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Muito além das paisagens: identidade é a nova aliada dos estados para impulsionar o turismo e atrair investimentos

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A força de uma marca que comunica valores, estilo de vida e cultura de uma região tornou-se um ativo estratégico para os estados brasileiros no mercado turístico. Para além de praias e monumentos, a busca por uma identidade clara e autêntica (“branding”) foi o tema central no último dia da programação do Salão do Turismo, que acontece no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

“O Ministério do Turismo reúne aqui todas as regiões do país para esse diálogo mais amplo, para essa troca de experiências. As marcas, hoje, comunicam valores, estilo de vida, cultura e diferenciais capazes de influenciar a decisão de viagem dos turistas. Então essa troca é muito valiosa para todo o setor”, destacou, na abertura do seminário, o coordenador-geral de Marketing do Ministério do Turismo, Fábio Simonetti.

Ana Claudia Rego, da Secretaria de Turismo do Amazonas, apresentou a marca da Amazônia, criada em conjunto com os outros estados da região Norte do país. A ideia, segundo ela, é a Amazônia como destino turístico internacional, focando na preservação ambiental, no desenvolvimento sustentável e na valorização dos povos locais. “A gente criou uma identidade. Posicionou a Amazônia como destino sustentável, polo de negócios verdes, uma referência de biodiversidade e cultura. Todo destino tem uma referência. Na promoção turística, nós vamos utilizar a marca em todas as nossas peças promocionais”, disse.

Já Daniella Barbosa, da Secretaria de Turismo de Goiás, destacou que a marca que representa o estado levou em conta o retorno das pessoas do estado. “Trabalhamos em uma expressão que pega. O ‘Bora’ é uma expressão muito goiana. A gente quer levar a nossa ‘goianidade’ para o mundo. E obviamente que vamos adaptando essa expressão, desdobrando em vários nichos: bora pescar, bora trilhar”, explicou.

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Guilherme Lourenço, que representou o estado de Minas Gerais, explicou a força do encontro em Belo Horizonte, seja na gastronomia ou na cultura, para a criação da marca para a cidade. Segundo Lourenço, a ideia é fazer desse encontro uma memória afetiva. “A gente acredita que destinos fortes constroem narrativas fortes. A marca de Belo Horizonte surge para fortalecer o posicionamento da nossa cidade, para criar um fortalecimento nacional e internacional. Também acreditamos que a marca é feita de escuta, então fizemos esse processo para conectar as pessoas da cidade”, disse. “As pessoas falam ‘BH’ e acabam se conectando de forma afetiva com a cidade”, concluiu Lourenço.

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A força da tradição de uma marca foi o ponto principal da apresentação de Álvaro Machado, servidor da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul há mais de 30 anos. Segundo ele, para se criar uma nova marca é preciso ter em mente o real motivo para isso. 

“Estamos usando uma marca principal há quase 15 anos. Na identidade visual, por exemplo, temos a cuia de chimarrão, que tanto identifica o gaúcho. Então se um posicionamento está dando certo, não há necessidade de mudança. Não vamos gastar recurso para fazer algo que já fizemos e que está funcionando”, destacou Álvaro.

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Por fim, Thiago Marques, da Secretaria do Turismo do Ceará, estado anfitrião do Salão do Turismo, reforçou a necessidade de responsabilidade com a marca e como essa marca se posiciona e representa um determinado local. “A marca representa o nosso estado e é a porta de entrada para quem quer conhecer o Ceará. O melhor impulso que temos na promoção turística, inclusive internacional, é a nossa marca. Então temos uma responsabilidade muito grande com a marca. A questão gráfica e visual é muito importante, pois está todo mundo concorrendo, em um evento, para sua marca se destacar”, frisou.

SALÃO DO TURISMO – Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

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Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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IA no Turismo: Como posicionar seu destino e se adaptar à nova jornada do viajante

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A forma como as pessoas escolhem suas próximas férias mudou. A jornada do viajante, que antes era feita de forma tradicional, agora é auxiliada por tecnologia e hiperpersonalizada. Para debater como os destinos podem se destacar nesse novo cenário, o uso estratégico da inteligência artificial (IA) foi o tema central de um painel realizado durante a terceira edição do Seminário Nacional de Regionalização do Turismo.

