutâneas, perda de elasticidade, despigmentação, lesões com líquido inflamatório e febre.

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O diagnóstico pode ser feito por exames de imagem, biópsia, PCR para detecção do DNA do parasita e exames sorológicos. O tratamento é realizado com ivermectina em dose única, ofertada duas vezes ao ano, para moradores e profissionais que atuam na área endêmica. A estratégia também contempla indígenas venezuelanos em trânsito pelo território brasileiro na região de fronteira.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

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