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SAÚDE

Brasil recebe segunda edição de formação de líderes em vacinologia

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A segunda edição do Curso Avançado de Vacinologia (AdVAC Brasil) foi realizada de 9 a 15 de agosto, no município de Pirenópolis (GO). Cerca de 100 participantes, entre professores e palestrantes convidados, se reuniram para uma semana de formação e intercâmbio científico. A atividade foi coordenada pelo Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Saúde (Ceti-Saúde) da Universidade Federal de Goiás (UFG), com participação do Ministério da Saúde (MS) e especialistas de instituições nacionais e internacionais. O objetivo é ampliar a formação de profissionais e contribuir para o fortalecimento das políticas de imunização no Brasil.

O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do MS (DPNI/MS), Eder Gatti, celebrou a diversidade de participantes, que abrangeu toda a cadeia de técnicos da vacinologia. Egresso do AdVAC Global, na turma de 2016, enfatizou a importância de oferecer, no Brasil, uma formação avançada na área, diante da necessidade de profissionais preparados para atuar em diferentes frentes relacionadas à imunização. “´Trata-se de um curso de elevada qualidade, com muito aprofundamento técnico. Certamente será uma importante contribuição para a atuação de todos os participantes como líderes nas suas respectivas áreas de atuação”, declarou.

 AdVAC Brasil

O AdVAC Brasil é a versão nacional do Advanced Course on Vaccinology, realizado anualmente na França e reconhecido internacionalmente como uma das principais formações na área. A iniciativa brasileira busca oferecer uma capacitação de excelência em vacinologia, aproximando profissionais do setor público e privado, da academia, de sociedades científicas e de instituições produtoras de vacinas.

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A jornada contempla 48 horas de formação totalmente presencial, por meio de uma abordagem intensiva e multidisciplinar. A programação combina atividades teóricas e práticas e temas como fundamentos de imunologia e mecanismos de ação das vacinas, desenvolvimento de vacinas e ensaios clínicos, processos regulatórios e estratégias de aquisição, atualização de calendários vacinais, políticas públicas e estratégias de vacinação, comunicação em vacinologia, financiamento e aspectos éticos relacionados à imunização.

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A proposta também inclui o desenvolvimento de competências de liderança e a construção de redes colaborativas, estimulando a integração entre conhecimento científico, prática profissional e tomada de decisão baseada em evidências.

Formação de lideranças para a imunização

Leilane Lacerda, de 41 anos, é enfermeira, atua como servidora tecnologista na Coordenação-Geral de Gestão de Insumos e Rede de Frio do PNI, na capital federal, e acumula experiências em diferentes áreas relacionadas à imunização, como assistência, vigilância epidemiológica e gestão. Ela explica que sua expectativa era revisitar esses conhecimentos em uma formação avançada, multidisciplinar e baseada em evidências nacionais e internacionais. “É uma forma de ampliar a compreensão sobre todo o ciclo de vida das vacinas e fortalecer minha capacidade de análise e tomada de decisão diante dos desafios contemporâneos da imunização”, refletiu.

Para a servidora, a troca de experiências foi potencializada pela metodologia do curso, estudos de caso e discussões em grupo. “Minha trajetória já havia me permitido conhecer diferentes realidades do SUS e muitos dos desafios da imunização na prática. No AdVAC, pude aproximar essas experiências com outras perspectivas científicas, institucionais e internacionais. A convivência com especialistas e profissionais de diversas áreas reforçou a percepção de que os desafios da imunização exigem uma abordagem cada vez mais interdisciplinar e interinstitucional, articulando ciência, vigilância, assistência, gestão, comunicação, regulação e logística”, justificou.

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Conhecimento científico aplicado à saúde pública

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O AdVAC Brasil propõe, para além de uma formação técnica, um espaço de construção coletiva e aprendizado colaborativo. A iniciativa parte da compreensão de que os desafios contemporâneos da vacinologia envolvem diferentes dimensões, desde o desenvolvimento e a avaliação de novas vacinas até a definição de políticas públicas, estratégias de aquisição, comunicação e financiamento.

Nesse contexto, a formação de profissionais capazes de interpretar evidências científicas e aplicá-las à tomada de decisão é estratégica para a sustentabilidade das políticas de imunização. A aproximação entre academia, gestores, pesquisadores, produtores e profissionais dos serviços de saúde também favorece a construção de redes capazes de responder de forma integrada aos desafios da área.