Com o tema “Como ser Competitivo nas Buscas por IA no Turismo?”, o consultor de marketing Thiago Akira apresentou um panorama claro: a era do viajante “AI-First” já começou.

A Era do Viajante “AI-First”

Os números apresentados revelam uma mudança definitiva no comportamento do consumidor. Atualmente, 40% dos viajantes globais já utilizam IA para planejar suas rotas. Além disso, houve um crescimento impressionante, de 190%, nas buscas por “ajuda para planejar viagem”.

“O turista não entra mais na internet apenas para buscar “o que fazer” em uma cidade. Ele pede: ‘Crie um roteiro de quatro dias no circuito das águas, de Minas Gerais, para viajar com a minha família’. E a IA entrega isso praticamente pronto e hiperpersonalizado”, ilustrou Akira durante a apresentação.

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Oportunidade para destinos regionais

Surpreendentemente, essa revolução tecnológica nivelou o jogo para municípios menores que desejam atrair visitantes. Dados mostram que 36% das pessoas usam a IA para descobrir destinos que sequer estavam no radar delas. Além disso, 63% das fontes citadas nos resumos de IA do Google (AI Overviews) não estão no top 10 dos resultados orgânicos tradicionais.

Isso significa que destinos menores podem ser indicados diretamente pelas máquinas. Essa dinâmica fortalece a própria essência da regionalização, que busca tirar o foco exclusivo dos grandes polos. 

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Como explica Ana Carla Fernandes Moura, coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas do Ministério do Turismo, “É promover todos os municípios, aqueles que muitas vezes não necessariamente têm uma cachoeira, ou às vezes ele não tem um grande parque, mas muitas vezes aqueles municípios que detêm oferta de serviços, de produtos, onde tem gastronomia, artesanato”, afirmou.

O “Novo SEO”

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Para que a IA recomende um destino, ela precisa ser alimentada com informações de qualidade. Thiago Akira destaca que os sites institucionais são vistos como fontes de alta credibilidade pelas ferramentas. “O que tiver lá dentro, ela vai trazer como fonte”, pontua o consultor. No entanto, ele faz um alerta aos gestores: “Se ele estiver desatualizado, se ele estiver errado, se ele não estiver estruturado, ele vai trazer muito ruído para o viajante”, disse.

Surge então o conceito de LLMO (Otimização para Modelos de Linguagem, em inglês), classificado como o “SEO da resposta”. Trata-se de preparar o conteúdo não apenas para humanos, mas para que os robôs entendam o seu município. Akira aconselha que este “é o melhor momento para se trabalhar, se buscar investir no canal oficial próprio, autoral, do próprio destino”.

Outra fonte de dados são os influenciadores e redes sociais. Mais de 50% dos resultados que treinam a IA vêm de plataformas como YouTube, TikTok e Instagram. Ao convidar criadores de conteúdo, as instâncias de governança devem orientá-los a usar nomes oficiais, descrições detalhadas e a falar sobre a gastronomia local, pois descrições genéricas geram dados pobres para a IA.

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Capacitação

Dominar essas ferramentas exige preparo. Ana Carla Moura reforça a importância das oficinas inéditas oferecidas aos profissionais do trade: “Não adianta a gente só desenvolver produtos e equipamentos se a gente não treinar todos para que eles possam fazer a melhor execução e atender da melhor maneira o turista”, destacou.

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Para os gestores e instâncias de governança que querem dar o primeiro passo rumo à competitividade digital, Thiago Akira deixa uma dica prática: “Acho que o primeiro ponto é você se colocar no lugar do viajante”. Ele sugere usar o Google para entender as sugestões automáticas sobre a sua região. “Com isso você já começa a entender como que você constrói e domina esse espaço”, finalizou.

SALÃO DO TURISMO – Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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