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SAÚDE

Governo do Brasil lança centro para produção 100% nacional de tratamento inovador contra o câncer

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram neste sábado (23), no Rio de Janeiro, o Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com investimento de R$ 330 milhões do Governo do Brasil, o país passará a produzir de forma 100% nacional um dos tratamentos mais avançados do mundo contra o câncer. A terapia tem alto custo no exterior, em torno de US$ 400 mil por paciente, enquanto no Brasil pode ser ofertada de forma gratuita para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com essa produção, o Brasil se posiciona como referência regional em terapias avançadas na América Latina. “Esse centro tecnológico que dá o Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém. A gente não é menos competitivo do que ninguém. O importante é a gente garantir que o país mudou”, afirmou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o papel da Fiocruz no acesso da população. “Graças à capacidade de produção nacional e ao SUS, as pessoas poderão receber esse tratamento gratuitamente, como um direito. Porque o SUS é isso: vacina no braço, tratamento garantido, alívio no bolso e a família sendo cuidada com dignidade. Não estamos falando apenas de uma grande indústria de produção tecnológica. Estamos falando de uma instituição que combina inovação, escala e acesso para salvar vidas”, ressaltou.

O ponto chave do projeto é que a Fiocruz também passa a fabricar os vetores lentivirais, componentes essenciais da terapia que antes precisavam ser importados e representavam um dos maiores obstáculos para baratear o tratamento. O laboratório público Bio-Manguinhos vai garantir ao país domínio da cadeia produtiva de CAR-T Cell, fortalecendo a soberania tecnológica do país e eliminando a dependência do exterior. Com essa iniciativa, o Brasil poderá se tornar não apenas uma referência nessa tecnologia, mas também um exportador dos vetores lentivirais para outros países da região.

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Ataque triplo ao câncer

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A Fiocruz utilizará uma tecnologia chamada duoCAR-T triespecífico, transferida da empresa americana Caring Cross. Diferente de outras versões, ela reconhece e ataca simultaneamente três alvos diferentes nas células cancerígenas, o que torna a eliminação da doença mais eficaz e reduz a chance de recidivas no futuro.

Os primeiros lotes de engenharia (lotes piloto) para a terapia celular CAR-T serão produzidos até julho. O início dos estudos clínicos está previsto para o segundo semestre deste ano. Após essa etapa e início da produção pela Fiocruz, a tecnologia precisa obter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), comprovando segurança, eficácia e qualidade para uso em larga escala.

O Ministério da Saúde investe, ainda, em uma outra iniciativa para a produção de células CAR-T com o Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan, que conta com investimento de R$ 100 milhões.

Produção descentralizada leva tratamento para perto do paciente

A terapia CAR-T funciona de maneira personalizada: as células de defesa do próprio paciente são coletadas, modificadas geneticamente em laboratório para reconhecer e combater o câncer, e depois devolvidas ao corpo já “reprogramadas” para eliminar a doença.

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O modelo adotado pela Fiocruz é inovador, uma vez que a produção vai acontecer em laboratórios modulares instalados em contêineres, que podem ser montados próximos aos centros de tratamento. Isso reduz custos de transporte, agiliza o atendimento e permite que o modelo seja replicado em diferentes regiões do país. A primeira unidade já está instalada no Rio de Janeiro e entrará em operação em breve para dar suporte aos estudos clínicos, acompanhados pela Anvisa.

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Inovação em saúde

O presidente Lula e o ministro Alexandre Padilha também inauguraram o Centro de Desenvolvimento em Saúde (CDTS) da Fundação Oswaldo Cruz, com uma macroestrutura dedicada à inovação, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. A iniciativa representa mais um passo para consolidar o Brasil como líder em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias em saúde em toda a América Latina.

O Centro atuará em duas frentes estratégicas. Uma será no desenvolvimento de produtos e processos para a saúde, com projetos voltados à criação de biomoléculas essenciais para a fabricação de vacinas, biofármacos e reativos de diagnóstico importantes para a assistência na saúde pública. Já a segunda será no âmbito da prestação de serviços tecnológicos, com oferta de equipamentos, infraestrutura, equipe especializada e consultoria para outras unidades da Fiocruz, institutos de pesquisa, empresas do setor privado e para o Ministério da Saúde, com foco no desenvolvimento de medicamentos para doenças prioritárias do SUS.

Valorização dos sanitaristas no Brasil

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Na oportunidade, o ministro Alexandre Padilha homenageou os sanitaristas Gulnar Azevedo Silva e Gilney Costa Santos com a entrega da Carteira Nacional de Sanitaristas. Também houve uma entrega em memória de Antônio Sérgio da Silva Arouca. Esse momento marca a regulamentação da profissão, que é um avanço estratégico para o fortalecimento das políticas públicas de saúde no Brasil e para a consolidação do SUS. Também contribui para promover maior segurança institucional, valorização profissional e densidade técnica a uma categoria fundamental para o planejamento, a gestão e a implementação de respostas aos desafios sanitários do país.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Brad Pitt relata ter prosopagnosia, entenda a doença

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prosopagnosia

Ator afirma sofrer de prosopagnosia desde 2013, transtorno neurológico que afeta até 2,5% da população e causa isolamento social

O ator Brad Pitt declara sofrer de prosopagnosia, um distúrbio neurológico que impede o reconhecimento de rostos. Aos 60 anos, o artista relata os sintomas da condição, também conhecida como cegueira facial, desde o ano de 2013, mas permanece sem confirmação clínica oficial registrada em fontes públicas.

