Tribunal de Justiça de MT
Copedem reforça papel das Escolas da Magistratura na qualificação da Justiça brasileira
Com o foco voltado para o fortalecimento institucional das Escolas Judiciais, foi realizado, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24 de abril), o 63º Encontro do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem). O evento, intitulado “Escolas Judiciais em transformação: Inovação, Governança e Gestão Documental”, foi promovido pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), no Auditório do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Na ocasião, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) foi representada pelo diretor-geral, Márcio Vidal. Ele pontuou que é primordial e urgente que as escolas da magistratura sejam consolidadas em todo o Brasil a fim de qualificar e aprimorar cada vez mais a prestação jurisdicional entregue à população.
“É urgente fortalecer as escolas da magistratura em todo o país, porque onde há formação sólida e continuada há melhor prestação jurisdicional. Uma magistratura bem formada contribui para a pacificação social, melhora a aplicação das políticas públicas e fortalece a proteção dos direitos fundamentais, consolidando uma Justiça mais eficiente, humana e alinhada às reais necessidades do país.”
De acordo com o presidente do Copedem, desembargador Marco Villas Boas, o processo de aperfeiçoamento e engrandecimento das escolas judiciais se baseia no “conhecimento técnico, científico, crítico e filosófico”. Ele destacou ainda os 20 anos de existência do Copedem e o pioneirismo da Ejef do TJMG, a primeira do País, criada em 1977: “Toda a história que Minas ostenta na sua luta por liberdade, por democracia, é um momento crucial para as escolas se encontrarem, se conectarem e pensarem no futuro da democracia, do Direito, da prestação jurisdicional na sociedade atual, vivenciando todas as experiências que a Escola Edésio Fernandes tem acumulado durante esse meio século de existência. Sempre uma transmissora de conhecimentos, uma formadora de opinião.”
Já o presidente do TJMG, desembargador Corrêa Junior, afirmou que o trabalho realizado pelo Copedem na magistratura brasileira tem reflexos na sociedade: “Vamos ter a oportunidade de conhecer e discutir novas tecnologias e como aplicá-las em favor de uma prestação jurisdicional mais efetiva, mais rápida e que atenda ao cidadão e à cidadã que nos procura.”
Programação
Nesse primeiro dia (23 de abril), o evento foi aberto com a palestra magna “O ensino jurídico em tempos de IA” e foi apresentada pelo professor Bruno Torquato Zampier Lacerda, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Minas. Ele destacou o uso da Inteligência Artificial (IA) no Judiciário.
Ainda durante o dia, foram realizadas apresentações curtas e objetivas, no formato pitch, com duração de 15 minutos. Dentre os temas apresentados, foram discutidos: “Laboratório de Gestão Documental da Diretoria Executiva de Gestão da Informação Documental (Dirged)”; “Formação de Magistrados e Servidores” e “Programa de Pós-Graduação: Consolidação e Expansão”.
Nesta sexta-feira (24), houve ainda o painel “Pós-graduação Associativa em REDE (Fadisp/Unialfa/Escola Judiciais), com os formadores Thiago Matsushira e a Juíza Federal Cintia Bruneta.
Leia a Carta de Belo Horizonte, resultante do evento.
Com informações do Copedem
Autor: Keila Maressa
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
Tribunal de Justiça de MT
TJMT amplia Rede de Enfrentamento e fortalece proteção às mulheres em Campinápolis
A expansão da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar em Mato Grosso segue avançando, consolidando o trabalho do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na articulação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Nesta sexta-feira (24), uma nova unidade foi instalada no município de Campinápolis, por meio da atuação da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), coordenada pela desembargadora Maria Erotides Kneip.
A Rede tem como principal objetivo garantir uma resposta estatal integrada, superando a fragmentação histórica no atendimento às vítimas. Conforme explica a juíza da Comarca de Campinápolis, Michele Cristina Ribeiro de Oliveira, a proposta é assegurar que a mulher não precise mais percorrer, sozinha, diferentes instituições sem conexão entre si.
“O que se busca é uma atuação articulada e contínua, em que saúde, segurança pública, assistência social, educação e o sistema de justiça atuem de forma coordenada, garantindo prevenção, assistência, proteção e responsabilização, além da reeducação do agressor”, destacou a magistrada.
A iniciativa materializa, no âmbito local, o que já está previsto na Lei Maria da Penha: o enfrentamento à violência doméstica exige ação conjunta entre os entes federativos e suas estruturas. Com isso, o TJMT fortalece sua atuação como indutor de políticas públicas e garante maior efetividade na proteção das vítimas.
Além de integrar serviços, a Rede também atua como um canal institucional de escuta qualificada. Demandas que antes eram tratadas de forma isolada passam a revelar falhas estruturais, permitindo a construção de soluções concretas, como fluxos padronizados, protocolos conjuntos e capacitações intersetoriais.
Na prática, essa atuação integrada resulta em respostas mais rápidas e eficazes, reduzindo a revitimização, a demora no atendimento e a desarticulação entre os órgãos. “Nenhuma instituição sozinha consegue enxergar todo o ciclo da violência. A integração transforma a proteção em realidade concreta”, pontuou a juíza.
Também foi anunciada, durante a instalação da Rede, a implantação do Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar na comarca. A medida, prevista na Lei Maria da Penha, reforça a atuação do Judiciário não apenas na responsabilização, mas também na prevenção da reincidência.
Os grupos funcionam como espaços de diálogo e conscientização, promovendo a reconstrução de condutas. “Punir sem reeducar é, muitas vezes, devolver à sociedade o mesmo homem. O ciclo da violência só é interrompido quando o Estado atua também na transformação de quem agride”, ressaltou a magistrada.
Mato Grosso se destaca como estado pioneiro na implementação desses grupos, com iniciativas tomadas ainda em 2021, antes mesmo das diretrizes nacionais. A ação está alinhada à Recomendação nº 124/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta os tribunais a instituírem programas de reflexão e sensibilização de agressores.
Com a implantação da unidade em Campinápolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso reafirma seu compromisso com a proteção das mulheres e com a construção de uma Rede efetiva, capaz de transformar realidades e romper ciclos de violência em todo o estado.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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