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Com guerra, Ucrânia pode não conseguir plantar e Rússia não exportar

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Com guerra, Ucrânia pode não conseguir plantar e Rússia não exportar

GUERRA UCRANIA RUSSIA Imagem xbrchx Shutterstock

Com o conflito entre Ucrânia e Rússia, os possíveis efeitos sobre grãos são que a Ucrânia pode não conseguir plantar, e a Rússia pode não conseguir exportar, disse o sócio-diretor da consultoria MB Agro, José Carlos Hausknecht, em live promovida pelo Broadcast. “Isso traria uma restrição de oferta nos mercados internacionais”, disse. A região tem produção relevante de milho e trigo.

No caso da Ucrânia, a produção está mais sujeita a problemas. “Está tendo uma guerra lá, e isso provavelmente terá efeito sobre o plantio”, disse o representante da MB Agro. “Hoje estamos na entressafra, o plantio vai começar em abril. Se não se plantar na Ucrânia, ela é a quarta maior exportadora de milho do mundo, então teremos um efeito grande sobre mercado.”

No caso da Rússia, conforme Hausknecht, o risco de não plantar é menor. “Eles têm fertilizante e tudo para continuar plantando. A guerra não está lá. Ninguém sabe como vai evoluir a guerra, mas a princípio eles vão plantar uma safra normal, até porque os preços estão bons, e eles precisam de reservas.”

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A questão, segundo ele, é se, depois da colheita, o produto poderá ser escoado ao mercado internacional. “Normalmente boicotes não afetam alimentos, mas a gente não sabe como vai evoluir isso”, afirmou. “O mercado internacional já está precificando esse risco. Mas não é que está faltando produto agora por causa da guerra, porque eles já exportaram a maior parte dos grãos que tinham para exportar” (Broadcast, 4/3/22)

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Custo de produção do leite sobe no Paraná com alta do milho e farelo de soja, aponta Deral

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O custo de produção da atividade leiteira voltou a subir no Paraná, pressionado principalmente pela alta dos insumos utilizados na nutrição do rebanho. A avaliação é do Deral, vinculado à Seab, em boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (30).

Segundo o relatório, o aumento dos custos tem reduzido o poder de compra do produtor de leite em relação a insumos estratégicos como milho e farelo de soja, elevando a pressão sobre a rentabilidade da atividade.

Relação de troca piora e encarece alimentação do rebanho

O Deral utiliza a relação de troca entre o litro de leite e a saca de milho como um dos principais indicadores de custo da produção. Em março de 2025, com o litro do leite cotado a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho, que estava em R$ 77,90.

No período mais recente analisado, essa relação piorou, passando para 29,4 litros por saca, evidenciando perda de poder de compra do produtor.

A pressão também é observada no farelo de soja, outro insumo essencial na alimentação animal. A relação de troca passou de 697 litros por tonelada em março de 2025 para 868 litros por tonelada atualmente, refletindo o aumento expressivo do custo nutricional da atividade.

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Nutrição animal segue como principal fator de custo

De acordo com o boletim, a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente do custo de produção leiteira. Com a alta dos insumos, produtores enfrentam margens mais apertadas e maior necessidade de eficiência na gestão nutricional e produtiva.

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O cenário reforça a sensibilidade da atividade às oscilações do mercado de grãos, especialmente milho e soja, que têm forte impacto direto na formação do custo do litro de leite.

Importações de lácteos aumentam e pressionam mercado interno

Além dos custos de produção, o mercado de lácteos também é impactado pelo aumento das importações. Segundo o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.

Os queijos representam aproximadamente 40% desse total, indicando forte presença de produtos importados no consumo interno.

Leite em pó registra alta mesmo com restrições

O boletim também destaca o avanço das importações de leite em pó, mesmo após medidas adotadas para tentar conter a entrada do produto no país. Em março de 2026, as compras externas registraram aumento de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Esse movimento amplia a concorrência no mercado interno e adiciona pressão sobre os preços pagos ao produtor, em um cenário já marcado por custos elevados de produção.

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Setor leiteiro enfrenta desafio de equilíbrio entre custos e competitividade

Com insumos em alta e aumento das importações, a cadeia do leite enfrenta um ambiente de maior pressão competitiva. O desafio do setor passa a ser manter a viabilidade econômica da produção diante de margens mais estreitas e maior volatilidade de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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