Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Com guerra, Ucrânia pode não conseguir plantar e Rússia não exportar

Publicado em

Com guerra, Ucrânia pode não conseguir plantar e Rússia não exportar

GUERRA UCRANIA RUSSIA Imagem xbrchx Shutterstock

Com o conflito entre Ucrânia e Rússia, os possíveis efeitos sobre grãos são que a Ucrânia pode não conseguir plantar, e a Rússia pode não conseguir exportar, disse o sócio-diretor da consultoria MB Agro, José Carlos Hausknecht, em live promovida pelo Broadcast. “Isso traria uma restrição de oferta nos mercados internacionais”, disse. A região tem produção relevante de milho e trigo.

No caso da Ucrânia, a produção está mais sujeita a problemas. “Está tendo uma guerra lá, e isso provavelmente terá efeito sobre o plantio”, disse o representante da MB Agro. “Hoje estamos na entressafra, o plantio vai começar em abril. Se não se plantar na Ucrânia, ela é a quarta maior exportadora de milho do mundo, então teremos um efeito grande sobre mercado.”

No caso da Rússia, conforme Hausknecht, o risco de não plantar é menor. “Eles têm fertilizante e tudo para continuar plantando. A guerra não está lá. Ninguém sabe como vai evoluir a guerra, mas a princípio eles vão plantar uma safra normal, até porque os preços estão bons, e eles precisam de reservas.”

Advertisement

A questão, segundo ele, é se, depois da colheita, o produto poderá ser escoado ao mercado internacional. “Normalmente boicotes não afetam alimentos, mas a gente não sabe como vai evoluir isso”, afirmou. “O mercado internacional já está precificando esse risco. Mas não é que está faltando produto agora por causa da guerra, porque eles já exportaram a maior parte dos grãos que tinham para exportar” (Broadcast, 4/3/22)

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Ureia recua no mercado global após alta e sinaliza pressão de demanda no agronegócio

Click to comment

You must be logged in to post a comment Login

Leave a Reply

AGRONEGÓCIO

Safra de morango 2026 cresce no Brasil, mas pulgão-da-raiz exige atenção redobrada do produtor

Published

on

A cultura do morango segue em expansão no Brasil em 2026, com produção estimada em cerca de 200 mil toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa crescimento de aproximadamente 2,6% em relação ao ano anterior e reflete ganhos de produtividade e maior tecnificação em importantes polos produtores, como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios relevantes, especialmente relacionados às condições climáticas e ao manejo fitossanitário, fatores que seguem determinantes para a estabilidade da produção.

Clima irregular impacta desenvolvimento das lavouras

Episódios de calor fora de época têm afetado o desenvolvimento das plantas e alterado o calendário produtivo em algumas regiões. Tradicionalmente, o plantio do morangueiro ocorre entre meados de abril e o fim de maio, período considerado ideal para o enraizamento e estabelecimento das mudas.

Quando esse padrão é impactado por variações climáticas, o desempenho da lavoura pode ser comprometido, exigindo maior atenção do produtor no ajuste do manejo e na condução da safra.

Pulgão-da-raiz se consolida como uma das principais ameaças

Mesmo com o avanço tecnológico no campo, o controle de pragas segue como um dos principais desafios da cultura. Entre as mais preocupantes está o pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale), praga de difícil detecção por atuar abaixo do solo.

Advertisement

O inseto se alimenta da seiva das raízes, causando sintomas como amarelamento das plantas, redução do vigor e paralisação do crescimento. Em casos mais severos, pode levar à morte das plantas, especialmente em condições de estresse hídrico, como períodos de seca.

Leia Também:  Milho em Mato Grosso: área é mantida em 7,39 milhões de hectares e produção da safra 2025/26 deve superar 52 milhões de toneladas

A praga é composta predominantemente por fêmeas e apresenta alimentação contínua, o que intensifica os danos ao sistema radicular. Além da sucção de seiva, há liberação de toxinas que agravam o comprometimento da planta.

Praga também pode transmitir viroses

Segundo especialistas do setor, o impacto do pulgão-da-raiz vai além dos danos diretos à planta. A praga também pode atuar como vetor do vírus conhecido como mosqueado-do-morangueiro, ampliando significativamente as perdas na produção e afetando a qualidade dos frutos.

Manejo integrado é fundamental para reduzir perdas

De acordo com o gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, Fábio Kagi, o controle eficiente da praga depende de uma estratégia integrada de manejo.

Segundo ele, o equilíbrio nutricional do solo e o uso de inimigos naturais são medidas importantes, assim como a atenção ao excesso de nitrogênio, que pode favorecer a infestação. O monitoramento constante da lavoura também é essencial para orientar intervenções no momento adequado.

Advertisement

O controle químico deve ser aplicado de forma criteriosa, respeitando as recomendações técnicas e o ciclo da cultura, com atenção especial ao período de frutificação e colheita.

Leia Também:  Nova proposta pode destravar até R$ 800 bilhões em crédito para o agronegócio
Produtividade depende de manejo técnico e integrado

O avanço da produção de morango no Brasil está diretamente ligado à adoção de boas práticas agrícolas e ao uso correto de ferramentas de proteção de cultivos. Especialistas reforçam que o crescimento da produtividade precisa estar associado a um manejo fitossanitário eficiente e contínuo.

O monitoramento das lavouras e a integração de diferentes estratégias de controle são apontados como fatores decisivos para reduzir perdas, garantir a sanidade das plantas e manter a qualidade da produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA