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SAÚDE

Dia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) no estado de São Paulo

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Ação integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro. Em Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo, foi recomendado reforço da vacinação contra o sarampo devido ao risco de casos importados

Mães, pais e responsáveis poderão levar crianças e adolescentes menores de 15 anos às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação de todo o país neste sábado (22) — Dia D da Campanha de Multivacinação — para atualizar a caderneta vacinal em São Paulo. A campanha segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 vacinas do Calendário Nacional, que protegem contra doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV.

“Este é um momento importante para todo o país. Embora o Brasil tenha eliminado algumas doenças, como a poliomielite, é fundamental manter a vacinação em dia para evitar a reintrodução dessas doenças”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Esta é a primeira vez que a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho deste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

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A estratégia busca ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.

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Até o momento, a pasta distribuiu mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Desse total, o estado de São Paulo recebeu mais de 41 milhões de doses. Entre os imunizantes, as vacinas contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.

Durante o Dia D, serão aplicadas vacinas conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pólio inativada VIP;
  • Rotavírus humano;
  • Pneumo 10-v e 20-v;
  • Meningo C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningo ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumo 23-v;
  • dT;
  • HPV 4;
  • Dengue tetravalente.

Sarampo

Diante do aumento de casos de sarampo na Região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.

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Desde o início da mobilização, em 3 de agosto, até 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o equivalente a 16,5% das aplicações.

O Brasil recebeu, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e mantém esse status. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

SAÚDE

Fórum debate atuação dos hospitais filantrópicos no SUS e desafios para os próximos anos

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Com presença em 1.145 municípios e mais de 164 mil leitos, a rede de hospitais filantrópicos ocupa posição estratégica na organização e na oferta de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em áreas de média e alta complexidade. O tema foi destacado pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, durante a abertura do II Fórum em Saúde da Associação dos Hospitais Filantrópicos Privados (Ahfip), em São Paulo, na quarta-feira (19).

Atualmente, o país conta com 1.525 hospitais filantrópicos, o que garante capilaridade territorial, descentralização e regionalização da assistência para responde ao imperativo constitucional do direito à saúde. Ao todo, são 164.832 leitos hospitalares na rede filantrópica, dos quais 120.936 estão destinados ao SUS. Essas instituições representam a principal estrutura hospitalar disponível em diversos municípios do interior, evitando que pacientes precisem se deslocar para grandes centros urbanos em busca de atendimento.

“Hoje, com o SUS, esses hospitais cresceram o seu papel. Mais de 40% da produção hospitalar é realizada pelas instituições filantrópicas e, para procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e transplantes, esses hospitais chegam a representar 70% da produção de saúde brasileira”, comparou Massuda.

A rede se destaca ainda como referência em áreas de média e alta complexidade, contribuindo com oncologia, cardiologia, transplantes, terapia intensiva, urgência e emergência, assistência materno-infantil e formação de profissionais de saúde. A Ahfip reúne hospitais de excelência e alta complexidade tecnológica, como Sírio-Libanês, BP, HCor, Oswaldo Cruz, A.C.Camargo e Moinhos de Vento, que atuam nas áreas de ensino, pesquisa e assistência à saúde.

Parceria estratégica

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A dimensão e a capilaridade da rede também ampliam a importância de uma atuação coordenada entre o poder público e as instituições filantrópicas. Nesse contexto, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), que articula o Ministério da Saúde a hospitais de excelência filantrópicos, passa pelo planejamento de seu 7º triênio.

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Segundo Massuda, a próxima etapa deve ser orientada por cinco dimensões essenciais: acesso, equidade, resolutividade/integralidade, resiliência e sustentabilidade. A proposta é priorizar populações vulneráveis, territórios de difícil acesso e projetos mais robustos e estruturantes, reduzindo a pulverização de iniciativas.

“O objetivo é reduzir a pulverização dos projetos”, destacou o secretário-executivo. A proposta é concentrar as iniciativas de acordo com a vocação técnica de cada instituição e alinhá-las às prioridades nacionais, como atenção básica, transformação digital e saúde climática.

Para o secretário-executivo, a agenda estratégica do governo deve estar associada à expertise de cada hospital. “Um projeto de atenção ao câncer com o hospital do coração não faz muito sentido”, afirmou. Na avaliação do secretário-executivo, iniciativas voltadas à saúde cardiovascular, por exemplo, devem ser desenvolvidas por instituições com reconhecida expertise na área, como o Hospital do Coração (HCor), enquanto projetos de atenção ao câncer podem ser direcionados a referências como o A.C.Camargo Câncer Center.

Novos instrumentos

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Além do Proadi-SUS, o Ministério da Saúde vem organizando a regulamentação de novos instrumentos de cooperação entre o poder público e o setor filantrópico. Entre eles está o Componente de Créditos Financeiros, que permite a hospitais privados e filantrópicos converterem débitos com a União em atendimentos gratuitos ao SUS, por meio do Certificado de Valor de Crédito Financeiro (CVCF).

Somente entre as instituições sem fins lucrativos, já foram acumulados mais de R$ 470 milhões em créditos financeiros, dos R$ 640 milhões totais gerados pelo mecanismo.

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O Componente Cirúrgico dessa política proporcionou, em 2025, a realização de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, um crescimento de 43% em relação a 2022. Nos cinco primeiros meses de 2026, já haviam sido realizadas 6,2 milhões de cirurgias, 8% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Sistema resiliente

A discussão sobre a parceria com a rede filantrópica está inserida em um debate mais amplo sobre os caminhos do SUS diante das transformações demográficas, epidemiológicas, tecnológicas, climáticas e econômicas. Durante o fórum, Massuda apresentou dados sobre a trajetória do sistema ao longo de seus 35 anos, destacando avanços como a redução da mortalidade infantil, o aumento de cerca de 9,5 anos na expectativa de vida entre 1991 e 2024, a erradicação da poliomielite e a consolidação de capacidades reconhecidas internacionalmente, como o maior sistema público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo e um dos maiores programas de imunização.

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Ao mesmo tempo, o secretário-executivo apontou desafios estruturais que precisam ser enfrentados para garantir a sustentabilidade e a capacidade de resposta do sistema, entre eles o subfinanciamento, as desigualdades regionais na oferta de serviços e tecnologias, a fragmentação do cuidado e as tensões na relação entre os setores público e privado.

Segundo o Ministério da Saúde, a próxima fase do SUS será marcada por transformações profundas, como o envelhecimento populacional, a mudança no perfil epidemiológico, os impactos das mudanças climáticas, a transformação digital e o avanço de tecnologias e terapias de alto custo. Nesse cenário, a construção de um sistema mais resiliente, integrado e sustentável depende da capacidade de articular diferentes atores e competências em torno das necessidades da população.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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