A visibilidade do caso expõe um transtorno subdiagnosticado que afeta as relações sociais e a saúde mental dos pacientes. A cegueira facial gera mal-entendidos constantes, pois os indivíduos enxergam normalmente e possuem a memória geral preservada, mas o cérebro falha em processar a identidade visual. Na prática, a pessoa vê olhos, nariz e boca, mas não consegue ligar a imagem a um nome ou história, fazendo com que pareçam antipáticos ou distantes.

Em entrevista à revista GQ em 2022, reproduzida por redes como ABC News, Pitt afirmou que “ninguém acredita” em seus relatos sobre a dificuldade de identificar fisionomias. O ator explicou que “não consegue captar um rosto” e relatou o temor de ser percebido como egocêntrico ou desrespeitoso pelas pessoas que encontra. As declarações retomam o que ele já havia dito à revista Esquire em 2013, quando mencionou a intenção de realizar testes neurológicos.

Até 22 de maio de 2026, não há registro em órgãos de saúde, laudos médicos ou comunicados oficiais que comprovem a realização de exames formais, como o Cambridge Face Memory Test, por parte do ator. As informações mais recentes publicadas por veículos como VT.co, LadBible e Pakistan Today reiteram o caráter auto-relatado do quadro, descrito como estável e sem apontar agravamento neurológico.

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Distúrbio afeta área específica do cérebro

A prosopagnosia não está relacionada a problemas de visão, mas a alterações anatômicas e funcionais no cérebro. Revisões médicas indicam que a condição está ligada a falhas no lobo occípito-temporal, especificamente no giro fusiforme, mais frequentemente no hemisfério direito, região responsável pela rede de processamento facial.

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O distúrbio divide-se em duas categorias principais: a desenvolvimental (ou congênita), presente desde a infância sem lesão visível, e a adquirida, resultante de lesões cerebrais causadas por acidente vascular cerebral (AVC), traumatismos, tumores ou doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Estudos epidemiológicos apontam que as formas desenvolvimentais podem atingir entre 2% e 2,5% da população. O número, contudo, é alvo de debate na comunidade científica, pois parte da literatura questiona se todos esses indivíduos possuem o transtorno clínico ou apenas uma baixa habilidade natural para reconhecer rostos.

Um estudo publicado pela Brain Communications (Mayo Clinic) em 2024 analisou 336 pacientes diagnosticados com prosopagnosia ao longo de 23 anos de atendimentos em uma clínica de neurologia. Os dados mostram que apenas cerca de 3% (10 pacientes) apresentavam a forma desenvolvimental. A esmagadora maioria, cerca de 97% (326 pacientes), possuía a forma adquirida do distúrbio. Dentro deste grupo majoritário, 72% dos diagnósticos estavam associados a doenças neurodegenerativas e 28% a causas não degenerativas, como infartos e epilepsia.

Isolamento social e impacto psicossocial

As consequências do transtorno afetam diretamente o convívio em sociedade e a estabilidade emocional. Diretrizes do sistema de saúde britânico (NHS) e da Cleveland Clinic detalham que os pacientes não reconhecem desconhecidos, conhecidos, familiares próximos ou, em casos severos, a própria imagem refletida no espelho.

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A incapacidade de identificação gera um ambiente de gafes e tensões. Indivíduos relatam vergonha ao não reconhecer colegas e tendem a evitar eventos coletivos. A literatura médica associa o quadro ao desenvolvimento de ansiedade social e depressão.

No caso de crianças, a condição traz implicações para a segurança, com relatos de medo intenso de separação dos pais e dificuldades severas de adaptação no ambiente escolar, uma vez que colegas e professores parecem estranhos diariamente.

A literatura médica aponta variantes funcionais do transtorno, divididas entre formas apperceptivas e associativas. Na forma apperceptiva, o paciente tem dificuldade de discriminar feições e perceber a estrutura do rosto. Na forma associativa, a percepção facial ocorre, mas o cérebro bloqueia a associação daquela imagem à identidade da pessoa.

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Ausência de cura e estratégias de compensação

O tratamento para a prosopagnosia depende da causa base. A literatura confirma que não existe cura direta para o distúrbio. O manejo clínico baseia-se em reabilitação e desenvolvimento de táticas compensatórias para a convivência social.

As diretrizes médicas recomendam que os pacientes utilizem pistas não faciais para identificar as pessoas ao redor. Isso inclui a memorização do tom de voz, do estilo de cabelo, do modo de andar e do uso de adereços frequentes, como óculos ou chapéus. O suporte psicológico é indicado para lidar com as consequências emocionais do isolamento.

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O caso clínico de Brad Pitt permanece como uma suspeita não verificada. Nenhum órgão oficial de saúde, como o National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS) ou a Organização Mundial da Saúde (OMS), publica documentação vinculando o ator à condição, mantendo as informações restritas ao auto-relato do artista sobre sua dificuldade crônica com rostos humanos.

 

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