Polícia civil
Mãe alega "correção" ao ser presa por bater em filha com fios
Mãe é presa em Água Boa (MT) após agredir filha de 12 anos com fios elétricos. Vítima ligou para a polícia pedindo socorro.
Mulher utilizou fios elétricos contra a menina de 12 anos em Água Boa; vítima ligou para pedir socorro.
A linha tênue entre a disciplina parental e o crime de lesão corporal foi rompida nesta quinta-feira (15), em Água Boa (MT). Uma discussão banal sobre tarefas domésticas terminou com a prisão em flagrante de H.G.C.R., de 35 anos. A mulher é acusada de agredir a própria filha, de apenas 12 anos, utilizando fios elétricos. O caso expõe a naturalização da violência como método “educativo” em alguns lares.
O episódio só chegou ao conhecimento das autoridades porque a própria vítima, identificada pelas iniciais I.R.R.J., teve a coragem de pedir ajuda. A menina telefonou para o plantão policial em um momento de desespero. No registro oficial, a equipe descreveu a urgência do chamado.
“Recebemos durante o plantão policial ligação de uma menina pedindo socorro, que seu caso seria sério”, relataram os agentes no Boletim de Ocorrência. Ao chegarem à residência no Bairro Operário, os policiais confirmaram a denúncia. A criança apresentava lesões visíveis e aparentes no braço e na boca.
A dinâmica da violência
O conflito começou, segundo os autos, por causa da limpeza da casa. A adolescente relatou que houve um desentendimento sobre de quem seria a vez de realizar o serviço. Ela argumentou que a tarefa caberia à irmã mais velha. A resposta desagradou profundamente a mãe.
Conforme o termo de declaração da vítima, a reação materna foi explosiva. A menor detalhou às autoridades a aleatoriedade da violência sofrida. Ela afirmou que “as agressões ocorrem com o que estiver ao alcance da mãe”. Neste caso, os objetos disponíveis eram contundentes.
A menina foi atingida por “fio de carregador de celular, fio de carregador de bicicleta elétrica, além de socos, tapas e puxões de cabelo”. A violência escalou rapidamente. A mãe ainda arremessou um aparelho celular contra o rosto da filha quando esta ameaçou chamar a polícia.
Ciclo de agressões
O depoimento da vítima sugere um padrão de comportamento abusivo, e não um fato isolado. Há indícios preocupantes de rotina violenta no lar. A adolescente afirmou categoricamente que “sempre houve agressões físicas por parte de sua mãe, especialmente quando esta chega estressada”.
A violência, ao que tudo indica, não poupa outros vulneráveis da família. A menor relatou já ter presenciado a mãe agredir outras pessoas da casa. O histórico incluiria ataques contra “a irmã de três anos, a irmã grávida e a avó”. Esse contexto reforçou a necessidade da intervenção policial imediata.
“Perdi o controle”
Levada à Delegacia de Água Boa, H.G.C.R. foi interrogada e não negou a autoria das lesões. A frentista justificou o ato como uma medida disciplinar que saiu do controle. Ela alegou ter ficado “muito magoada” com a resposta dada pela menina durante a discussão.
Segundo a mãe, o estopim foi uma frase dita pela filha: “eu não pedi para vir ao mundo, e a obrigação de fazer o serviço é seu”. Essa afronta verbal teria sido o gatilho para o ataque físico.
Em sua defesa, a suspeita tentou minimizar o dolo de ferir. “A agressão foi com intenção de corrigir [a filha] e não tinha intenção de machucá-la”, afirmou a mulher em depoimento. Contudo, ela admitiu que “acabou batendo em [I.] com as mãos e com um pedaço de fio”.
Prisão sem fiança
O delegado Danilo Rodrigues Barbosa, responsável pelo caso, foi rigoroso na análise jurídica. Ele ratificou a prisão em flagrante por Lesão Corporal Dolosa no contexto de Violência Doméstica. A autoridade policial não permitiu que a mulher respondesse em liberdade imediata.
Não houve arbitramento de fiança na fase policial. O delegado considerou que a pena máxima para o delito supera quatro anos, o que impede a concessão do benefício na delegacia. Portanto, a liberdade provisória dependerá de decisão judicial.
H.G.C.R. foi encaminhada para o sistema prisional. A vítima passou por exame de corpo de delito e foi entregue aos cuidados de uma responsável legal. A medida visa garantir sua integridade física longe do ambiente onde deveria ser protegida.
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