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MCTI aposta em pessoas para impulsionar o futuro tecnológico do Brasil ao longo de 2025

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Quando o assunto é preparar o Brasil para o futuro, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) decidiu começar pelo essencial: as pessoas. Em 2025, 79% dos recursos destinados pelo ministério para Programas e Projetos Prioritários de Interesse Nacional (PPIs) — R$ 217 milhões — foram aplicados diretamente em ações de formação e capacitação, com a meta de qualificar mais de 10 mil brasileiros e brasileiras em áreas estratégicas para o desenvolvimento tecnológico do país. O dado, por si só, revela a dimensão da aposta: investir em gente é investir na soberania, na inovação e na capacidade do Brasil de competir em alto nível no cenário global. 

Essa prioridade se traduz em políticas que vão da base educacional ao topo da pesquisa avançada. Em um mundo cada vez mais movido por dados, chips, inteligência artificial e segurança digital, o MCTI estruturou uma atuação que combina capacitação massiva, estímulo ao talento jovem e inserção internacional do país em ambientes de excelência científica e tecnológica. 

“Não existe transformação digital sem pessoas qualificadas. Nosso compromisso é garantir que o Brasil forme, retenha e valorize talentos, democratizando o acesso ao conhecimento e criando oportunidades reais para que a ciência e a tecnologia cheguem à vida da população”, destacou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. 

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Para o secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital do MCTI, Henrique Miguel, o balanço mostra que o país está construindo uma base sólida para o futuro. “Estamos falando de uma política que articula educação, mercado e inovação. Capacitar pessoas em larga escala, sem abrir mão da pesquisa de ponta, é o caminho para reduzir desigualdades, fortalecer empresas nacionais e garantir que o Brasil seja protagonista na transformação digital”, afirmou. 

Talento em competição global  

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Um dos símbolos mais fortes desse esforço foi a primeira participação de uma equipe brasileira na Student Cluster Competition, realizada durante o SC25, um dos mais relevantes eventos internacionais de computação de alto desempenho. O resultado veio com destaque: 13º lugar entre 33 países, desempenho que validou a competência técnica nacional em um dos fóruns mais exigentes do mundo. 

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A presença brasileira foi fruto de uma estratégia articulada de cooperação e capacitação, que envolveu missões internacionais e preparação técnica especializada. Ao mesmo tempo, o MCTI promoveu o treinamento de 21 consultorias e 25 empresas no âmbito da Transição e Modernização Sistêmica, com foco na implementação do Novo SIGPLANI (Sistema de Gestão da Lei de Informática), ampliando a capacidade institucional e empresarial de lidar com sistemas complexos e inovadores. 

Olimpíadas científicas: milhões de jovens alcançados 

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Na base dessa engrenagem estão as olimpíadas científicas, que seguem como uma das mais potentes portas de entrada para o interesse pela ciência. Levantamento do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibicti) aponta a existência de cerca de 130 olimpíadas científicas em atividade no país. Em 2025, 38 delas foram contempladas pela Chamada Pública Pop Ciência – Olimpíadas Científicas, fortalecendo iniciativas em todas as regiões. 

Os números mostram a capilaridade dessas iniciativas em todo o país. Em 2025, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) mobilizou 18,6 milhões de estudantes, enquanto a Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) reuniu 5,2 milhões de participantes. A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) alcançou 1,4 milhão de estudantes em 2024, e a Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial (ONIA) somou 965 mil inscritos em 2025. Outras competições também tiveram participação expressiva, como a Olimpíada Nacional em História do Brasil, com 225 mil estudantes, além das olimpíadas de Biologia e Química, que seguem ampliando o interesse dos jovens pelas ciências. 

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No campo específico da inteligência artificial, o impacto é ainda mais evidente. O MCTI coordenou olimpíadas de IA que, somadas, ultrapassaram 700 mil inscritos, revelando uma demanda massiva por formação nessa área. A experiência já inspira a discussão de novos caminhos, como a criação de programas de residência tecnológica, capazes de absorver esses talentos em centros nacionais de pesquisa e desenvolvimento. 

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Formação estratégica para setores críticos 

Outro eixo central da atuação do ministério está na formação em semicondutores, área considerada vital para a autonomia tecnológica do país. O Programa de Formação em Semicondutores está capacitando cerca de 1.860 profissionais, com investimento superior a R$ 150 milhões. A meta é ambiciosa: formar 4 mil engenheiros e designers até 2028, garantindo mão de obra qualificada para sustentar o crescimento das 15 empresas habilitadas no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (Padis) e das 13 empresas de design em operação no Brasil. 

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O desafio agora é transformar capacitação em permanência no setor produtivo, criando mecanismos de retenção desses profissionais e fortalecendo a base de pesquisa e desenvolvimento das empresas, cujo quadro de pessoal em P&D apresentou oscilações nos últimos anos. 