A proposta dialoga com a importância do Programa Nacional de Imunizações como um dos pilares do SUS. A qualificação de profissionais em temas relacionados à vacinologia fortalece a capacidade de planejamento, implementação e avaliação das ações de imunização e subsidia decisões fundamentadas em evidências científicas.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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ATENÇÃO:Dia D da multivacinação 20 imunizantes na lista neste sábado, veja

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Dia D multivacinação Mato Grosso

Cuiabá mobiliza as 72 Unidades de Saúde da Família e Várzea Grande abre 25 postos das 8h às 16h45

Crianças e adolescentes menores de 15 anos podem atualizar a caderneta de vacinação neste sábado (22) em unidades de saúde de Mato Grosso, no Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação. Cuiabá abre as 72 Unidades de Saúde da Família, e Várzea Grande mobiliza 25 unidades das 8h às 16h45, sem intervalo para almoço. A campanha começou em 3 de agosto, vai até 1º de setembro e oferta 20 vacinas do Calendário Nacional.

Ao longo de 2026, o estado recebeu cerca de 3,4 milhões de doses, parte das mais de 180 milhões que o Ministério da Saúde distribuiu a estados e ao Distrito Federal. Influenza, tríplice viral e poliomielite lideram as aplicações no período. A vacinação é seletiva. A equipe confere o histórico de cada pessoa e aplica só o que estiver em atraso, o que torna a caderneta o documento decisivo do atendimento. Entra no público-alvo quem tem até 14 anos, 11 meses e 29 dias.

Pneumo 20 estreia na campanha

É a primeira multivacinação com a pneumocócica 20-valente, incorporada ao Calendário Nacional em junho. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, entre elas pneumonias e meningites, e é indicado a crianças menores de 5 anos.

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Outra mudança recente também vale para o Dia D: desde 3 de agosto, o esquema contra a poliomielite passou a prever segundo reforço da vacina inativada aos 4 anos de idade.

São 20 imunizantes na oferta do sábado: BCG, hepatite B recombinante, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus humano, pneumocócica 10-valente, pneumocócica 20-valente, pneumocócica 23-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP, dupla adulto, hepatite A, HPV quadrivalente e dengue tetravalente.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que “é fundamental manter a vacinação em dia” para evitar a reintrodução de doenças já eliminadas no país, caso da poliomielite.

Capital abre as 72 unidades

Em Cuiabá, a mobilização alcança todas as Unidades de Saúde da Família das zonas Leste, Norte, Oeste, Sul e da área rural. O foco é a caderneta de crianças e adolescentes de zero a menores de 15 anos, embora outros públicos com indicação para os imunizantes ofertados também sejam atendidos. É preciso levar documento com foto, Cartão SUS e a caderneta.

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“É uma oportunidade para os pais e responsáveis conferirem a caderneta”, afirmou a secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito.

Gripe segue longe da meta na capital

Os números municipais de imunização contra a influenza, atualizados em 5 de agosto, mostram distância da meta federal de 90% para grupos prioritários. Entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos, a cobertura estava em 37,72%, com 18.905 doses aplicadas para uma população estimada de 50.121. Idosos somavam 40,13%, com 39.354 doses num público de 98.078 pessoas. Gestantes apareciam com 61%, ou 4.143 doses. Nenhum grupo alcançou o índice recomendado.

O boletim epidemiológico de vírus respiratórios da capital contabilizou 2.348 casos de influenza A e B entre janeiro e julho na população-alvo da vacinação.

O outro ponto crítico está entre os adolescentes. No levantamento do projeto Vacinômetro, do Ministério Público de Mato Grosso, divulgado em maio, Cuiabá figura em 15 dos indicadores de pior cobertura no estado. Os piores resultados da capital envolvem a meningocócica ACWY aos 11, 13 e 14 anos, todos abaixo de 50%. É a vacina que protege contra quatro sorogrupos da bactéria causadora da meningite meningocócica.

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O quadro estadual é melhor nas vacinas de rotina do primeiro ano de vida. O painel de coberturas do Ministério da Saúde registrava, em maio, 93% para meningocócica C, 93% para a pentavalente e 94% para a pneumo 10 em Mato Grosso.

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Várzea Grande amplia gripe e HPV

Nas 25 unidades várzea-grandenses, dois grupos ganharam atenção específica. A vacina contra influenza passou a atender o público em geral, ampliando o alcance para além dos grupos prioritários. Adolescentes de 14 a 19 anos que nunca receberam dose contra o HPV podem iniciar o esquema até 31 de dezembro. As demais faixas etárias previstas no calendário seguem atendidas normalmente.

“Também fazemos um chamamento especial aos adolescentes de 14 a 19 anos”, disse a superintendente de Atenção Primária, Nathalia Rondon.

Sarampo entra na conta

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A tríplice viral pode ser atualizada em qualquer estado durante a campanha. A indicação de rotina alcança pessoas de 12 meses a 59 anos.

O Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo, e mantém esse status.

Encerrado o Dia D, a campanha continua até 1º de setembro nas salas de vacina dos 142 municípios mato-grossenses, com horários definidos por cada secretaria municipal. A Caderneta Digital da Criança, no aplicativo Meu SUS Digital, permite consultar o histórico de doses antes de procurar a unidade.

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