Cibersegurança e inclusão digital 

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Na área de cibersegurança, o Programa Hackers do Bem se consolidou como uma resposta concreta a um gargalo nacional. Estima-se que o Brasil precise de cerca de 750 mil profissionais no setor. Até o momento, mais de 36 mil pessoas já foram certificadas, superando a meta inicial prevista até 2025. O programa é 100% online, estruturado em cinco níveis — do básico à residência presencial — e reúne parcerias estratégicas entre MCTI, RNP, SENAI-SP e Softex, com o objetivo de fortalecer a soberania digital do país. 

Complementando esse esforço, o Programa Bolsa Futuro Digital avançou em 2025 na execução de suas primeiras etapas. Após aprovar R$ 54 milhões em 2024, a iniciativa selecionou 5.000 estudantes no primeiro ciclo, que estão em formação desde julho e agosto e iniciarão a Residência Tecnológica entre janeiro e fevereiro de 2026. O segundo ciclo começa entre fevereiro e abril de 2026, completando as 10 mil vagas previstas e ampliando o acesso de jovens em situação de vulnerabilidade às oportunidades do setor de TIC. 

 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cemaden lidera relatório da ONU que mostra América Latina mais quente, com secas, enchentes e perda acelerada de geleiras

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A América Latina e o Caribe estão enfrentando um cenário de extremos climáticos cada vez mais intensos, com registros de ondas de calor recordes, enchentes, secas prolongadas e perda acelerada de geleiras andinas. O alerta está no relatório Estado do Clima na América Latina e Caribe 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento foi apresentado em Brasília (DF), pelo coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e climatologista, José Marengo.  

Pela primeira vez, o lançamento regional do documento ocorreu no Brasil, em evento no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esta é a sexta edição do relatório, coordenada por Marengo em parceria com serviços meteorológicos de países latino-americanos e caribenhos. 

Segundo o documento, 2025 ficou entre os anos mais quentes já registrados na região, com temperaturas até 3°C acima da média histórica em diversas áreas da América Latina e do Caribe. O relatório também aponta que o ritmo de aquecimento registrado de 1991 a 2025 é o mais intenso desde o início das medições, em 1900. 

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“Esses dados não são projeções distantes. Eles mostram uma realidade climática que já afeta diretamente a economia, os ecossistemas e a vida das pessoas”, afirmou Marengo durante a apresentação. 

O relatório reúne uma sequência de eventos extremos registrados ao longo do último ano. No México, junho de 2025 foi o mês mais chuvoso da história do país, enquanto a seca chegou a atingir até 85% do território simultaneamente. Enchentes no Peru e no Equador afetaram mais de 110 mil pessoas. 

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O documento alerta que o derretimento acelerado das geleiras andinas ameaça o abastecimento de água de cerca de 90 milhões de pessoas, além da geração de energia e da agricultura em períodos secos. 

O oceano também está mudando rapidamente. Segundo a OMM, o nível do mar sobe mais rápido que a média global em partes do Caribe e da costa norte da América do Sul, aumentando riscos para cidades costeiras, infraestrutura e turismo. 

Entre os eventos extremos destacados no relatório está o furacão Melissa, primeiro na Categoria 5 a atingir a Jamaica desde o início dos registros históricos. O fenômeno provocou 45 mortes e prejuízos estimados em US$ 8,8 bilhões — valor equivalente a mais de 40% do PIB jamaicano. 

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Ciência brasileira no monitoramento climático 

O relatório da OMM também destaca o papel do Cemaden como referência regional em monitoramento de desastres e secas. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o centro opera 24 horas por dia e mantém uma rede com mais de 3 mil equipamentos de monitoramento de chuvas, além de acompanhar os impactos das secas nos 5.571 municípios brasileiros. 

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A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, afirmou que os dados produzidos pelo centro ajudam governos locais e federal a antecipar riscos e planejar ações de prevenção. “As informações geradas pelo Cemaden subsidiam ações concretas de preparação e redução de riscos de desastres”, afirmou. 

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Além das chuvas e secas, o centro monitora incêndios florestais, impactos sobre a agricultura e vulnerabilidades sociais em áreas de risco. 

Agricultura e adaptação climática 

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Durante o evento, o ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares, destacou a importância do monitoramento climático para o planejamento agrícola e lembrou que o Brasil mantém políticas voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono desde 2010, com o Plano ABC.  

“O Cemaden faz monitoramento e emite alertas de forma ininterrupta, mas esse trabalho de produzir conhecimento e dados é também extremamente importante”, disse. Segundo ele, a meta do ciclo 2021–2030 é incorporar mais 50 milhões de hectares em sistemas produtivos sustentáveis e mitigar 1,1 gigatonelada de CO₂ equivalente. 

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A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Anna Flávia Sena, reforçou que relatórios científicos são fundamentais para orientar políticas públicas e ampliar a percepção sobre os impactos das mudanças climáticas. “O governo quer que esse documento, feito pelo meio científico, sirva para que cada vez mais pessoas reconheçam e acreditem no alerta de que as mudanças climáticas vão causar muitos desastres”, afirmou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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